Ideb: Maranhão registra crescimento nos anos iniciais, finais e ensino médio

Entre 2023 e 2025, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do Maranhão registrou os maiores valores de sua série histórica, iniciada em 2005. Nos anos iniciais do ensino fundamental, o índice estadual subiu de 5,4 para 5,7, enquanto nos anos finais passou de 4,5 para 4,7. Já no ensino médio, o indicador avançou de 3,8 para 3,9.

Na rede pública maranhense, a evolução acompanhou a tendência de alta:

Os dados do Ideb e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) relativos a 2025 foram divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Em todo o país, o Saeb avaliou 5,9 milhões de estudantes em 73,7 mil escolas.

Língua Portuguesa e Matemática

O desempenho dos alunos maranhenses na escala de 0 a 500 do Saeb também apresentou melhoria em todas as etapas avaliadas:

Balanço e recuperação pós-pandemia

O ministro da Educação, Leonardo Barchini, destacou que os resultados representam a consolidação de avanços contínuos nas últimas duas décadas, além de uma recuperação acelerada após os impactos da Covid-19.

“Os resultados revelam que o Maranhão teve, em 2025, seus melhores índices na série histórica, provando que a escola dos nossos filhos é melhor que a escola que nós tivemos. Em 20 anos, o Brasil enfrentou, simultaneamente, três desafios históricos: colocou mais estudantes na escola, melhorou a trajetória escolar e elevou a aprendizagem”, pontuou o ministro.

Barchini ressaltou ainda que a recomposição da aprendizagem perdida no período pandêmico ocorreu em tempo recorde:

“O Saeb 2025 mostra que o Brasil foi capaz de fazer em apenas quatro anos o que estudos projetavam levar uma década. Isso demonstra que, com políticas públicas consistentes, investimento e compromisso de estados, municípios, professores e estudantes, é possível acelerar a aprendizagem. Os melhores resultados de quem passa mais tempo na escola reforçam nosso plano de ampliar a educação em tempo integral e o ensino médio integrado à formação profissional.”

Ideb: Maranhão registra crescimento nos anos iniciais, finais e ensino médio

Entre 2023 e 2025, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do Maranhão registrou os maiores valores de sua série histórica, iniciada em 2005. Nos anos iniciais do ensino fundamental, o índice estadual subiu de 5,4 para 5,7, enquanto nos anos finais passou de 4,5 para 4,7. Já no ensino médio, o indicador avançou de 3,8 para 3,9.

Na rede pública maranhense, a evolução acompanhou a tendência de alta:

Os dados do Ideb e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) relativos a 2025 foram divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Em todo o país, o Saeb avaliou 5,9 milhões de estudantes em 73,7 mil escolas.

Língua Portuguesa e Matemática

O desempenho dos alunos maranhenses na escala de 0 a 500 do Saeb também apresentou melhoria em todas as etapas avaliadas:

Balanço e recuperação pós-pandemia

O ministro da Educação, Leonardo Barchini, destacou que os resultados representam a consolidação de avanços contínuos nas últimas duas décadas, além de uma recuperação acelerada após os impactos da Covid-19.

“Os resultados revelam que o Maranhão teve, em 2025, seus melhores índices na série histórica, provando que a escola dos nossos filhos é melhor que a escola que nós tivemos. Em 20 anos, o Brasil enfrentou, simultaneamente, três desafios históricos: colocou mais estudantes na escola, melhorou a trajetória escolar e elevou a aprendizagem”, pontuou o ministro.

Barchini ressaltou ainda que a recomposição da aprendizagem perdida no período pandêmico ocorreu em tempo recorde:

“O Saeb 2025 mostra que o Brasil foi capaz de fazer em apenas quatro anos o que estudos projetavam levar uma década. Isso demonstra que, com políticas públicas consistentes, investimento e compromisso de estados, municípios, professores e estudantes, é possível acelerar a aprendizagem. Os melhores resultados de quem passa mais tempo na escola reforçam nosso plano de ampliar a educação em tempo integral e o ensino médio integrado à formação profissional.”

Pessoas que conseguem dobrar a língua em formato de U tendem a ser mais criativas, analíticas e tem maior facilidade em resolver problemas complexos, segundo especialistas em psicologia

Parece apenas uma curiosidade de infância, mas a capacidade de dobrar a língua em formato de U tem chamado a atenção de especialistas em psicologia e neuropsicologia. Análises recentes sugerem que essa habilidade vai além da predisposição genética e pode revelar algo sobre a forma como o cérebro organiza o pensamento, o controle motor e certos traços de personalidade.

Dobrar a língua em U mostra coordenação, aprendizado e limites da genética

Mais do que uma curiosidade, o gesto envolve controle motor fino, prática e plasticidade cerebral, mas não serve para medir inteligência ou definir personalidade.

🧠

Cérebro em ação

A habilidade envolve redes ligadas ao planejamento motor e à motricidade fina.

🔁

Prática conta

Além da predisposição, tentativa, imitação e repetição podem influenciar o aprendizado.

⚠️

Sem diagnóstico

Dobrar a língua não revela inteligência nem permite traçar perfil psicológico confiável.

Resumo útil: a habilidade é interessante como exemplo de corpo e cérebro trabalhando juntos, mas deve ser vista como curiosidade motora, não como prova de traços mentais.

Por que dobrar a língua exige mais do cérebro do que parece?

O movimento parece simples, mas envolve um nível preciso de controle neuromuscular. Para executá-lo, o cérebro precisa coordenar músculos linguais de forma deliberada e exata, acionando regiões associadas ao planejamento motor e à atenção focalizada. Essa conexão direta entre o córtex cerebral e a motricidade fina é o ponto de partida para a discussão científica sobre o que esse gesto pode revelar.

Quais traços de personalidade aparecem com mais frequência em quem tem essa habilidade?

A observação comportamental identificou algumas características que tendem a aparecer com mais frequência em pessoas capazes de realizar esse movimento. Entre os padrões mais citados pelos especialistas estão:

  • Pensamento criativo e disposição para explorar soluções não convencionais
  • Capacidade analítica e tendência à reflexão antes de agir
  • Perseverança diante de tarefas que exigem tentativa e erro
  • Adaptabilidade para adquirir novas habilidades físicas e mentais
  • Extroversão e autoconfiança em contextos sociais

É importante destacar que essas associações descrevem tendências observadas, não regras fixas. A psicologia do comportamento trabalha com padrões populacionais, e características individuais variam amplamente de pessoa para pessoa.

Existe alguma relação entre essa capacidade e o desenvolvimento cognitivo?

Pesquisas na área de neuropsicologia apontam que tarefas que demandam coordenação precisa entre intenção e movimento fino costumam ser indicativas de vias neurais bem desenvolvidas. O argumento central é que o mesmo sistema nervoso responsável por executar esse gesto com precisão também sustenta processos como a resolução de problemas complexos e o pensamento analítico. Não se trata de causalidade direta, mas de sobreposição de redes cerebrais.

Genética ou aprendizado: o que define essa habilidade?

Durante décadas, dobrar a língua foi tratado como um exemplo clássico de traço genético herdado. Estudos mais recentes questionaram essa visão ao observar que pessoas sem histórico familiar da habilidade conseguiram desenvolvê-la com prática. A plasticidade cerebral, ou seja, a capacidade do sistema nervioso de criar e reforçar novas conexões, parece ter papel importante nesse processo.

Especialistas destacam que quem consegue realizar o movimento frequentemente foi exposto à observação de outras pessoas fazendo o mesmo durante a infância e persistiu nas tentativas até conseguir. Esse padrão de aprendizado por imitação e perseverança é, em si, um indicador comportamental relevante.

Pessoas que conseguem dobrar a língua em formato de U tendem a ser mais criativas, analíticas e tem maior facilidade em resolver problemas complexos, segundo especialistas em psicologiaPessoas que conseguem dobrar a língua em formato de U tendem a ser mais criativas, analíticas e tem maior facilidade em resolver problemas complexos, segundo especialistas em psicologia
Um gesto com a língua abre perguntas sobre coordenação e desenvolvimento

O que essa habilidade não é capaz de revelar?

Os próprios especialistas que estudam o tema fazem uma ressalva fundamental: dobrar a língua em U não deve ser usado como parâmetro isolado para avaliar inteligência ou traçar perfis psicológicos. A personalidade é formada por fatores sociais, educativos, biológicos e ambientais que nenhum gesto isolado é capaz de capturar. O movimento representa uma manifestação pontual de coordenação motora e comportamento, não um diagnóstico.

O que essa curiosidade revela sobre como estudamos o comportamento humano

O interesse em gestos físicos como indicadores de traços cognitivos reflete uma tendência mais ampla da psicologia contemporânea: buscar pistas sobre o funcionamento mental em comportamentos do dia a dia. Essa abordagem, quando feita com rigor, amplia a compreensão sobre como o corpo e a mente se comunicam de formas que passam despercebidas na rotina.

Para além da curiosidade, o debate em torno da habilidade de dobrar a língua abre uma janela interessante sobre plasticidade cerebral, aprendizado motor e os limites do que a genética determina. Mais do que um truque social, o gesto se torna um ponto de partida para perguntas mais profundas sobre o que nos torna quem somos.

Nova ligação rodoviária vai encurtar trajeto entre Viana e Pedro do Rosário

Brandão destacou que a ideia da obra surgiu graças ao diálogo com os municípios (Foto: Divulgação)

Uma antiga reivindicação dos moradores da Baixada Maranhense começou a avançar nesta terça-feira (4). A ordem de serviço para a pavimentação de 38 quilômetros da MA-217 foi assinada durante uma cerimônia realizada na zona rural, entre Viana e Pedro do Rosário.

A futura ligação rodoviária partirá do entroncamento da MA-006, passará pelo povoado Santeiro e chegará até a MA-216. O investimento previsto é de R$ 105,7 milhões.

A pavimentação deverá reduzir distâncias, melhorar o transporte de passageiros e facilitar o escoamento da produção regional. A estrada também será utilizada por moradores que precisam chegar a escolas, unidades de saúde e outros serviços públicos.

Após a assinatura, o governador Carlos Brandão classificou o momento como a realização de um grande sonho da população. “Essa estrada esperada há mais de 100 anos, hoje, está tendo início. É o começo de um sonho que vai ser realizado, porque eu estou cuidando da Baixada”, afirmou.

Brandão também destacou que a ideia da obra surgiu graças ao diálogo com os municípios. “Quando assumi o governo, comecei a conversar com as pessoas sobre qual era a melhor obra para cada município. Recebi todos os prefeitos e prefeitas do Maranhão. O nosso objetivo é deixar a Baixada cada vez mais preparada para crescer e se desenvolver”, declarou.

Comunidades aguardavam obra há décadas

Moradores e trabalhadores da região acompanharam a assinatura da ordem de serviço. O pescador Sérgio Trindade, de 57 anos, contou que esperou durante toda a vida pela melhoria da estrada.

“Já entrou governador, já entrou prefeito, e essa estrada nunca saía. Agora, vendo esse começo, é uma oportunidade muito grande para todos nós”, afirmou.

Sérgio trabalha com a venda de peixes e acredita que a pavimentação diminuirá as dificuldades enfrentadas no transporte da produção. Segundo ele, o benefício também alcançará quem circula diariamente entre Pedro do Rosário e as comunidades próximas.

Rodovia deve facilitar acesso a atendimentos

A precariedade do trecho afeta não apenas a circulação de veículos, mas também o atendimento de situações emergenciais. O prefeito de Pedro do Rosário, Toca Serra, relatou que moradores já precisaram ser transportados em redes devido às condições da estrada.

“É também para quem transporta passageiros, para quem precisa chegar a um atendimento, para quem vive aqui. Quantas pessoas já saíram sendo levadas em rede por falta de estrada?”, declarou.

Para o prefeito de Viana, Carrinho Cidreira, a MA-217 também poderá funcionar como um corredor de integração entre diferentes rodovias da região.

Segundo o gestor, a ligação deve reduzir percursos e beneficiar veículos que circulam entre municípios do Maranhão e rotas em direção ao Pará e a outros estados do Nordeste.

Investimento de R$ 105,7 milhões

A ordem de serviço foi assinada pelo governador Carlos Brandão. Durante o ato, ele afirmou que a estrada é reivindicada há mais de um século e que a escolha da obra ocorreu após conversas com representantes dos municípios da Baixada.

Além de favorecer a mobilidade, a expectativa é que a rodovia estimule atividades como pesca, agricultura, pecuária e comércio, ampliando as possibilidades de geração de renda nas comunidades atendidas.

Brandão inicia pavimentação da MA-217 (Viana a Pedro do Rosário)

A espera pela estrada atravessou gerações de moradores da Baixada Maranhense até começar a sair do papel. Em agenda na zona rural, entre os municípios de Pedro do Rosário e Viana, o governador Carlos Brandão atendeu à antiga reivindicação e assinou a ordem de serviço para a pavimentação da MA-217. A obra de 38 quilômetros ligará o entroncamento da MA-006 ao da MA-216, passando pelo povoado Santeiro.

Após a assinatura, o governador Carlos Brandão classificou o momento como a realização de um grande sonho da população. “Essa estrada esperada há mais de 100 anos, hoje, está tendo início. É o começo de um sonho que vai ser realizado, porque eu estou cuidando da Baixada”, afirmou.

Brandão também destacou que a ideia da obra surgiu graças ao diálogo com os municípios. “Quando assumi o governo, comecei a conversar com as pessoas sobre qual era a melhor obra para cada município. Recebi todos os prefeitos e prefeitas do Maranhão. O nosso objetivo é deixar a Baixada cada vez mais preparada para crescer e se desenvolver”, declarou.

Com investimento de R$ 105,7 milhões, a intervenção deve encurtar caminhos, diminuir o tempo de deslocamento, facilitar o transporte tanto de passageiros quanto de mercadorias e, ainda, melhorar o acesso da população aos serviços públicos essenciais.

Moradores, lideranças políticas e trabalhadores, que conviviam diariamente com as dificuldades da falta de infraestrutura, participaram da cerimônia. Entre eles estava o pescador Sérgio Trindade, de 57 anos, que esperou pela obra a vida toda.

“Eu tenho 57 anos e era o que eu mais esperava acontecer. Já entrou governador, já entrou prefeito e essa estrada nunca saía. Agora, vendo esse começo, é uma oportunidade muito grande para todos nós. Eu trabalho com venda de peixe. Para mim vai ser muito bom, porque melhora o transporte e o acesso. Não é só para nós, aqui, mas também para quem vem de Pedro do Rosário e precisa usar essa estrada todos os dias”, relatou.

Durante a solenidade o prefeito de Pedro do Rosário, Toca Serra, destacou os reflexos positivos da obra que vai conectar cidades, serviços e famílias.

“Eu sei o tamanho da dificuldade dessa estrada. A importância dela não é só para quem passa de carro. É também para quem transporta passageiros, para quem precisa chegar a um atendimento, para quem vive aqui. Quantas pessoas já saíram sendo levadas em rede por falta de estrada? Agora, vamos ter dignidade”, declarou.

O prefeito de Viana, Carrinho Cidreira, ressaltou a relevância econômica do corredor rodoviário para a integração regional e interestadual.

“Há um século o povo dessa região reivindica essa estrada. Ela vai ligar importantes eixos rodoviários, reduzir percursos e facilitar o deslocamento de veículos que circulam entre estados do Nordeste, o Pará e o Maranhão. É uma obra que tem grande importância econômica e vai contribuir para o desenvolvimento e para a geração de renda”, disse.

Além da assinatura da ordem de serviço da MA-217, an agenda do governador em Viana incluiu visita ao Centro de Hemodiálise do município.

Suspeita de desvio no Fundeb faz MPF lançar operação de fiscalização em todo o país

  • O Ministério Público Federal (MPF) iniciou uma fiscalização nacional para apurar a possível destinação irregular de quase 735 milhões de reais do Fundeb, entre 2021 e 2025. A suspeita é de que os valores não cumpriram os percentuais mínimos obrigatórios para educação infantil e melhoria da rede de ensino.
  • Este resumo foi útil?

    Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

O Ministério Público Federal (MPF) deu início a uma fiscalização nacional para investigar a possível destinação irregular de quase 735 milhões de reais em recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

A suspeita central das autoridades é que os expressivos valores repassados pela União a diversos municípios brasileiros, no período compreendido entre 2021 e 2025, não cumpriram os percentuais constitucionais mínimos obrigatórios para investimentos na educação infantil e na melhoria estrutural da rede de ensino.

De acordo com as regras estabelecidas pela Constituição Federal, ao menos 50% da complementação do valor anual total por aluno (VAAT) deve ser obrigatoriamente revertida à educação infantil. Além disso, a legislação determina que 15% dessa quantia seja destinada a despesas de capital, tais como reformas de infraestrutura e aquisição de equipamentos pedagógicos e operacionais.

Entretanto, dados do Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação (Siope), extraídos em março de 2026, apontam que as metas não foram atingidas por gestores de diversas regiões brasileiras. O cenário sugere que as verbas foram desviadas de suas finalidades originais ou geridas de forma indevida, prejudicando diretamente o atendimento em creches e pré-escolas públicas pelo país.

Diante do quadro, o MPF vai atuar em duas frentes: punir eventuais desvios financeiros e, ao mesmo tempo, assegurar a recomposição integral do rombo nos cofres públicos. A estratégia foi destacada pela coordenadora do Comitê Interinstitucional de Financiamento da Educação, Niedja Kaspary. “Nosso principal objetivo é assegurar que os recursos sejam aplicados na expansão, manutenção, qualificação e estruturação da educação básica”, pontuou a procuradora.

Para garantir a efetividade da medida, os procuradores deverão trabalhar para celebrar Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) com as prefeituras. Nos casos em que houver resistência ou omissão por parte dos administradores municipais na reparação dos gastos, o órgão vai entrar com ações na Justiça. A iniciativa reflete o compromisso do Ministério Público Federal em corrigir os descompassos orçamentários da educação brasileira.

Governo do Estado assina ordem de serviço para pavimentação da MA-217 entre Pedro do Rosário e Viana

Serão 38 quilômetros de extensão, ligando os dois municípios.

Nesta terça-feira (4), os municípios de Pedro do Rosário e Viana, na Baixada Maranhense, recebem a comitiva do Governo do Estado do Maranhão para anúncio de mais uma obra de infraestrutura na região. O principal compromisso será a assinatura da Ordem de Serviço para pavimentar a MA-217.

De acordo com Secretaria de Estado da Infraestrutura (Sinfra), a intervenção contempla o trecho entre o entroncamento da MA-006, em Pedro do Rosário, e o entroncamento da MA-216, em Viana, passando pelo povoado Santeiro. Avaliada em R$ 105,7 milhões, a estrada terá 38 quilômetros de extensão.

Para a população local, a expectativa é melhorar a mobilidade, facilitar o escoamento da produção e o acesso aos serviços essenciais.

Além do asfaltamento da rodovia, a agenda também inclui visita ao Centro de Hemodiálise de Viana, equipamento da rede de assistência à saúde que atende pessoas em tratamento de insuficiência renal.

SERVIÇO

O quê: assinatura da ordem de serviço para pavimentação da MA-217.
Quando: nesta terça-feira (4), às 8h.
Onde: campo de futebol, após o povoado Santeiro, sentido povoado Baias, zona rural entre Pedro do Rosário e Viana.

Auditoria do TCU diz que parcelas de 41 emendas Pix sumiram em contas de prefeituras

A auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) que identificou “falhas sistêmicas” na liberação de emendas Pix, revelada há duas semanas, também apontou omissões graves sobre o destino de recursos que deveriam financiar obras como pavimentação de ruas, construção de calçadas e praças, além de ações sociais.

Em uma amostra de 100 repasses dessa modalidade, em 41 casos não há controle sobre a movimentação dos recursos que irrigaram o caixa de estados e municípios.

Segundo o órgão, parte do dinheiro correspondente a essas emendas foi movimentado em contas bancárias sem relação com o objeto financiado, em desacordo com regras de transparência estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O Globo analisou as emendas apontadas pelo TCU com falhas no rastreamento e identificou que elas foram indicadas por 37 deputados e senadores. Ao todo, esses recursos somam R$ 534,4 milhões — e não é possível saber o que foi feito com parte desse montante.

Para o TCU, a movimentação dos recursos em contas diferentes das previstas para esse tipo de transferência compromete a fiscalização.

“A movimentação de recursos em conta-corrente não específica é um problema relevante, pois dificulta a rastreabilidade e o controle financeiro da aplicação dos recursos”, afirmam os técnicos do órgão de controle.

Segundo a auditoria, a precariedade no rastreamento é comum em duas situações. Na primeira, a conta específica aberta para receber a emenda funciona apenas como uma “conta de passagem”: o dinheiro é rapidamente transferido para outra conta da prefeitura ou do governo estadual, onde se mistura a recursos de outras origens.

Em outros casos, os valores nem sequer passam por essa conta e são depositados diretamente em contas utilizadas para outras movimentações financeiras dos governos municipais e estaduais.

Um dos casos envolve uma emenda de R$ 33,5 milhões, indicada pelo senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR), pai do ministro do TCU Jhonatan de Jesus, e distribuída entre diferentes municípios de Roraima.

A auditoria fiscalizou parcela de R$ 5 milhões destinada a Rorainópolis (RR) e identificou uma série de irregularidades. Segundo os auditores, não foi possível rastrear parte do dinheiro porque o valor milionário foi movimentado por contas bancárias diferentes da conta específica exigida.

Segundo o plano de trabalho da emenda cadastrado em site do governo federal, o dinheiro foi destinado para bancar a limpeza de igarapés, recuperação de pontes, manutenção de prédios públicos e até mesmo para o fornecimento de combustível e lubrificantes à gestão local.

Além da perda de rastreabilidade, porém, a fiscalização encontrou indícios de irregularidades nas licitações e na execução da obra financiada. Os achados levaram o TCU a determinar o aprofundamento das apurações e a adoção de providências para responsabilização dos envolvidos, caso as irregularidades sejam confirmadas.

Procurados, o senador e a prefeitura não se manifestaram.

Outro caso envolve uma emenda de R$ 14,9 milhões, indicada pelo deputado federal Elmar Nascimento (União-BA). A auditoria fiscalizou R$ 9,1 milhões destinados ao município de Campo Formoso (BA), administrado por seu irmão, o prefeito Elmo Nascimento. O TCU concluiu que parte dos recursos apresentou falhas na rastreabilidade, mas os técnicos conseguiram refazer o caminho do dinheiro a partir de outros “elementos examinados”. A análise serviu para identificar outras irregularidades.

Para a cidade de 71 mil habitantes, a emenda foi indicada para a pavimentação e drenagem de vias públicas, além da conservação de infraestrutura urbana.

Ao analisar os dados, o TCU apontou ausência de relatórios de gestão, contração de pessoas físicas para a execução de serviços e “sobrepreço contratual”, ou seja, obras inicialmente orçadas com valor acima do praticado no mercado.

Os achados levaram o TCU a determinar o aprofundamento das apurações e a adoção de providências para responsabilização dos envolvidos, caso as irregularidades sejam confirmadas.

“No caso específico de Campo Formoso (BA), além da ciência quanto à perda de rastreabilidade, propõe-se autuar processo apartado de representação para apurar os pagamentos a pessoas físicas pendentes de esclarecimento”, afirma a auditoria.

Procurado, Elmar defendeu a atuação do TCU e disse que “eles tão fazendo o trabalho deles”. Sobre a transferência de parte dos recursos para contas de pessoas físicas, o parlamentar afirmou que essas pessoas eram MEIs que alugaram veículos para o município e não tinham conta-corrente vinculada a CNPJ s.

A prefeitura de Campo Formoso, por sua vez, também diz “reconhecer a importância e a legitimidade da atuação dos órgãos de controle e na fiscalização da aplicação dos recursos públicos”, mas negou, ao contrário do que diz o TCU, que houve perda de rastreabilidade da emenda.

Por meio de nota, a prefeitura disse que “estão sendo adotadas medidas administrativas destinadas ao aperfeiçoamento dos procedimentos internos de movimentação de recursos, pesquisa de preços, instrução dos processos licitatórios, organização documental e prestação de informações no Transferegov.”

Outro caso envolve uma emenda de R$ 17,4 milhões, indicada pelo deputado federal Eduardo Velloso (União-AC), ao município de Cruzeiro do Sul (AC) para atendimento a autistas e projetos da sociedade civil. A auditoria do TCU concluiu que parte dos recursos perdeu a rastreabilidade a partir do uso de uma “conta de passagem”, mas também aponta indícios de fraude à licitação, contratação de empresa declarada inidônea, restrição à competitividade do certame, publicidade inadequada da contratação, sobrepreço contratual e indícios de inexecução total ou parcial do objeto.

Diante da gravidade dos achados, o TCU determinou a abertura de uma Tomada de Contas Especial (TCE), por entender que as irregularidades estavam suficientemente demonstradas e que o prejuízo ao erário havia sido quantificado.

A assessoria de Velloso diz que o parlamentar “tem conhecimento do relatório e acompanha com respeito e confiança o trabalho desenvolvido pelo Tribunal de Contas da União”.  O parlamentar destaca, ainda, que o valor auditado fui uma parcela de R$ 1 milhão enviado ao município de Cruzeiro do Sul, mas alega que, quanto aos apontamentos do relatório, “a atuação do parlamentar restringe-se à indicação da destinação orçamentária da emenda, não lhe cabendo ingerência sobre os atos administrativos praticados pelo gestor responsável pela execução.”

O caso amplia a lista de investigações envolvendo recursos indicados por Eduardo Velloso.

Em janeiro, O GLOBO revelou que uma emenda de autoria do deputado, originalmente destinada à realização de eventos culturais em Sena Madureira (AC), acabou beneficiando um hospital pertencente a seu pai, após a prefeitura redirecionar parte dos recursos à unidade de saúde.

Uma auditoria da CGU apontou que o hospital passou a receber recursos públicos para cirurgias cobradas muito acima dos parâmetros oficiais.

Na mesma época, o parlamentar também foi alvo de uma operação da Polícia Federal que apura supostas irregularidades na contratação de uma empresa de shows com recursos de emendas Pix em Sena Madureira.

À época, Velloso afirmou, por meio de sua assessoria, que o direcionamento dos recursos ao hospital era de responsabilidade exclusiva da prefeitura e negou qualquer ingerência sobre a execução da emenda.

Os três casos ilustram apenas parte das irregularidades identificadas pelo TCU. Ao todo, a auditoria encontrou problemas de rastreabilidade em 41 emendas parlamentares distribuídas entre deputados e senadores de diferentes partidos e estados.

As falhas de controle entraram no foco do STF desde o ano passado e tem provocado reação no Congresso, onde parlamentares veem na ofensiva uma tentativa de reduzir a influência do Legislativo sobre o Orçamento da União.

‘Juiz que tem posicionamento político está na profissão errada’, diz novo presidente do STJ

O novo presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Luís Felipe Salomão, que assume a presidência da Corte no dia 19 de agosto, defendeu nesta sexta-feira, 31, que juízes não tenham posicionamento político em público e que, para ingressar na vida política, obdeçam a uma quarentena depois de deixar a carreira pública. Há dezoito anos no STJ, ele também ocupou a cadeira de corregedor nacional de Justiça, no CNJ, quando proferiu uma série de decisões punindo quem tomou partido nas eleições de 2022. Ele abriu também uma investigação sobre a gestão do dinheiro arrecadado pela operação Lava Jato.

“Juiz que tem posicionamento político está na profissão errada”, disse durante uma sabatina no congresso da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). Para as eleições presidenciais deste ano, Salomão disse que oa ssunnto está “controlado” e que as balizas fixadas pelo CNJ já são um “caminho sem volta”. Ele também destacou que, por conta das redes sociais, que deixam registro do que é dito e feito, a fiscalização fica mais fácil.

Ele defendeu que exista uma quarentena para membros do Judiciário e do Ministério Público que queiram sair candidatos a algum cargo político, mencionando, sem citar nomes, quem “pendura a toga em um dia e, no outro, sai candidato”.

Durante a sua passagem pela corregedoria, Salomão abriu uma investigação para apurar a destinação de recursos arrecadados no curso da operação Lava Jato, chefiada pelo ex-juiz Sergio Moro e pelo ex-procurador de Justiça Deltan Dallagnol. Os dois deixaram as carreiras públicas e migraram para a vida política em 2022. A pendência de processos disciplinares e representações nos órgãos de controle das carreiras motivou uma discussão sobre as regras para que um juiz ou promotor possa migrar para a política institucional.

Além dos dois casos no Paraná, há o do juiz federal Marcelo Bretas, que chefiou o braço fluminense da Lava Jato. Ele foi aposentado compulsoriamente pelo CNJ em junho de 2025.

Pix passa a valer em 8 países e vira alternativa mais barata que cartão para turistas

Turistas brasileiros já conseguem pagar com Pix diretamente no comércio de oito países, na América do Sul, América do Norte e Europa. A funcionalidade opera dentro dos próprios aplicativos dos bancos brasileiros, viabilizada por parcerias entre fintechs nacionais, instituições financeiras e credenciadoras internacionais de maquininhas.

Hoje, o recurso está disponível em estabelecimentos do Chile, Argentina, Uruguai, Paraguai, Estados Unidos, Portugal, Espanha e França. O Banco Central faz uma ressalva importante: não existe um “Pix internacional” oficial mantido pelo governo brasileiro fora do país. As transações acontecem por meio de empresas de câmbio credenciadas, chamadas de eFX, responsáveis por converter os valores em tempo real.

O processo nos pontos de venda no exterior segue uma lógica parecida com a usada no Brasil. A maquininha do estabelecimento gera um QR Code na tela, que o turista escaneia pelo aplicativo do próprio banco. Em seguida, o app mostra o valor final já convertido em reais, com as taxas incluídas. A confirmação é feita por senha ou biometria, e a empresa intermediária cuida da conversão da moeda, repassando o pagamento ao comerciante na moeda local, seja em pesos, dólares ou euros.

Pix internacional tem custo mais baixo em comparação com o cartão de crédito, por isso ele é atrativo para turistas (Foto: Reprodução)

Por que vale a pena: a economia no imposto

O principal atrativo do Pix internacional está no custo mais baixo em comparação ao cartão de crédito. Compras internacionais no cartão são taxadas com 5,38% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), além da cotação do chamado dólar turismo. Já os pagamentos feitos pelo aplicativo usam taxas de câmbio comercial, mais vantajosas, com impostos reduzidos. A modalidade ainda evita a necessidade de carregar dinheiro em espécie ou recorrer a casas de câmbio no destino.

O uso se concentra em destinos turísticos e redes populares entre brasileiros. Na América do Sul, cobre hotéis, restaurantes, centros de esqui e lojas de fronteira no Chile, Argentina, Uruguai e Paraguai. Nos Estados Unidos e na Europa, funciona em estabelecimentos de cidades como Miami, Orlando, Lisboa, Madri e Paris.

Quem viabiliza o serviço

A expansão do Pix fora do Brasil depende de acordos entre diferentes empresas do setor financeiro. No Chile, a fintech PagBrasil trabalha junto com a credenciadora local VirtualPOS para viabilizar o pagamento por QR Code em milhares de terminais. Na Argentina, o Banco do Brasil fechou parceria com o Banco Patagonia, garantindo a leitura direta em mais de 6 mil estabelecimentos.

No Uruguai, quem oferece o serviço é a Getnet, enquanto nos Estados Unidos a integração ficou a cargo da Verifone, em terminais de cidades norte-americanas. Já a estrutura de liquidação entre fronteiras conta com o apoio de bancos como o BS2 e plataformas de câmbio como a Remessa Online.

Uso em alta, mesmo sem dados oficiais consolidados

O Banco Central não divulga números específicos sobre pagamentos presenciais feitos por Pix no exterior, já que esses valores entram no balanço geral de operações de câmbio e transferências internacionais. Ainda assim, dados do próprio setor mostram forte crescimento: a PagBrasil registra alta média de 22,5% ao mês no volume de transações realizadas fora do país. Segundo o Global Payments Report, os 170 milhões de usuários cadastrados no Pix no Brasil têm levado credenciadoras internacionais a adaptar seus sistemas para atender à demanda do turista brasileiro.

Compartilhe:

Curtir isso:

Curtir Carregando...

Não encontrou o que procura? Nós facilitamos para você. Digite o termo que deseja encontrar e clique na lupa. 🔍