A Prefeitura de Matinha anunciou com entusiasmo que o município segue em primeiro lugar na piscicultura do Maranhão. A publicação destaca o percurso dos produtores locais e a importância da atividade para a identidade e a economia da região.

O reconhecimento, segundo a gestão municipal, é fruto do trabalho diário dos piscicultores, da experiência acumulada ao longo dos anos e do comprometimento com práticas que valorizam a produção sustentável. Esse protagonismo reafirma Matinha como referência no setor dentro do estado.

A administração parabeniza os criadores e ressalta que o êxito fortalece a cadeia produtiva, gera renda e contribui para o desenvolvimento local. A mensagem convida a comunidade a celebrar e a apoiar os piscicultores, que são apontados como os principais responsáveis por manter Matinha no topo dessa atividade.

Fonte: https://www.instagram.com/prefeituramatinha/

O governo do Espírito Santo entregará, na próxima quinta-feira (26), a comenda Jerônymo Monteiro à professora-doutora Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Tatiana lidera estudos que avaliam a polilaminina como uma possível alternativa terapêutica para lesões medulares.

A pesquisa coordenada pela professora tem repercussão nacional: entre os 26 pacientes que já receberam tratamento experimental com a molécula no Brasil, cinco são do Espírito Santo. Esse dado ressalta a participação relevante do estado nos ensaios clínicos e o impacto local das investigações.

A homenagem destaca a importância científica e social do trabalho, que busca novas possibilidades de recuperação para pessoas com lesões na medula. Com a continuidade dos estudos e avaliações, espera-se amadurecer evidências que permitam a adoção, quando aprovada, de alternativas terapêuticas seguras e eficazes.

Fonte: https://www.agazeta.com.br/tema/governo-do-ES

A Prefeitura de Viana lançou o período de inscrições para o Programa Trabalho Jovem, iniciativa destinada a aproximar os jovens do mercado de trabalho e oferecer formação prática. As inscrições serão realizadas de 02/03 a 09/03, na Secretaria Municipal de Juventude, e visam proporcionar experiências profissionais e oportunidades de qualificação.

Os interessados devem comparecer presencialmente à Secretaria Municipal de Juventude dentro do prazo estabelecido, munidos dos documentos exigidos para o cadastro. A organização pede que os candidatos atentem-se aos documentos necessários e evitem deixar a inscrição para a última hora, a fim de prevenir contratempos.

O programa tem como objetivo inserir jovens em atividades que ofereçam vivência profissional, formação complementar e encaminhamento para vagas compatíveis com o mercado local. Trata-se de uma ação que busca fortalecer a capacitação e abrir portas para primeiras experiências no mundo do trabalho.

Na publicação nas redes sociais, a Prefeitura orienta os jovens a compartilharem a informação e a procurarem a Secretaria para esclarecer dúvidas sobre documentos e vagas. Comentários na postagem mostram questionamentos sobre locais de inscrição e sobre oportunidades destinadas a estudantes com necessidades especiais; a recomendação oficial é buscar atendimento presencial para obter orientações detalhadas.

A Prefeitura reforça que as inscrições são presenciais e que os candidatos devem levar documento de identificação e comprovantes solicitados pela equipe da Secretaria Municipal de Juventude. Para dúvidas sobre acessibilidade ou vagas específicas, procure atendimento direto na Secretaria para orientação personalizada.

Participe e compartilhe: a iniciativa pretende contribuir para a inserção profissional dos jovens de Viana e oferecer uma experiência inicial no mercado de trabalho. Não perca o prazo e prepare a documentação com antecedência.

Fonte: https://www.instagram.com/prefeituradevianama/

O Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA) recebeu o reconhecimento internacional Green School, concedido pela UNESCO, certificando o trabalho da instituição em promover práticas educativas sustentáveis e a formação de estudantes com consciência ambiental.

Segundo a postagem oficial do IEMA, a instituição é a primeira e única do Maranhão a conquistar esse selo, o que reforça o papel da rede pública estadual como referência em iniciativas que colocam a sustentabilidade no centro do processo educativo. O reconhecimento valoriza ações que extrapolam as salas de aula e envolvem práticas ecológicas e projetos integrados à comunidade.

A conquista contou com apoio e investimentos do Governo do Maranhão, que, conforme o IEMA, contribuiu com recursos e políticas para consolidar as práticas sustentáveis nas unidades. A instituição celebrou o título como resultado do trabalho coletivo: “esse título é de todo o Instituto”, afirmou a nota divulgada nas redes.

Na publicação o IEMA ressaltou que o selo comprova uma educação transformadora, que integra conteúdos curriculares a práticas de cuidado ambiental. Hashtags como #IEMA, #GreenSchool, #UNESCO e #EducaçãoSustentável acompanharam o anúncio, evidenciando o orgulho da comunidade escolar.

A repercussão nas redes mostrou apoio de escolas, parceiros e perfis da comunidade educativa, com comentários e reações positivas que destacaram o esforço coletivo em promover ações que incentivam a cidadania ambiental entre estudantes.

O IEMA afirma que o selo servirá de incentivo para ampliar projetos ambientais, promover práticas sustentáveis nas unidades e engajar alunos em atividades que desenvolvam responsabilidade social e preservação ambiental. A expectativa é consolidar uma cultura escolar pautada pela sustentabilidade.

Fonte: https://www.instagram.com/iemaoficialma/

O Instituto de Promoção e Defesa do Cidadão e Consumidor do Maranhão (Procon/MA) realizou nesta semana uma série de fiscalizações em postos de combustíveis nos municípios de Igarapé do Meio, Vitória do Mearim e Arari, na Baixada Maranhense, reforçando a ação contínua de proteção ao consumidor. Em função das irregularidades encontradas, alguns estabelecimentos foram interditados como medida administrativa.

Durante as inspeções, as equipes técnicas verificaram a qualidade dos combustíveis oferecidos, conferiram a aferição das bombas medidoras, checaram a exposição obrigatória dos preços e analisaram a documentação exigida para o funcionamento dos postos. A atuação teve caráter preventivo e corretivo, visando garantir transparência nas relações de consumo.

De acordo com o Procon/MA, diversas infrações foram constatadas ao longo das fiscalizações. Em razão da gravidade de algumas falhas, a autarquia adotou a interdição de estabelecimentos que pudessem representar risco aos consumidores, sem, no entanto, divulgar uma lista oficial com os nomes dos locais autuados.

A ação integra um cronograma permanente de fiscalizações do órgão, cuja proposta é assegurar segurança, veracidade nas informações e respeito aos direitos dos cidadãos maranhenses. O Procon reforçou que as denúncias podem ser registradas por meio dos canais oficiais de atendimento, o que contribui para identificar irregularidades de forma mais rápida.

Em nota, a direção do Posto Lopes, em Vitória do Mearim, esclareceu que não foi alvo de interdição e segue em funcionamento normalmente. O Procon divulgou informações e vídeos das fiscalizações em suas redes sociais como parte da prestação de contas sobre as ações realizadas.

A equipe responsável resumiu a operação com a expressão “Fiscalizar é proteger”, lembrando que medidas administrativas como interdição visam resguardar direitos básicos — desde a qualidade do combustível até a correta medição e a transparência de preços para o consumidor.

O Procon/MA orienta que consumidores desconfiados de irregularidades registrem reclamações e encaminhem provas aos canais do órgão, o que permite agilidade nas ações de fiscalização. A continuidade das inspeções busca inibir práticas lesivas e manter a oferta de produtos e serviços dentro da legalidade.

Ao concluir as operações, o instituto reforça que a defesa do consumidor é prioridade e que medidas administrativas permanecerão enquanto houver necessidade de proteção à população. A fiscalização pretende preservar direitos e garantir condições justas nas relações de consumo em toda a região.

Fonte: https://jailsonmendes.com.br

O Povo Indígena Akroá Gamella divulgou, nesta terça-feira (24), uma nota pública na qual expressa repúdio e exige justiça pela morte da indígena Juciele, vítima de um acidente ocorrido na madrugada de 17 de fevereiro, na rodovia MA-014, em Viana, na Baixada Maranhense. De acordo com o documento, Juciele era membro ativo da Aldeia Santa Maria dos Tejus e trabalhava no Hospital Regional Dr. Antônio Hadadd; ela seguia para o serviço quando sofreu o sinistro.

A comunidade descreve a morte como prematura e violenta e destaca que a vítima deixou cinco filhos menores. As lideranças rejeitam a ‘Nota de Esclarecimento’ divulgada pela defesa de Adelielson Nunes dos Santos, apontado como proprietário do veículo envolvido, e afirmam que a ausência do proprietário ao volante não o isenta de responsabilidades civis e penais.

No texto, o Akroá Gamella cita entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que aponta a possibilidade de responsabilização objetiva do proprietário do veículo por atos culposos cometidos por terceiro que o conduza, independentemente de vínculo empregatício ou da finalidade do transporte.

Relatos e indícios levantados no local apontam para a presença de recipientes de bebidas alcoólicas dentro do carro, o que, se confirmado, poderia configurar infração ao Artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro. A fuga do condutor sem prestar socorro, conforme destaca a nota, pode, em tese, enquadrar-se no Artigo 304 do CTB. Todos os fatos seguem sob investigação policial.

Entre as demandas apresentadas estão a apuração rigorosa e imparcial pela Polícia Civil do Maranhão, a identificação imediata do condutor e a responsabilização criminal dos envolvidos. A comunidade também solicita respeito à memória de Juciele e a garantia de proteção integral aos cinco filhos, conforme previsto no Artigo 227 da Constituição Federal.

A nota termina com um apelo por vigilância contínua da comunidade até a completa apuração das responsabilidades civis e criminais. ‘A justiça não é privilégio de quem detém a propriedade, mas um direito inalienável de quem sofre a perda’, afirma o documento, que conclama: ‘Justiça para Juciele! Justiça para o Povo Akroá Gamella!’.

Fonte: https://jailsonmendes.com.br

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal confirmou o primeiro caso de mpox — doença anteriormente chamada de varíola dos macacos — na região. O registro ocorre em um momento de vigilância reforçada no país; segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil acumula 62 casos confirmados até agora, apesar de grande parte dos surtos estar controlada.

O paciente diagnosticado no Distrito Federal apresenta quadro clínico leve e não precisou de internação. Foi orientado a cumprir isolamento domiciliar e seguir as medidas recomendadas para impedir a transmissão. A mpox é transmitida principalmente pelo contato direto com lesões cutâneas ou fluidos corporais de pessoas infectadas.

Sintomas

Os sintomas mais frequentes incluem lesões na pele, febre, aumento de gânglios linfáticos e sensação de fraqueza, com duração média entre duas e quatro semanas. Não há terapia antiviral específica de amplo uso; o tratamento é direcionado ao alívio dos sintomas e ao suporte clínico. Na maioria dos casos, a evolução clínica ocorre sem complicações graves.

Para reduzir a circulação do vírus, recomenda-se evitar contato próximo com pessoas doentes e não compartilhar objetos pessoais que possam estar contaminados. Em situações de exposição inevitável, o uso de equipamentos de proteção individual, como luvas e máscaras, é indicado para profissionais de saúde e cuidadores.

Monitoramento e prevenção

O monitoramento dos casos é realizado por unidades de vigilância, como o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do Distrito Federal (Cievs-DF), que atua em regime de plantão. A notificação rápida de casos suspeitos e confirmados é fundamental para detectar cadeias de transmissão e guiar as ações de saúde pública.

Embora ocorrências de mpox venham sendo registradas no Brasil desde 2022, o cenário atual é de controle na maior parte do território. Ainda assim, as autoridades reforçam a necessidade de medidas preventivas, sobretudo em períodos de aglomeração — como o Carnaval — quando o risco de disseminação aumenta.

Até o momento não foram registrados óbitos associados ao surto, apontando para uma resposta eficiente dos serviços de saúde e das estratégias de vigilância.

Fonte: https://www.gov.br/saude/pt-br

O estudante de Agronomia Hector Lucena, 26 anos, natural de Balsas (MA), tornou-se o segundo maranhense a receber aplicação de polilaminina para tratar uma lesão na medula espinhal. A cirurgia foi realizada em Imperatriz e, três dias após o procedimento, ele teve alta e voltou para casa, onde já apresenta sinais iniciais de melhora.

Hector perdeu os movimentos das pernas em um acidente de moto em 23 de novembro de 2025. A intervenção, realizada no Hospital Alvorada com equipe multidisciplinar, contou com um neurocirurgião do Rio de Janeiro e o pesquisador responsável pela substância. Segundo a família, o paciente notou pequenas melhoras na respiração e na sensibilidade após a aplicação.

“A expectativa é boa. Já tive pequenos avanços, pouco visíveis, mas minha respiração melhorou um pouco e a sensibilidade também. A esperança é sair dessa cadeira o mais rápido possível”, afirmou Hector.

A preparação para o procedimento levou 15 dias e a aplicação durou cerca de 40 minutos. Após a alta, Hector iniciou um protocolo de reabilitação com sessões regulares de fisioterapia, que os especialistas consideram essenciais para potencializar os efeitos da substância e estimular a recuperação funcional.

“O procedimento foi bem feito. Já temos pequenos resultados, que para nós são grandes. Temos boas expectativas para ele”,

A família relata renovada esperança com os sinais iniciais de evolução. “A gente está com a esperança lá em cima, porque temos fé em Deus e acreditamos que tudo isso só está acontecendo porque Ele está à frente”, disse Paulo Lucena, pai de Hector.

Técnica com polilaminina

A polilaminina é fruto de mais de 20 anos de pesquisa liderada pela bióloga Tatiana Sampaio e equipes da UFRJ. Trata-se de uma versão produzida em laboratório da laminina, proteína envolvida no desenvolvimento neural, com a proposta de favorecer a regeneração de neurônios na medula espinhal. Estudos pilotos no país já apontaram respostas positivas, inclusive em casos com recuperação parcial de movimentos.

No Maranhão, o primeiro paciente a receber a substância foi o policial militar Romildo Leobino, que apresentou sinais de melhora nas horas e dias seguintes ao procedimento. Em situações excepcionais, famílias recorreram à Justiça para viabilizar a aplicação fora do prazo padrão do protocolo; no caso de Romildo, a polilaminina foi aplicada 28 dias após o trauma, mediante liminar, e houve observação de contrações musculares e outros sinais iniciais de recuperação.

Especialistas ressaltam que a evolução costuma ser gradual e depende da constância na reabilitação. A polilaminina não é uma solução imediata, mas, quando combinada com fisioterapia e acompanhamento multidisciplinar, pode ampliar a qualidade de vida e as respostas funcionais de pacientes com lesões medulares.

Fonte: https://g1.globo.com/ma/maranhao/noticia/2026/02/21/polilaminina-estudante-de-balsas-e-2o-paciente-no-ma-a-receber-a-substancia.ghtml

As cidades de Balsas e Chapadinha, no Maranhão, deram um passo importante nesta segunda-feira (23) com a assinatura das ordens de serviço que autorizam o começo das obras de duas novas policlínicas. O investimento faz parte do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) e tem como objetivo ampliar o atendimento especializado oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nas regiões atendidas.

Cada unidade terá investimento estimado em R$ 30 milhões, totalizando R$ 60 milhões para o estado. Do valor previsto para cada policlínica, R$ 17 milhões destinam-se à construção e R$ 13 milhões à aquisição de equipamentos. As estruturas serão planejadas para oferecer consultas médicas e multiprofissionais, exames diagnósticos e pequenos procedimentos cirúrgicos, conforme as demandas locais.

A iniciativa integra um conjunto de ações federais voltadas ao fortalecimento da infraestrutura do SUS. Segundo o Ministério da Saúde, o Novo PAC prevê R$ 31,5 bilhões em investimentos para obras, ampliações e compra de equipamentos e veículos em todo o país, contemplando diferentes níveis de atenção à saúde.

O ministro Alexandre Padilha destacou que o programa representa o maior aporte já destinado à infraestrutura do sistema público. Entre as frentes de trabalho previstas estão a construção de 2.600 Unidades Básicas de Saúde, 330 Centros de Atenção Psicossocial, 101 policlínicas, 4.800 ambulâncias do SAMU e 800 Unidades Odontológicas Móveis distribuídas por vários estados.

No Maranhão, as novas policlínicas devem funcionar como centros de apoio diagnóstico e terapêutico, com serviços organizados a partir do perfil epidemiológico de cada região. A expectativa é ampliar o acesso a consultas especializadas e exames, reduzindo filas de espera e o tempo de encaminhamento para tratamentos mais complexos.

Ao integrar a rede regional de referência, as unidades podem aliviar a demanda sobre hospitais e otimizar o percurso assistencial dos pacientes, fortalecendo a atenção especializada do SUS nas áreas beneficiadas. A ação promete reforçar a capilaridade dos serviços públicos de saúde e melhorar a resolutividade do atendimento local.

Fonte: Ministério da Saúde – https://www.gov.br/saude/pt-br

Um levantamento técnico da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, revela um quadro alarmante para o Rio Grande do Norte: 22 municípios potiguares estão entre os 100 com maior percentual de território em estágio severo de desertificação no Nordeste.

A classificação considera os níveis 4 e 5 do Índice de Desertificação, indicadores de degradação intensa do solo, perda de produtividade e maior dificuldade de recuperação. No boletim constam municípios como Bom Jesus, Passa e Fica, Vera Cruz, Brejinho, Senador Elói de Souza, Lagoa d’Anta, Lagoa Nova, Nova Cruz, Pau dos Ferros, Macaíba e Serra do Mel, entre outras localidades do Agreste, Seridó e Oeste.

O caso mais grave apontado é o de Bom Jesus, onde mais de 84% do território já apresenta degradação severa, um dos índices mais elevados em toda a região Nordeste. O boletim completo pode ser consultado na Sudene: https://www.gov.br/sudene/pt-br/assuntos/boletins-tematicos/arquivos/blt-sdn-desert.pdf.

É importante entender que desertificação não significa, necessariamente, a formação imediata de dunas. Trata-se de um processo lento de perda da capacidade produtiva do solo em áreas áridas e semiáridas: à medida que o solo perde matéria orgânica, fertilidade e capacidade de retenção de água, a vegetação diminui, a produção agrícola despenca e as comunidades locais perdem renda e segurança alimentar.

Os efeitos ultrapassam o ambiente: hoje cerca de 18% do território brasileiro é suscetível à desertificação e aproximadamente 39 milhões de pessoas vivem em áreas com essa vulnerabilidade. Entre 2000 e 2020, as áreas suscetíveis cresceram cerca de 170 mil km² — equivalente à soma dos territórios de Pernambuco, Paraíba e Alagoas —, e as áreas em estágios mais críticos passaram de 74 mil km² para 107 mil km².

No Rio Grande do Norte, fatores naturais como chuvas irregulares, altas taxas de evaporação e solos rasos facilitam o avanço do processo. Quando essas condições se combinam com desmatamento, pecuária extensiva e manejo inadequado da terra, a degradação se intensifica. O Seridó, por exemplo, é um núcleo histórico de desertificação identificado por estudos desde a década de 1970 e segue sob monitoramento.

Os mais afetados são agricultores familiares, assentados e comunidades tradicionais que dependem diretamente da terra para sobreviver. Assim, a desertificação também é um problema social e econômico que aprofunda desigualdades e pode provocar deslocamentos populacionais.

O Brasil, signatário da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação, prepara um plano nacional até 2043 com ações voltadas ao manejo sustentável do solo, recuperação da Caatinga, ampliação da infraestrutura hídrica e apoio a práticas agrícolas adaptadas ao semiárido. No caso potiguar, a presença de 22 municípios entre os mais atingidos no Nordeste reforça a necessidade de políticas públicas permanentes, planejamento territorial e ações integradas para frear a expansão da degradação.

Fonte: https://www.gov.br/sudene/pt-br/assuntos/boletins-tematicos/arquivos/blt-sdn-desert.pdf

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