Um bloqueio de R$ 1,6 bilhão no orçamento do Ministério da Educação (MEC) levou o governo federal a alterar o repasse de recursos para as universidades federais. A pasta deixou de realizar as transferências semanais destinadas ao custeio das instituições e ainda não informou quando os próximos valores serão liberados.
Segundo relatos de reitores, a falta de previsibilidade já afeta o funcionamento das universidades, que enfrentam dificuldades para cumprir contratos e planejar despesas.
O MEC atribui a medida à reprogramação orçamentária promovida pelo governo para adequar as contas públicas às regras fiscais.
Este é o terceiro ano consecutivo em que decisões orçamentárias do governo Luiz Inácio Lula da Silva afetam as universidades federais| Foto| Reprodução/ YouTube/ @LulaOficial
Além do bloqueio nas verbas discricionárias da pasta, o governo também reteve R$ 1,03 bilhão em emendas parlamentares ligadas à Educação. A contenção de recursos está prevista para ocorrer em etapas ao longo do segundo semestre.
Governo impõe novas restrições à execução do orçamento
O impacto sobre as universidades ocorre depois da publicação, em 29 de maio, de um decreto presidencial que reprogramou a execução orçamentária dos ministérios.
Na prática, a medida reduziu os limites de gastos discricionários e alterou o cronograma de liberação de recursos para diferentes áreas do governo.
Além do bloqueio de verbas, o Executivo adotou mecanismos de controle conhecidos como faseamento de empenho, que restringem temporariamente a contratação de despesas pelos órgãos federais.
Este é o terceiro ano consecutivo em que decisões orçamentárias do governo Luiz Inácio Lula da Silva provocam reflexos sobre o funcionamento das universidades federais.
A nova restrição ocorre pouco mais de um ano depois de o MEC prometer às instituições um modelo de repasses mais previsível, com a liberação mensal de recursos equivalente a 1/12 do orçamento anual de cada universidade.
Fátima Travassos vai comandar a Corregedoria-Geral do MPMA por mais dois anos
A procuradora de justiça Maria de Fátima Rodrigues Travassos Cordeiro foi reeleita nesta segunda-feira, 15, para mais um biênio à frente da Corregedoria-Geral do Ministério Público do Maranhão (MPMA).
Do total de 34 procuradores de justiça aptos a votar, Fátima Travassos obteve 27 votos. O outro concorrente, procurador de justiça Abel José Rodrigues Neto, teve três votos; houve ainda dois votos em branco e duas abstenções.
O processo de votação foi coordenado pela Comissão Eleitoral formada pelas procuradoras de justiça Regina Maria da Costa Leite (presidente), Themis Maria Pacheco de Carvalho, Mariléa Campos dos Santos Costa (membros titulares) e Rodolfo Soares dos Reis (suplente).
Comissão Eleitoral coordenou a votação
Após a divulgação do resultado, a corregedora-eleitoral agradeceu aos colegas pela votação e declarou que o trabalho terá continuidade no biênio 2026-2028. “Temos buscado o aprimoramento e fortalecimento da nossa instituição e vamos caminhar junto com o nosso procurador-geral em favor dos avanços necessários ao Ministério Público e à sociedade”, afirmou.
Danilo de Castro parabenizou a corregedora-geral pela reeleição
O procurador-geral de justiça, Danilo de Castro, parabenizou a corregedora-geral pela recondução ao cargo. “A expressiva votação que a senhora obteve é o reconhecimento do seu trabalho e de sua equipe. Essa eleição revelou o amadurecimento, serenidade e equilíbrio da Corregedoria. Vamos continuar em parceria trabalhando pelo Ministério Público”.
A sessão solene de posse da corregedora-geral para o biênio 2026-2028 está agendada para o próximo dia 1º de julho.
Procuradores e equipe da Corregedoria-Geral acompanharam a divulgação do resultado
A psicologia diz que pessoas que respondem mensagens só depois de terminar uma tarefa nem sempre fazem isso por frieza, desinteresse ou falta de educação. Muitas vezes, esse comportamento revela foco, autocontrole e respeito pelos próprios limites. Em uma rotina cheia de notificações, escolher quando responder pode ser uma forma de preservar atenção e saúde mental.
Por que algumas pessoas não respondem mensagens na hora?
Responder mensagens na hora parece sinal de cuidado para muita gente, mas nem sempre é possível ou saudável. Quando alguém está estudando, trabalhando, cozinhando, dirigindo ou resolvendo um problema, interromper tudo para responder pode quebrar a concentração e atrasar a tarefa.
Para algumas pessoas, a mensagem fica guardada como algo que será respondido depois, com calma. Isso não significa ignorar o outro. Significa reconhecer que a atenção não funciona bem quando é dividida em muitos pedaços ao mesmo tempo.
Como a psicologia explica essa proteção do foco?
A psicologia entende o foco como uma capacidade limitada. Cada interrupção exige que o cérebro pare uma linha de raciocínio, entenda a nova demanda e depois tente voltar ao ponto anterior. Esse retorno pode parecer rápido, mas consome energia mental.
Quando a pessoa responde mensagens apenas depois de concluir uma tarefa, ela reduz essa troca constante de atenção. Esse hábito pode ser especialmente útil em atividades que exigem memória, criatividade, cálculo, escrita, planejamento ou tomada de decisão.
Esse comportamento costuma aparecer em situações como:
Terminar um relatório antes de abrir conversas no celular;
Estudar por blocos sem checar notificações a todo momento;
Responder mensagens depois de uma reunião importante;
Evitar conversas paralelas enquanto resolve uma demanda difícil;
Separar horários específicos para olhar aplicativos de mensagem.
Nem toda demora significa frieza ou desinteresse
Responder depois é frieza ou limite emocional?
Responder depois pode ser limite emocional quando a pessoa faz isso com clareza e constância, sem intenção de punir ou manipular. Ela apenas não coloca toda notificação acima do que está fazendo. Esse tipo de limite ajuda a evitar ansiedade, pressa e sensação de disponibilidade permanente.
A frieza aparece em outro contexto, quando alguém usa o silêncio para desprezar, controlar ou gerar insegurança. Já o limite saudável costuma vir acompanhado de respeito. A pessoa responde quando pode, mantém cuidado na conversa e não transforma demora em jogo emocional.
Por que as notificações atrapalham tanto a concentração?
As notificações criam pequenas quebras no pensamento. Mesmo quando a pessoa não responde, o som, a vibração ou o número na tela já podem desviar a mente. O cérebro começa a imaginar quem chamou, qual é o assunto e se existe alguma urgência escondida ali.
Com o tempo, essa vigilância constante pode deixar a rotina mais cansativa. A pessoa sente que nunca termina nada por inteiro, porque sempre existe uma mensagem esperando resposta. Proteger o foco, nesse caso, também é proteger a sensação de começo, meio e fim nas próprias tarefas.
Alguns sinais mostram que as mensagens estão dominando demais a atenção:
Checar o celular mesmo sem notificação nova;
Sentir culpa por não responder imediatamente;
Perder o raciocínio depois de abrir uma conversa rápida;
Ficar ansioso quando demora para visualizar mensagens;
Interromper descanso, estudo ou trabalho por medo de parecer distante.
Responder mensagens depois pode ser sinal de foco e autocontrole
Como comunicar esse limite sem parecer grosseiro?
O limite fica mais fácil de entender quando é comunicado de forma simples. A pessoa pode dizer que costuma responder depois do trabalho, que deixa o celular longe enquanto estuda ou que prefere terminar uma tarefa antes de conversar. Essa explicação evita mal-entendidos.
Também ajuda a diferenciar urgência de conversa comum. Nem toda mensagem precisa de resposta imediata, mas assuntos realmente importantes podem ter outro canal, como ligação. Essa combinação protege o foco sem abandonar vínculos afetivos, familiares ou profissionais.
Algumas frases podem deixar esse limite mais claro:
“Vou terminar isso e já te respondo com calma”;
“Quando estou focado, deixo o celular no silencioso”;
“Não vi na hora, mas li agora com atenção”;
“Se for urgente, pode me ligar”;
“Prefiro responder direito do que mandar qualquer coisa correndo”.
O que esse hábito revela sobre maturidade digital?
Responder mensagens depois de terminar uma tarefa pode revelar maturidade digital porque mostra que a pessoa não se deixa comandar por cada alerta da tela. Ela entende que presença não é disponibilidade total. Também percebe que uma resposta mais calma pode ser melhor do que uma reação apressada, distraída ou impaciente.
Em uma rotina marcada por celular sempre por perto, proteger o foco virou uma escolha consciente. Quem respeita esse limite consegue trabalhar melhor, descansar com menos culpa e conversar com mais atenção quando realmente está disponível. A mensagem continua importante, mas não precisa roubar o lugar de tudo o que está acontecendo no momento.
Luísa Canziani, deputada federal (União Brasil – PR), presidente da Comissão Especial sobre IA e integrante da Frente Parlamentar Mista da Educação. – (crédito: Edvaldo Belitardo)
Por Luísa Canziani*
A inteligência artificial já é uma realidade no Brasil. A tecnologia se tornou uma força concreta que molda economias, redefine relações de trabalho e desafia estruturas institucionais em todo o mundo. E esse movimento exige mais do que entusiasmo tecnológico: requer responsabilidade pública, visão estratégica e compromisso com um desenvolvimento que seja, ao mesmo tempo, inovador e inclusivo.
Um dos pontos mais sensíveis é o uso da IA na educação. Seja no uso de plataformas adaptativas, na automação de tarefas ou no apoio ao aprendizado personalizado, a tecnologia vem transformando a maneira como ensinamos e aprendemos. Diante desse cenário, o Brasil precisa encarar com seriedade o desafio de integrar a IA à educação de forma estratégica, ética e inclusiva.
Como presidente da Comissão Especial sobre Inteligência Artificial (PL 2338/23) da Câmara dos Deputados, tenho acompanhado de perto o avanço dessas ferramentas e seus impactos diretos na formação das novas gerações. Na minha opinião, a educação é, talvez, o campo mais promissor — e também um dos mais sensíveis — para a aplicação da inteligência artificial.
Por um lado, a IA oferece oportunidades concretas para melhorar a qualidade do ensino. E já temos experiências internacionais com resultados concretos. Nos Estados Unidos, por exemplo, houve aumento significativo na retenção de conteúdo e melhoria no desempenho em matemática e leitura, especialmente em escolas públicas de regiões vulneráveis. Na China, o uso de sistema de aprendizagem personalizada elevou indicadores de desempenhos em disciplinas STEM (integração educacional de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática); na Finlândia, o país tem investido na formação docente para uso pedagógico de IA, com prioridade ao pensamento crítico e ética digital.
Os exemplos mundo afora são inúmeros e bons métodos podem – e devem – ser adaptados à realidade brasileira. Sistemas inteligentes podem identificar dificuldades específicas dos estudantes, sugerir trilhas de aprendizagem personalizadas e apoiar professores na elaboração de conteúdos mais eficazes. Em um país com profundas desigualdades educacionais, essas soluções têm potencial para reduzir lacunas históricas e ampliar o acesso ao conhecimento.
Por outro lado, é preciso cautela. A introdução acelerada dessas tecnologias, sem diretrizes claras, pode aprofundar desigualdades, especialmente entre redes de ensino com diferentes níveis de infraestrutura. Além disso, surgem preocupações legítimas sobre privacidade de dados, uso ético das informações e o papel do professor em um ambiente cada vez mais mediado por algoritmos.
E quero reforçar que não se trata de substituir educadores, mas de fortalecê-los. A inteligência artificial deve ser vista como uma ferramenta de apoio, capaz de liberar tempo para que professores se dediquem ao que nenhuma tecnologia pode replicar: o vínculo humano, o estímulo ao pensamento crítico e a formação cidadã.
Nesse contexto, o papel do poder público é decisivo. Precisamos de políticas que incentivem a adoção responsável da IA nas escolas, com investimento em infraestrutura digital, capacitação de professores e desenvolvimento de soluções alinhadas à realidade brasileira. Ao mesmo tempo, é fundamental estabelecer parâmetros regulatórios que garantam transparência, segurança e respeito aos direitos dos estudantes.
Outro ponto central é a formação dos próprios alunos para esse novo mundo. Mais do que usuários de tecnologia, precisamos formar cidadãos capazes de compreender, questionar e utilizar a inteligência artificial de maneira crítica e consciente. Isso passa pela inclusão de competências digitais nos currículos e pelo fortalecimento do pensamento científico.
O Brasil tem a oportunidade de construir um modelo de uso da inteligência artificial na educação que seja referência internacional: inovador, mas comprometido com a equidade; tecnológico, mas profundamente humano. Esse equilíbrio é o que deve orientar nossas decisões.
Ao longo dos debates na Comissão Especial, ouvimos educadores, especialistas, empresas e sociedade civil para construir caminhos que façam sentido para todo o país. A educação sempre foi o principal instrumento de transformação social — e, com o apoio da inteligência artificial, pode se tornar ainda mais potente.
Mas essa transformação não acontecerá de forma automática. Ela exige planejamento, responsabilidade e, acima de tudo, compromisso com o futuro das nossas crianças e jovens. É esse futuro que está em jogo — e é por ele que precisamos agir agora.
*Luísa Canziani, deputada federal (União Brasil – PR), presidente da Comissão Especial sobre IA e integrante da Frente Parlamentar Mista da Educação.
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) lançou, nesta quarta-feira (11/6), a terceira edição da revista Juventude e Meio Ambiente, retomando a publicação após mais de uma década. O lançamento ocorreu durante a Semana Nacional do Meio Ambiente, no Pavilhão Verde instalado na área externa da Biblioteca Nacional, em Brasília (DF).
Criada em 2014, a revista teve sua segunda edição publicada em 2015 e ficou sem novas versões entre 2016 e 2022. A retomada reafirma o compromisso do governo federal com a promoção da participação juvenil na construção e no fortalecimento das políticas públicas socioambientais.
Coordenada pelo Departamento de Educação Ambiental e Cidadania (DEA/MMA), a iniciativa conta com a participação da Secretaria Nacional de Juventude, vinculada à Secretaria-Geral da Presidência da República, além de jovens e coletivos de diferentes regiões do país.
Na apresentação da nova edição, o diretor de Educação Ambiental e Cidadania do MMA, Marcos Sorrentino, destacou o papel da publicação como instrumento de mobilização e diálogo com as juventudes. “Este novo número da revista, mais do que uma declaração de intenções, é um chamado à produção participativa de uma nova versão do Plano Nacional de Juventudes e Meio Ambiente e ao fazer educador comprometido com a construção de sociedades sustentáveis”, afirmou.
Segundo o diretor, a retomada da publicação contribui para dar visibilidade às experiências, pesquisas, reflexões e expressões artísticas produzidas por jovens que atuam na agenda socioambiental, fortalecendo a articulação entre juventudes, comunicação, cultura, território e justiça climática.
O evento de lançamento reuniu representantes do MMA, da Secretaria Nacional de Juventude, integrantes do conselho editorial e autores que colaboraram com a publicação. A programação contou com apresentações culturais, diálogos e atividades de integração.
Entre os participantes estava a pedagoga e ativista ambiental Liriel Farias, do Rio de Janeiro, autora de um dos textos publicados na revista. “Todos nós, jovens, principalmente os da periferia, recebemos com alegria essa notícia do lançamento da terceira edição da revista. Ela será um espaço importante para debatermos tudo o que nos importa, como a questão ambiental. Para mim, sem justiça climática, não há justiça social”, ressaltou.
Juventudes e justiça climática
A terceira edição da revista tem como tema “Juventudes na construção da justiça climática”. A publicação reúne reportagens, artigos científicos, textos opinativos, relatos de experiências e produções artísticas, como fotografias, poesias, charges e ilustrações.
Todo o conteúdo foi produzido e editado por jovens de diferentes regiões do Brasil, refletindo a diversidade de perspectivas, trajetórias e formas de atuação das juventudes diante dos desafios socioambientais contemporâneos.
A iniciativa busca fortalecer a troca de saberes, experiências e expectativas sobre o papel das juventudes na construção de futuros sustentáveis. A publicação parte do entendimento de que jovens não apenas participam da agenda ambiental, mas também produzem linguagens próprias de mobilização, denúncia, cuidado com o meio ambiente e incidência política.
Além da versão impressa, a terceira edição está disponível em formato digital.
A revista Juventude e Meio Ambiente integra a agenda de juventudes do MMA e foi criada para ampliar a participação social e a circulação de conhecimentos produzidos por jovens sobre temas ambientais.
O governador do Maranhão, Carlos Brandão, anunciou nessa quinta-feira (11) a construção de uma nova ponte sobre o Estreito dos Mosquitos, principal acesso rodoviário à Ilha de São Luís pela BR-135. O anúncio foi feito por meio de um vídeo divulgado nas redes sociais, no qual o chefe do Executivo estadual aparece em uma videochamada com o secretário-executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro, e com o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Fabrício Galvão.
Durante a conversa, representantes do Governo Federal garantiram que a contratação da empresa responsável pela obra está em fase final e que o contrato deverá ser assinado já na próxima semana. A previsão é que os trabalhos sejam iniciados ainda neste mês de junho e concluídos em até um ano.
Foto: Redes Sociais
Nova ponte faz parte de um conjunto de obras federais
Segundo George Santoro, a reconstrução da ponte integra um conjunto de ações para recuperar estruturas viárias que, segundo ele, sofreram com a falta de manutenção ao longo dos anos.
“A gente tem um problema histórico de várias pontes ao longo dos anos que tiveram pouca manutenção, falta de recursos públicos aos governos passados. A gente herdou esse passivo e estamos trabalhando para resolver. No caso do Maranhão a gente decretou emergência e já está na fase final de contratação da empresa que vai fazer a construção da nova ponte de São Luís. E eu acredito que na semana que vem a gente assine o contrato para começar essa obra. E eu combinei com o Fabrício para a gente fazer o mais rápido possível e a gente tem que concluir essa obra em até um ano. Acho que isso é muito importante da mesma maneira da Ponte de Estreito para conseguir antecipar essa entrega o quanto antes”, afirmou o secretário-executivo.
Ministério e DNIT decretaram situação de emergência
Santoro destacou ainda que os procedimentos administrativos já estão avançados e que o objetivo é acelerar o cronograma. “A gente já está com o processo em andamento, já está soltando os convites para as empresas apresentarem propostas e na semana que vem a gente está contratando e começar a obra ainda no mês de junho”, ressaltou.
Sonolência depois do almoço é uma queixa comum, sobretudo quando a refeição concentra pão branco, arroz branco, massas, sobremesas e bebidas açucaradas. Nem sempre isso indica preguiça ou falta de disposição. Em muitos casos, a combinação entre digestão, resposta glicêmica e oscilações na energia ajuda a explicar por que o corpo parece desacelerar no meio da tarde.
Por que bate sono depois do almoço?
Após comer, o organismo direciona parte do fluxo sanguíneo e do trabalho metabólico para a digestão. Quando o almoço é grande, pobre em fibras e rico em carboidratos refinados, a glicose tende a subir mais rápido. Isso pode ser seguido por uma queda mais acentuada algumas horas depois, com sensação de cansaço, fome precoce e menor alerta.
Esse efeito costuma ser mais perceptível em refeições com baixa presença de proteína, verduras, legumes e gorduras de boa qualidade. Também pesa o horário, a noite mal dormida, o sedentarismo e o intervalo muito longo sem comer antes do almoço.
O que a pesquisa mostra sobre glicose e queda de energia?
Pesquisa publicada em 2021 acompanhou adultos saudáveis em rotina real e observou que quedas de glicose entre 2 e 3 horas após a refeição se associaram a mais fome e a menor estado de alerta no mesmo período. Na prática, isso reforça a ideia de que oscilações glicêmicas tardias podem participar daquela sensação de “pane” depois de comer, especialmente após refeições com alta carga glicêmica. O achado pode ser lido no estudo sobre queda de glicose ligada a menor alerta.
Isso não significa que todo carboidrato cause sono. O ponto central está na velocidade de absorção e no contexto do prato. Quantidade, fibras, proteína e nível de processamento mudam bastante a resposta do organismo ao almoço.
Fibras, proteína, carboidrato menos refinado e hábitos reduzem a moleza da tarde.
Quais alimentos do almoço costumam piorar a sonolência?
Algumas combinações favorecem pico e queda de glicemia com mais facilidade. Em geral, isso acontece quando o prato reúne muito amido refinado, pouca fibra e baixo teor de proteína.
arroz branco em grande volume sem feijão ou salada suficiente
massas com molho e pão, sem fonte proteica adequada
salgados, pizza, tortas e lanches com farinha branca
sobremesa logo após a refeição
refrigerante, suco adoçado ou chá açucarado junto ao almoço
Se a dúvida é entender melhor a diferença entre absorção rápida e lenta, vale consultar os tipos de carboidratos e como eles participam do metabolismo, da saciedade e da energia ao longo do dia.
Como montar um prato que sustente melhor a energia?
Um almoço mais estável costuma combinar carboidrato menos processado, proteína e fibras. Essa composição retarda o esvaziamento gástrico, reduz picos glicêmicos e prolonga a saciedade, o que tende a preservar melhor a disposição nas horas seguintes.
metade do prato com verduras e legumes
uma porção de feijão, lentilha ou grão-de-bico
proteína como ovos, frango, peixe, carne ou tofu
carboidratos como arroz integral, batata, mandioca ou quinoa em porção moderada
água no lugar de bebidas açucaradas
Outra investigação, publicada em 2024, sugeriu que a qualidade da dieta pode influenciar a sonolência pós-prandial, reforçando a importância de padrões alimentares menos refinados e mais integrais para reduzir a sonolência após as refeições.
Quando o sono após comer merece atenção?
Nem toda sonolência depois do almoço vem apenas do prato. Se o cansaço é intenso, diário ou vem com tontura, tremor, palpitação, dificuldade de concentração ou fome exagerada, vale investigar a rotina alimentar e possíveis alterações glicêmicas. Pessoas com resistência à insulina, diabetes, apneia do sono e noites mal dormidas podem perceber esse efeito com mais frequência.
Observar o padrão ajuda. Anote por alguns dias o horário do almoço, o que foi consumido, a quantidade, a qualidade do sono na noite anterior e como ficou a energia 1, 2 e 3 horas depois. Esse registro costuma mostrar se a sonolência aparece mais com refeições muito volumosas, doces ou baseadas em farinha branca.
O que fazer na prática para evitar a moleza da tarde?
Pequenos ajustes no almoço e na rotina costumam reduzir a sonolência e melhorar o rendimento mental. O objetivo não é cortar carboidrato, e sim escolher melhor a fonte, a porção e a composição do prato.
evitar grandes volumes de massa, pão branco e sobremesa na mesma refeição
incluir proteína e fibras em todos os almoços
mastigar devagar para perceber saciedade
fazer uma breve caminhada após comer, quando possível
manter regularidade nas refeições ao longo do dia
Quando o almoço oferece melhor equilíbrio entre glicose, saciedade e digestão, a tendência é ter mais estabilidade de atenção, menos fome rebote e uma sensação mais constante de energia durante a tarde. Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o acompanhamento de um profissional de saúde. Se você apresenta sintomas ou tem dúvidas sobre sua condição, procure orientação médica.
Como é do conhecimento público, comemora-se, neste ano, o centenário do jornal O Imparcial, respeitável órgão da imprensa que serve à comunidade maranhense desde 1926. Vale esclarecer que esse jornal pertence à rede dos Diários Associados, que foi criada pelo icônico jornalista Assis Chateaubriand.
Ninguém pode arvorar-se em conhecedor da história contemporânea de São Luís e do Maranhão sem debruçar-se nas edições de O Imparcial, a partir de 1926. Pelo noticiário e pelas crônicas ali publicadas, encontra-se toda a dinâmica da vida social, econômica, cultural e política do Maranhão.
Tenho a satisfação de contribuir, de vez em quando, com uma crônica para suas edições. A primeira vez que publiquei em O Imparcial foi em maio de 1999, em comemoração do sesquicentenário de nascimento de Celso Magalhães. Leitor assíduo de suas edições, em apresentação física, mantenho a tradição de ser um dos seus assinantes, desfrutando de sua leitura após o café da manhã.
Pelas minhas informações, apenas dois jornais maranhenses tiveram esse privilégio de comemorar 100 anos de existência, em circulação: O Imparcial e Cidade de Pinheiro.
O alcance dessa vida centenária tem sido marcado nos últimos anos, pelo enfrentamento de grandes dificuldades financeiras, provocadas, principalmente, pela competição com as redes sociais, que reduziram a impressão física dos jornais e, consequentemente, as vendas e os anúncios, além do desconhecimento, pelas novas gerações, da importância de um jornal.
Na sequência das comemorações do centenário de O Imparcial, venho destacar a figura do jornalista Raimundo Nonato Borges, que marca sua presença na equipe desse órgão de imprensa há 56 anos.
Nonato Borges afirma-se hoje como um jornalista respeitável pela sua dedicação à imprensa, pelas suas opiniões e pelas análises políticas e sociais que faz em sua coluna, com imparcialidade e competência. Tornou-se, desse modo, o nosso Castelinho, para reviver a figura desse ícone do jornalismo brasileiro que foi Carlos Castello Branco.
Devido ao estado de saúde do diretor-presidente, Pedro Freire, Borges, pelo seu desempenho como diretor de redação contribui, decisivamente, para o funcionamento e a sobrevivência do jornal.
Não obstante todos os avanços e facilidades trazidos pela tecnologia, a presença humana continua sendo imprescindível para o êxito de qualquer empreendimento. É nesse ponto que se destaca o desempenho de Nonato Borges, alguém que tem os melhores
relacionamentos no meio social e político da sociedade maranhense, merecendo a acolhida de todos e a confiança para receber certas confidências exclusivas.
Por todos esses predicados é que o nome de Borges merece estar associado a essa festa centenária como um dos seus protagonistas.
Projeto de lei dispõe sobre a valorização de servidores efetivos com recursos financeiros decorrentes das diferenças dos repasses do FUNDEF
O Sinproesemma garantiu o rateio dos Precatórios do Fundef para os trabalhadores em educação de Viana. Pelo texto aprovado, por unanimidade, na Câmara Municipal de Vereadores, no final do mês de junho, o prefeito fica autorizado a fazer pagamento aos profissionais do Magistério da rede municipal de ensino ativos nos anos / exercícios de 1998 a 2020 como valorização de carreira, correspondente a 60% do valor remanescente dos precatórios do Fundef. Do percentual restante, que corresponde a 40%, 5% serão destinados para a valorização dos demais servidores efetivos lotados na Secretaria Municipal de Educação e os outros 35% serão investidos de acordo com o plano de ações do município.
Cada profissional receberá valor proporcional ao tempo de serviço que esteve inserido na rede municipal de ensino entre 1998 a 2020, ficando assegurado o direito para os profissionais da educação que se aposentaram, faleceram ou que, por qualquer motivo, se desligaram da rede, desde que seja comprovado os serviços prestados.
Construído a partir de comissão formada pelo Sinproesemma, Sinprov, SSPMVC e acompanhada pelo Conselho Municipal de Educação de Viana, Conselho do FUNDEB e Fórum Municipal de Educação as negociações em torno do melhor texto, foram obtidas após muitas horas de estudo das leis municipais, sobretudo o Plano Municipal de Educação do Município, que após vários encontros apresentou uma proposta à gestão municipal no dia 20 de fevereiro de 2020. Após uma sequência de reuniões virtuais no mês de junho, devido a pandemia da Covid-19, no dia 30 o texto final foi aprovado no parlamento municipal.
Segundo o Professor Amarildo Silveira, Secretário de Assuntos Educacionais e coordenador do Sinproesemma na regional de Viana, a união entre sindicatos que representam os trabalhadores em educação foi um fator decisivo para a aprovação do projeto.
“Quando as pessoas deixam de lado as vaidades e são capazes de trabalhar em equipe quem ganha é o conjunto dos trabalhadores. A divisão do protagonismo entre os sindicatos e as entidades que compuseram a comissão foi fundamental para o desfecho positivo das negociações e, consequentemente, para a aprovação do projeto por unanimidade na Câmara de Vereadores de Viana”, frisou o sindicalista.
Já o presidente do Sinproesemma, Raimundo Oliveira, disse que essa foi uma vitória na luta pela garantia dos precatórios do Fundef para os trabalhadores em educação.
“Essa foi mais uma importante vitória para os trabalhadores em educação na luta pelos precatórios do Fundef, a exemplo do que vem acontecendo em vários municípios do Maranhão. O Sinproesemma vem travando várias batalhas, tanto no campo político, quanto no jurídico em busca da garantia da Lei do Fundef, com os recursos distribuídos em 60% para os trabalhadores em educação e 40% para a manutenção da educação. Essa foi só mais uma etapa vencida no município de Viana, a luta não para. Trabalhadores e sindicatos precisam estar unidos em defesa de seus direitos, e o Sinproesemma estará preparado no sentido de construir caminhos que contemplem o uso correto desses recursos”, ressaltou Oliveira.
MARANHÃO – O Governo do Maranhão anunciou o início do pagamento de mais uma parcela dos precatórios do Fundef para professores da rede estadual de ensino. Os valores serão pagos com atualização monetária e contemplarão servidores ativos, aposentados, desligados e herdeiros, conforme cronograma divulgado pelo governador Carlos Brandão.
De acordo com o calendário, os pagamentos terão início no próximo dia 16 de junho e seguirão até o dia 22, quando começa o repasse destinado aos herdeiros, observando a tramitação individual de cada processo.
Confira o calendário de pagamento dos precatórios do FUNDEF
16 de junho – servidores ativos;
17 de junho – aposentados;
18 de junho – desligados;
22 de junho – início do pagamento dos herdeiros.
Segundo o governo estadual, os valores serão creditados já com as devidas atualizações.
Governo relembra início da ação judicial
Ao anunciar o pagamento dos precatórios do Fundef, o governador Carlos Brandão destacou que a ação judicial que garantiu os recursos teve início em 2003, quando ele ocupava o cargo de secretário-chefe da Casa Civil no governo de José Reinaldo Tavares.
Segundo Brandão, foi naquele período que o Estado decidiu ingressar na Justiça para reivindicar os recursos destinados à educação.
“Recebemos os professores e decidimos entrar na Justiça, em nome do Estado, para defender o direito dos educadores aos recursos do Fundef. Essa foi a primeira iniciativa dessa luta. Sem ela, não haveria precatório a ser pago hoje”, afirmou.
Estado tenta evitar desconto de honorários
O governador também informou que a Procuradoria-Geral do Estado protocolou uma petição para impedir que 15% dos recursos sejam destinados ao pagamento de honorários advocatícios.
A medida busca garantir que a totalidade dos valores permaneça com os profissionais da educação beneficiados pelos precatórios do FUNDEF.
De acordo com o governo, a atuação jurídica tem como objetivo assegurar que os professores recebam integralmente os recursos considerados de direito da categoria.