O Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA) recebeu o reconhecimento internacional Green School, concedido pela UNESCO, certificando o trabalho da instituição em promover práticas educativas sustentáveis e a formação de estudantes com consciência ambiental.

Segundo a postagem oficial do IEMA, a instituição é a primeira e única do Maranhão a conquistar esse selo, o que reforça o papel da rede pública estadual como referência em iniciativas que colocam a sustentabilidade no centro do processo educativo. O reconhecimento valoriza ações que extrapolam as salas de aula e envolvem práticas ecológicas e projetos integrados à comunidade.

A conquista contou com apoio e investimentos do Governo do Maranhão, que, conforme o IEMA, contribuiu com recursos e políticas para consolidar as práticas sustentáveis nas unidades. A instituição celebrou o título como resultado do trabalho coletivo: “esse título é de todo o Instituto”, afirmou a nota divulgada nas redes.

Na publicação o IEMA ressaltou que o selo comprova uma educação transformadora, que integra conteúdos curriculares a práticas de cuidado ambiental. Hashtags como #IEMA, #GreenSchool, #UNESCO e #EducaçãoSustentável acompanharam o anúncio, evidenciando o orgulho da comunidade escolar.

A repercussão nas redes mostrou apoio de escolas, parceiros e perfis da comunidade educativa, com comentários e reações positivas que destacaram o esforço coletivo em promover ações que incentivam a cidadania ambiental entre estudantes.

O IEMA afirma que o selo servirá de incentivo para ampliar projetos ambientais, promover práticas sustentáveis nas unidades e engajar alunos em atividades que desenvolvam responsabilidade social e preservação ambiental. A expectativa é consolidar uma cultura escolar pautada pela sustentabilidade.

Fonte: https://www.instagram.com/iemaoficialma/

O Instituto de Promoção e Defesa do Cidadão e Consumidor do Maranhão (Procon/MA) realizou nesta semana uma série de fiscalizações em postos de combustíveis nos municípios de Igarapé do Meio, Vitória do Mearim e Arari, na Baixada Maranhense, reforçando a ação contínua de proteção ao consumidor. Em função das irregularidades encontradas, alguns estabelecimentos foram interditados como medida administrativa.

Durante as inspeções, as equipes técnicas verificaram a qualidade dos combustíveis oferecidos, conferiram a aferição das bombas medidoras, checaram a exposição obrigatória dos preços e analisaram a documentação exigida para o funcionamento dos postos. A atuação teve caráter preventivo e corretivo, visando garantir transparência nas relações de consumo.

De acordo com o Procon/MA, diversas infrações foram constatadas ao longo das fiscalizações. Em razão da gravidade de algumas falhas, a autarquia adotou a interdição de estabelecimentos que pudessem representar risco aos consumidores, sem, no entanto, divulgar uma lista oficial com os nomes dos locais autuados.

A ação integra um cronograma permanente de fiscalizações do órgão, cuja proposta é assegurar segurança, veracidade nas informações e respeito aos direitos dos cidadãos maranhenses. O Procon reforçou que as denúncias podem ser registradas por meio dos canais oficiais de atendimento, o que contribui para identificar irregularidades de forma mais rápida.

Em nota, a direção do Posto Lopes, em Vitória do Mearim, esclareceu que não foi alvo de interdição e segue em funcionamento normalmente. O Procon divulgou informações e vídeos das fiscalizações em suas redes sociais como parte da prestação de contas sobre as ações realizadas.

A equipe responsável resumiu a operação com a expressão “Fiscalizar é proteger”, lembrando que medidas administrativas como interdição visam resguardar direitos básicos — desde a qualidade do combustível até a correta medição e a transparência de preços para o consumidor.

O Procon/MA orienta que consumidores desconfiados de irregularidades registrem reclamações e encaminhem provas aos canais do órgão, o que permite agilidade nas ações de fiscalização. A continuidade das inspeções busca inibir práticas lesivas e manter a oferta de produtos e serviços dentro da legalidade.

Ao concluir as operações, o instituto reforça que a defesa do consumidor é prioridade e que medidas administrativas permanecerão enquanto houver necessidade de proteção à população. A fiscalização pretende preservar direitos e garantir condições justas nas relações de consumo em toda a região.

Fonte: https://jailsonmendes.com.br

O Povo Indígena Akroá Gamella divulgou, nesta terça-feira (24), uma nota pública na qual expressa repúdio e exige justiça pela morte da indígena Juciele, vítima de um acidente ocorrido na madrugada de 17 de fevereiro, na rodovia MA-014, em Viana, na Baixada Maranhense. De acordo com o documento, Juciele era membro ativo da Aldeia Santa Maria dos Tejus e trabalhava no Hospital Regional Dr. Antônio Hadadd; ela seguia para o serviço quando sofreu o sinistro.

A comunidade descreve a morte como prematura e violenta e destaca que a vítima deixou cinco filhos menores. As lideranças rejeitam a ‘Nota de Esclarecimento’ divulgada pela defesa de Adelielson Nunes dos Santos, apontado como proprietário do veículo envolvido, e afirmam que a ausência do proprietário ao volante não o isenta de responsabilidades civis e penais.

No texto, o Akroá Gamella cita entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que aponta a possibilidade de responsabilização objetiva do proprietário do veículo por atos culposos cometidos por terceiro que o conduza, independentemente de vínculo empregatício ou da finalidade do transporte.

Relatos e indícios levantados no local apontam para a presença de recipientes de bebidas alcoólicas dentro do carro, o que, se confirmado, poderia configurar infração ao Artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro. A fuga do condutor sem prestar socorro, conforme destaca a nota, pode, em tese, enquadrar-se no Artigo 304 do CTB. Todos os fatos seguem sob investigação policial.

Entre as demandas apresentadas estão a apuração rigorosa e imparcial pela Polícia Civil do Maranhão, a identificação imediata do condutor e a responsabilização criminal dos envolvidos. A comunidade também solicita respeito à memória de Juciele e a garantia de proteção integral aos cinco filhos, conforme previsto no Artigo 227 da Constituição Federal.

A nota termina com um apelo por vigilância contínua da comunidade até a completa apuração das responsabilidades civis e criminais. ‘A justiça não é privilégio de quem detém a propriedade, mas um direito inalienável de quem sofre a perda’, afirma o documento, que conclama: ‘Justiça para Juciele! Justiça para o Povo Akroá Gamella!’.

Fonte: https://jailsonmendes.com.br

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal confirmou o primeiro caso de mpox — doença anteriormente chamada de varíola dos macacos — na região. O registro ocorre em um momento de vigilância reforçada no país; segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil acumula 62 casos confirmados até agora, apesar de grande parte dos surtos estar controlada.

O paciente diagnosticado no Distrito Federal apresenta quadro clínico leve e não precisou de internação. Foi orientado a cumprir isolamento domiciliar e seguir as medidas recomendadas para impedir a transmissão. A mpox é transmitida principalmente pelo contato direto com lesões cutâneas ou fluidos corporais de pessoas infectadas.

Sintomas

Os sintomas mais frequentes incluem lesões na pele, febre, aumento de gânglios linfáticos e sensação de fraqueza, com duração média entre duas e quatro semanas. Não há terapia antiviral específica de amplo uso; o tratamento é direcionado ao alívio dos sintomas e ao suporte clínico. Na maioria dos casos, a evolução clínica ocorre sem complicações graves.

Para reduzir a circulação do vírus, recomenda-se evitar contato próximo com pessoas doentes e não compartilhar objetos pessoais que possam estar contaminados. Em situações de exposição inevitável, o uso de equipamentos de proteção individual, como luvas e máscaras, é indicado para profissionais de saúde e cuidadores.

Monitoramento e prevenção

O monitoramento dos casos é realizado por unidades de vigilância, como o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do Distrito Federal (Cievs-DF), que atua em regime de plantão. A notificação rápida de casos suspeitos e confirmados é fundamental para detectar cadeias de transmissão e guiar as ações de saúde pública.

Embora ocorrências de mpox venham sendo registradas no Brasil desde 2022, o cenário atual é de controle na maior parte do território. Ainda assim, as autoridades reforçam a necessidade de medidas preventivas, sobretudo em períodos de aglomeração — como o Carnaval — quando o risco de disseminação aumenta.

Até o momento não foram registrados óbitos associados ao surto, apontando para uma resposta eficiente dos serviços de saúde e das estratégias de vigilância.

Fonte: https://www.gov.br/saude/pt-br

O estudante de Agronomia Hector Lucena, 26 anos, natural de Balsas (MA), tornou-se o segundo maranhense a receber aplicação de polilaminina para tratar uma lesão na medula espinhal. A cirurgia foi realizada em Imperatriz e, três dias após o procedimento, ele teve alta e voltou para casa, onde já apresenta sinais iniciais de melhora.

Hector perdeu os movimentos das pernas em um acidente de moto em 23 de novembro de 2025. A intervenção, realizada no Hospital Alvorada com equipe multidisciplinar, contou com um neurocirurgião do Rio de Janeiro e o pesquisador responsável pela substância. Segundo a família, o paciente notou pequenas melhoras na respiração e na sensibilidade após a aplicação.

“A expectativa é boa. Já tive pequenos avanços, pouco visíveis, mas minha respiração melhorou um pouco e a sensibilidade também. A esperança é sair dessa cadeira o mais rápido possível”, afirmou Hector.

A preparação para o procedimento levou 15 dias e a aplicação durou cerca de 40 minutos. Após a alta, Hector iniciou um protocolo de reabilitação com sessões regulares de fisioterapia, que os especialistas consideram essenciais para potencializar os efeitos da substância e estimular a recuperação funcional.

“O procedimento foi bem feito. Já temos pequenos resultados, que para nós são grandes. Temos boas expectativas para ele”,

A família relata renovada esperança com os sinais iniciais de evolução. “A gente está com a esperança lá em cima, porque temos fé em Deus e acreditamos que tudo isso só está acontecendo porque Ele está à frente”, disse Paulo Lucena, pai de Hector.

Técnica com polilaminina

A polilaminina é fruto de mais de 20 anos de pesquisa liderada pela bióloga Tatiana Sampaio e equipes da UFRJ. Trata-se de uma versão produzida em laboratório da laminina, proteína envolvida no desenvolvimento neural, com a proposta de favorecer a regeneração de neurônios na medula espinhal. Estudos pilotos no país já apontaram respostas positivas, inclusive em casos com recuperação parcial de movimentos.

No Maranhão, o primeiro paciente a receber a substância foi o policial militar Romildo Leobino, que apresentou sinais de melhora nas horas e dias seguintes ao procedimento. Em situações excepcionais, famílias recorreram à Justiça para viabilizar a aplicação fora do prazo padrão do protocolo; no caso de Romildo, a polilaminina foi aplicada 28 dias após o trauma, mediante liminar, e houve observação de contrações musculares e outros sinais iniciais de recuperação.

Especialistas ressaltam que a evolução costuma ser gradual e depende da constância na reabilitação. A polilaminina não é uma solução imediata, mas, quando combinada com fisioterapia e acompanhamento multidisciplinar, pode ampliar a qualidade de vida e as respostas funcionais de pacientes com lesões medulares.

Fonte: https://g1.globo.com/ma/maranhao/noticia/2026/02/21/polilaminina-estudante-de-balsas-e-2o-paciente-no-ma-a-receber-a-substancia.ghtml

As cidades de Balsas e Chapadinha, no Maranhão, deram um passo importante nesta segunda-feira (23) com a assinatura das ordens de serviço que autorizam o começo das obras de duas novas policlínicas. O investimento faz parte do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) e tem como objetivo ampliar o atendimento especializado oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nas regiões atendidas.

Cada unidade terá investimento estimado em R$ 30 milhões, totalizando R$ 60 milhões para o estado. Do valor previsto para cada policlínica, R$ 17 milhões destinam-se à construção e R$ 13 milhões à aquisição de equipamentos. As estruturas serão planejadas para oferecer consultas médicas e multiprofissionais, exames diagnósticos e pequenos procedimentos cirúrgicos, conforme as demandas locais.

A iniciativa integra um conjunto de ações federais voltadas ao fortalecimento da infraestrutura do SUS. Segundo o Ministério da Saúde, o Novo PAC prevê R$ 31,5 bilhões em investimentos para obras, ampliações e compra de equipamentos e veículos em todo o país, contemplando diferentes níveis de atenção à saúde.

O ministro Alexandre Padilha destacou que o programa representa o maior aporte já destinado à infraestrutura do sistema público. Entre as frentes de trabalho previstas estão a construção de 2.600 Unidades Básicas de Saúde, 330 Centros de Atenção Psicossocial, 101 policlínicas, 4.800 ambulâncias do SAMU e 800 Unidades Odontológicas Móveis distribuídas por vários estados.

No Maranhão, as novas policlínicas devem funcionar como centros de apoio diagnóstico e terapêutico, com serviços organizados a partir do perfil epidemiológico de cada região. A expectativa é ampliar o acesso a consultas especializadas e exames, reduzindo filas de espera e o tempo de encaminhamento para tratamentos mais complexos.

Ao integrar a rede regional de referência, as unidades podem aliviar a demanda sobre hospitais e otimizar o percurso assistencial dos pacientes, fortalecendo a atenção especializada do SUS nas áreas beneficiadas. A ação promete reforçar a capilaridade dos serviços públicos de saúde e melhorar a resolutividade do atendimento local.

Fonte: Ministério da Saúde – https://www.gov.br/saude/pt-br

Um levantamento técnico da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, revela um quadro alarmante para o Rio Grande do Norte: 22 municípios potiguares estão entre os 100 com maior percentual de território em estágio severo de desertificação no Nordeste.

A classificação considera os níveis 4 e 5 do Índice de Desertificação, indicadores de degradação intensa do solo, perda de produtividade e maior dificuldade de recuperação. No boletim constam municípios como Bom Jesus, Passa e Fica, Vera Cruz, Brejinho, Senador Elói de Souza, Lagoa d’Anta, Lagoa Nova, Nova Cruz, Pau dos Ferros, Macaíba e Serra do Mel, entre outras localidades do Agreste, Seridó e Oeste.

O caso mais grave apontado é o de Bom Jesus, onde mais de 84% do território já apresenta degradação severa, um dos índices mais elevados em toda a região Nordeste. O boletim completo pode ser consultado na Sudene: https://www.gov.br/sudene/pt-br/assuntos/boletins-tematicos/arquivos/blt-sdn-desert.pdf.

É importante entender que desertificação não significa, necessariamente, a formação imediata de dunas. Trata-se de um processo lento de perda da capacidade produtiva do solo em áreas áridas e semiáridas: à medida que o solo perde matéria orgânica, fertilidade e capacidade de retenção de água, a vegetação diminui, a produção agrícola despenca e as comunidades locais perdem renda e segurança alimentar.

Os efeitos ultrapassam o ambiente: hoje cerca de 18% do território brasileiro é suscetível à desertificação e aproximadamente 39 milhões de pessoas vivem em áreas com essa vulnerabilidade. Entre 2000 e 2020, as áreas suscetíveis cresceram cerca de 170 mil km² — equivalente à soma dos territórios de Pernambuco, Paraíba e Alagoas —, e as áreas em estágios mais críticos passaram de 74 mil km² para 107 mil km².

No Rio Grande do Norte, fatores naturais como chuvas irregulares, altas taxas de evaporação e solos rasos facilitam o avanço do processo. Quando essas condições se combinam com desmatamento, pecuária extensiva e manejo inadequado da terra, a degradação se intensifica. O Seridó, por exemplo, é um núcleo histórico de desertificação identificado por estudos desde a década de 1970 e segue sob monitoramento.

Os mais afetados são agricultores familiares, assentados e comunidades tradicionais que dependem diretamente da terra para sobreviver. Assim, a desertificação também é um problema social e econômico que aprofunda desigualdades e pode provocar deslocamentos populacionais.

O Brasil, signatário da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação, prepara um plano nacional até 2043 com ações voltadas ao manejo sustentável do solo, recuperação da Caatinga, ampliação da infraestrutura hídrica e apoio a práticas agrícolas adaptadas ao semiárido. No caso potiguar, a presença de 22 municípios entre os mais atingidos no Nordeste reforça a necessidade de políticas públicas permanentes, planejamento territorial e ações integradas para frear a expansão da degradação.

Fonte: https://www.gov.br/sudene/pt-br/assuntos/boletins-tematicos/arquivos/blt-sdn-desert.pdf

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) perdeu a proteção internacional da patente da polilaminina depois de interromper o pagamento das taxas de manutenção no exterior, segundo relata a pesquisadora Tatiana Coelho de Sampaio, que coordenou o desenvolvimento da substância. A decisão decorreu de cortes orçamentários enfrentados pela instituição entre 2015 e 2016.

O pedido de patente foi protocolado em 2007, ainda em fase inicial do projeto, e só veio a ser concedido em 2025, um intervalo de 18 anos. Como a proteção tem duração total de 20 anos, restam apenas dois anos de exclusividade no Brasil, o que limita o tempo de exploração protegida da tecnologia nacionalmente.

Tatiana conta que, durante o período de aperto, a universidade não teve recursos para arcar com as taxas internacionais. Ela diz ter custeado, pessoalmente, a manutenção da patente no Brasil por um ano para evitar a perda imediata do registro nacional. Sobre a possibilidade de recuperar o registro internacional, a pesquisadora foi direta: não é possível, uma vez que o pagamento foi interrompido.

Os cortes referidos pela pesquisadora ocorreram em 2015 e 2016, período em que o governo federal adotou medidas de contenção de gastos que atingiram fortemente a Educação. Naquele ano, o Ministério da Educação sofreu uma redução significativa de recursos, afetando o funcionamento de universidades federais e serviços vinculados, como o Museu Nacional, e gerando dificuldades para honrar despesas essenciais, inclusive taxas de patentes no exterior.

Com a perda da proteção internacional, empresas estrangeiras ficam liberadas para reproduzir a tecnologia fora do Brasil. No país, permanece apenas a patente brasileira, que expira em dois anos; depois desse prazo, a exclusividade termina e a produção torna-se livre para qualquer interessado.

O que é a polilaminina e resultados iniciais

A polilaminina deriva da laminina, proteína presente no organismo, e é produzida em laboratório a partir de material obtido da placenta humana. A substância visa estimular o crescimento de fibras nervosas que conduzem impulsos do cérebro ao corpo, com potencial para restaurar movimentos e sensibilidade em pacientes com lesão medular grave.

Entre 2016 e 2021, oito pacientes com lesões consideradas completas receberam aplicação experimental da polilaminina durante cirurgia de descompressão em até 72 horas após o trauma; seis deles apresentaram recuperação parcial ou significativa de movimentos. Testes em animais também apontaram recuperação da locomoção em graus variados. Apesar desses avanços, a substância ainda aguarda a conclusão das etapas clínicas e autorização da Anvisa para uso comercial.

O episódio evidencia um problema recorrente na pesquisa pública: a manutenção da propriedade intelectual depende de recursos contínuos e de gestão institucional eficaz. Sem financiamento adequado, inovações promissoras podem perder proteção internacional, reduzir oportunidades de parceria e limitar benefícios econômicos decorrentes da pesquisa. Especialistas defendem políticas estáveis de financiamento e mecanismos de preservação de patentes para garantir que descobertas científicas se convertam em tratamentos e produtos acessíveis.

Fonte: https://revistaoeste.com

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, lançou uma série de cursos gratuitos de Educação Ambiental por meio da sua Escola Virtual. Lançadas em 2025 como parte das comemorações pelos 37 anos da autarquia, as formações são abertas ao público e já alcançaram mais de 1.400 participantes em todo o país.

As capacitações são totalmente on-line, autoinstrucionais e oferecem carga horária de até 50 horas. Entre as opções disponíveis estão “Meio Ambiente, Cidadania e Educação Ambiental”, com 30 horas, e “Introdução à Educação Ambiental no Processo de Gestão Socioambiental”, com 50 horas. Ao final, os participantes recebem certificado gratuito, o que amplia o potencial de qualificação profissional e cidadã.

O conteúdo foi organizado em módulos independentes, permitindo que cada pessoa estude conforme sua disponibilidade e ritmo. As atividades abordam desde conceitos básicos da educação ambiental até temas relacionados à gestão pública e às políticas socioambientais, sempre enfatizando princípios como ética, cooperação e responsabilidade coletiva.

As formações são indicadas para estudantes, educadores, servidores públicos, profissionais de organizações da sociedade civil e qualquer cidadão interessado em aprofundar conhecimentos sobre sustentabilidade e participação social. A proposta busca não só transmitir informações, mas também estimular uma postura crítica e engajada frente aos desafios ambientais.

Por serem oferecidos em formato digital, os cursos tornam-se acessíveis a pessoas de todas as regiões do Brasil, favorecendo inclusão e flexibilidade. Inscrições e informações sobre prazos, conteúdos e certificação estão disponíveis na plataforma oficial da Escola Virtual do Ibama; dúvidas podem ser encaminhadas à Assessoria de Comunicação Social da autarquia.

Ao disponibilizar formações gratuitas e modulares, o Ibama reforça seu compromisso com a qualificação cidadã e com a consolidação da Educação Ambiental como instrumento permanente da gestão pública e do desenvolvimento sustentável.

Fonte: https://conectaprofessores.com/2026/02/15/ibama-oferece-cursos-gratuitos-de-educacao-ambiental-na-escola-virtual/

Basta andar por alguns bairros de Porto Velho (RO) para encontrar esgoto a céu aberto escorrendo entre casas que nunca receberam saneamento. Em determinados trechos, águas escuras correm por valas improvisadas; em outros, desaguam em canais urbanos. Na chuva, o nível sobe e invade quintais; no calor, o mau cheiro toma as ruas. Para quem vive ali, essa cena faz parte do cotidiano.

Porto Velho aparece como a capital com pior desempenho no ranking do saneamento do Instituto Trata Brasil: apenas 35% da população tem água tratada e menos de 10% dispõe de coleta de esgoto. Esses indicadores mostram o tamanho do desafio para universalizar serviços básicos em todo o país.

O Marco Legal e metas até 2033

Em 2020, o Marco Legal do Saneamento estabeleceu metas e novos instrumentos de regulação e contratação, com prazos definidos: até 2033, 99% da população deve ter acesso à água potável e 90% à coleta e tratamento do esgoto. A lei também proibiu contratações sem licitação e apostou na regionalização como forma de viabilizar investimentos.

Desde então houve aumento expressivo nos recursos destinados ao setor: aproximadamente R$ 15 bilhões ao ano em 2019; mais de R$ 25 bilhões em 2023; e perto de R$ 50 bilhões em 2024, somando investimentos públicos e privados. O saneamento voltou ao radar de governos e investidores, mas o desafio agora é transformar recursos em obras e serviços de qualidade.

Exemplos que ensinam

O avanço é mais visível onde houve contratos bem estruturados e regulação estável. Piracicaba (SP) é referência, com água tratada para mais de 99% da população e esgoto praticamente universalizado, resultado de investimentos contínuos e parcerias que possibilitaram a estruturação da rede.

Maceió e Cuiabá também mostram que concessões e planejamento técnico podem acelerar investimentos: Maceió ampliou rapidamente sua rede de esgoto após concessões, e Cuiabá elevou a cobertura e reduziu perdas operacionais. Especialistas apontam que a combinação de contrato adequado, regulação ativa e capacidade técnica local é determinante.

Desigualdades regionais

Apesar dos avanços, a distribuição dos benefícios é desigual. Cerca de 85% dos brasileiros têm água tratada, mas apenas 60% contam com coleta de esgoto, e mais de 40% da água tratada é perdida na distribuição por vazamentos, fraudes e falhas operacionais — muito acima dos 25% considerados eficientes.

O investimento per capita varia muito: no Sudeste é superior a R$ 170 por habitante/ano; no Norte mal ultrapassa R$ 60. No Norte pouco mais de 20% da população tem coleta de esgoto; no Nordeste cerca de 30%; no Sudeste, mais de 80%. Essas diferenças aprofundam a desigualdade sanitária e social.

Gargalos na execução e governança

O Marco Legal trouxe segurança jurídica e atraiu o setor privado, resultando em dezenas de projetos e bilhões contratados. Ainda assim, a execução segue como principal entrave: auditorias identificaram obras paradas, estações concluídas sem condições de operação e redes implantadas sem plano de manutenção ou pessoal qualificado.

A prestação de serviços em áreas urbanas informais exige coordenação entre municípios, Estados, concessionárias e reguladores. Sem regulação ativa e acompanhamento rigoroso, investimentos podem não resultar em melhoria efetiva para a população mais vulnerável.

O tempo urge

Faltam sete anos para 2033. O Plano Nacional de Saneamento estima a necessidade de cerca de R$ 225 por habitante ao ano; em 2023, a média foi de pouco mais de R$ 125. Para cumprir as metas será preciso acelerar investimentos, reduzir perdas e melhorar a qualidade da execução.

O custo da inação é alto: impactos na saúde pública, gastos maiores com tratamentos e manutenção da desigualdade social — que recai sobre crianças, jovens e famílias de baixa renda. Avançar exige combinar recursos, técnica, regulação e vontade política, tomando como referência experiências bem-sucedidas e priorizando quem mais precisa.

Fonte: https://revistaoeste.com

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