Grupo Mateus se prepara para abrir novas lojas nos estados do Maranhão, Fortaleza e Piauí

Natal/RN – O Grupo Mateus se prepara para inaugurar cinco novas lojas em São José de Ribamar (MA), Juazeiro do Norte (CE), Teresina/Sul (PI), Cametá (PA) e Fortaleza/ Guararapes (CE).

As obras estão em andamento. Por enquanto, a varejista não informou quais serão os formatos.

Só em 2026, a companhia abriu nove unidades: Imperatriz/JK (MA), Caxias II (MA), Jaboatão/Curado (PE), Igarassu (PE), Arapiraca (AL), Teresina/Frei Serafim (PI), Paço de Lumiar (MA), Imperatriz/N.Belo (MA) e Belém/Doca (PA).

O grupo encerrou o primeiro trimestre de 2026 com 228 lojas alimentares sendo:

104 com a bandeira Mix Mateus
48 lojas com a bandeira Mateus
36 lojas com a bandeira Camiño
37 lojas com a bandeira Novo Atacarejo
2 lojas com a bandeira Spazio
1 loja com a bandeira Mateus Foodservice

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A distribuição dessas 228 unidades por estados brasileiros é a seguinte:

Região Norte: Pará (39)

Região Nordeste: Maranhão (88), Pernambuco (49), Ceará (15), Paraíba (11), Bahia (11), Piauí (7), Alagoas (5) e Sergipe (3)

Além disso, possui a bandeira de minimercados autônomos, presentes em condomínios e vizinhança, um formato que aposta na proximidade.

Até o primeiro trimestre deste ano, eram 288 pontos.

A companhia possui ainda:

78 lojas do Eletro Mateus
18 centros de distribuição do Armazém Mateus

Foguetes, ouro e história: Cajari vive o maior momento da educação científica.

Foguetes,
ouro e história: Cajari vive o maior momento da educação científica.

Texto: Prof. Me. Ordilei d J Ferreira. 




O município de Cajari, localizado a aproximadamente
200 km da capital São Luís e pertencente à URE de Viana, vive um dos capítulos
mais marcantes de sua história educacional e científica. Conhecida pelas
belezas naturais da Baixada Maranhense e pela força de sua população, a cidade
agora também ganha destaque pelo talento de seus estudantes, que vêm
conquistando importantes resultados nas maiores competições de foguetes do
país.

Nos últimos anos, Cajari passou a chamar atenção
pelo incentivo ao protagonismo estudantil, à pesquisa e às olimpíadas
científicas, transformando a educação em motivo de orgulho para toda a
comunidade. A cada competição, estudantes e professores mostram que dedicação,
conhecimento, disciplina e trabalho coletivo podem levar a escola pública a
alcançar resultados extraordinários e reconhecimento em nível regional e
nacional.

O grande destaque dessa trajetória é o Centro Educa Mais Quincio Pinto Muniz, fundado em 1980 como Centro de Ensino Quincio Pinto Muniz. A instituição foi reconhecida pela Resolução nº 273/06, de 14 de dezembro de 2006, para oferta do Ensino Médio Regular. Em 2004, passou a integrar a rede como Centro Educa Mais, consolidando sua identidade. Posteriormente, em 2024, pelo Decreto nº 38.969, de 08 de abril, adotou oficialmente a denominação atual, reforçando seu compromisso com a educação, a ciência e a inovação na formação dos estudantes.

A instituição vem acumulando resultados expressivos
em competições científicas e de foguetes. Em 2025, conquistou o 4º lugar em
Coelho Neto durante uma importante competição de foguetes, demonstrando o alto
nível de preparação e o talento dos estudantes cajarienses.

Ainda em 2025, a escola alcançou destaque nacional
ao conquistar medalha de ouro em Barra do Piraí-RJ, durante a Olimpíada Brasileira
de Foguetes OBAFOG, uma das maiores competições científicas estudantis do
Brasil. A conquista colocou Cajari em evidência nacional e transformou o nome
do município em referência quando o assunto é educação científica.

Em maio de 2026, Cajari viveu seu momento histórico. Representando o Maranhão na Copa Nordeste de Foguetes, realizada em Maceió-AL, o Centro Educa Mais Quincio Pinto Muniz enviou três equipes para a competição. Foi em Maceió que a equipe alcançou seu maior lançamento, atingindo 329 metros, conquistando medalha de ouro e consolidando ainda mais o destaque da escola na ciência estudantil nordestina.

As equipes participantes foram Artemis II, formada
por Carlos Eduardo Pereira Freitas, Lianna Caroline Andrade Costa, Samilly
Muniz Falcão e Frankllyn Pereira Lima; Cajari Space, composta por Carlos Magno
Marques Cabral, Ana Clara Rocha Braga, Maria Isabela Penha Bastos e Rihan Teles
Silva; e Brisa Estelar, integrada por Carlos Eduardo Pereira Freitas, Maria
Cláudia Aires Serra, Mardson Luan de Aguiar Correia e Miqueias Costa de
Freitas.

As conquistas refletem o compromisso e o trabalho
coletivo desenvolvido dentro da escola. O trio gestor formado por Quincio Lima,
Rafael Nunes e Ana Lourdes
tem desempenhado papel fundamental no fortalecimento
da educação e no incentivo aos projetos científicos, contribuindo diretamente
para os resultados alcançados pelos estudantes.

O reconhecimento também se estende aos docentes da instituição, professores e professoras: Esmeralda, Laura Dória, Antônio Barros, Douglas, Raquel, Alciene, Altevi, Sterfeson, Manoel Júnior, Marcos, Thaynan, Sergiane, Enimar, Edeilde, Madalena, Raphael, Simone, Mundoca, Cleidiane, João Nilson, Concita, Gizele, Suelene, Fábio, Marcone, Gunnar, Rosana, Ordilei e Laurenice, profissionais comprometidos com a formação dos estudantes e com o fortalecimento da educação, bem como aos servidores da instituição, vigias, AOSGs e cozinheiras, cuja dedicação diária, responsabilidade e empenho são fundamentais para o funcionamento e o crescimento do C.E.M.Q.P.M  e para o fortalecimento da educação no município.

Mais do que medalhas, os resultados representam
valorização da ciência, incentivo ao conhecimento e fortalecimento do
protagonismo juvenil. Cada conquista alcançada pelos estudantes simboliza
também o empenho coletivo de professores, gestores, famílias e toda a
comunidade escolar, que acreditam na educação como instrumento de transformação
social e construção de novas oportunidades.

Cajari mostra ao Maranhão e ao Brasil que a
educação continua sendo capaz de transformar sonhos em conquistas históricas e
fazer da escola pública um espaço de excelência, inovação e grandes
realizações.

Urgente: ex-vereador de cidade da Baixada Maranhense morre durante acidente entre dois veículos na BR-135

O ex-vereador de Viana, Alberth Henrique Gomes Gouveia, de 58 anos, morreu em um grave acidente registrado no início da tarde desta quarta-feira (27), na BR-135, nas proximidades do povoado Santana, no município de Santa Rita, no Maranhão. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi acionada para atender a ocorrência, mas até o momento ainda não divulgou detalhes oficiais sobre as circunstâncias da colisão.

Vítima é natural da cidade de Viana

De acordo com as primeiras informações, a colisão envolveu uma caminhonete Toyota Hilux e um veículo de passeio modelo Chevrolet Classic, conduzido pelo próprio ex-parlamentar. O impacto foi violento e o automóvel ficou completamente destruído. Alberth Henrique morreu ainda no local. O acidente aconteceu em um trecho da BR-135 e mobilizou equipes de resgate e segurança. Informações preliminares apontam que o condutor da Hilux não sofreu ferimentos graves e teria saído do veículo andando logo após o acidente.

A dinâmica da colisão deverá ser esclarecida após os levantamentos das autoridades competentes. A morte de Alberth Henrique causou grande comoção em Viana e em toda a Baixada Maranhense, onde ele era bastante conhecido pela atuação política, trabalho comunitário e ligação com entidades sociais e esportivas do município. Diversas instituições emitiram notas de pesar lamentando o falecimento.

A Prefeitura de Viana destacou a trajetória do ex-vereador no serviço público, ressaltando sua dedicação ao município e o trabalho em defesa da comunidade vianense. A Câmara Municipal de Viana também se manifestou, prestando solidariedade aos familiares e amigos. Em nota, os vereadores e servidores da Casa classificaram o momento como de “imensa dor” para a população.

A Loja Maçônica Acácia e Liberdade Vianense nº 50 também lamentou a perda de Alberth Henrique, que integrava a instituição desde 2006. A entidade destacou ainda sua paixão pelo esporte e sua participação como idealizador do circuito náutico de jet ski na região.

Familiares, amigos e lideranças políticas utilizaram as redes sociais para prestar homenagens ao ex-vereador, lembrado como uma figura atuante e bastante querida em Viana.

MMA avança na criação do Programa Nacional Município Educador Sustentável

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) avançou na estruturação do Programa Nacional Município Educador Sustentável (MES). A iniciativa, que conta com a mobilização de redes, instituições públicas, universidades e organizações da sociedade civil de todas as regiões do país, busca reconhecer, articular e fortalecer ações, projetos e políticas públicas de educação ambiental (EA) já existentes nos municípios brasileiros.

O diretor do Departamento de Educação Ambiental e Cidadania do MMA, Marcos Sorrentino, explica que o programa busca promover maior integração entre governo e sociedade, estimulando o planejamento territorial e a participação social. “O programa pretende fortalecer o protagonismo dos municípios brasileiros diante dos desafios da sustentabilidade, das mudanças climáticas e da qualidade de vida nos territórios a partir da perspectiva educadora”, afirmou.

As oficinas presenciais e virtuais têm reunido representantes municipais, estaduais e federais para dialogar sobre as diretrizes da política pública. Os encontros também contribuem para a definição dos indicadores que irão compor o sistema nacional de monitoramento e avaliação do MES.

Próximas etapas

Entre os dias 8 e 12 de junho, durante as atividades em comemoração ao Dia do Meio Ambiente, o MMA realizará a última oficina da etapa de consolidação do programa. A previsão é que o portal da iniciativa seja lançado em novembro deste ano, integrado à plataforma do Sistema Brasileiro de Monitoramento e Avaliação em Educação Ambiental (MonitoraEA).

Por meio do portal, as iniciativas municipais ganharão destaque em um mapa nacional geolocalizado, o que dará visibilidade às experiências locais e estimulará redes de cooperação entre municípios de diferentes regiões. Ao aderir ao MES, as gestões locais passam a integrar uma estratégia nacional de monitoramento, ampliando sua capacidade de planejamento e articulação institucional.

O programa também busca apoiar a construção de políticas públicas mais efetivas, oferecendo indicadores, diagnósticos e dados comparáveis que contribuam para a tomada de decisão dos gestores públicos.

Outro diferencial do MES será a certificação das cidades participantes por meio do selo Município Educador Sustentável. O reconhecimento será voltado à valorização de experiências comprometidas com a governança democrática, processos formadores, sustentabilidade territorial e capacidade adaptativa frente às mudanças climáticas, propondo o estabelecimento de uma rede nacional de territórios que aprendam e se transformem coletivamente.

O processo de consolidação do programa é coordenado pelo DEA/MMA, por meio de cooperação técnica com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e com a Articulação Nacional de Políticas Públicas de Educação Ambiental (Anppea). A iniciativa conta ainda com a parceria das Comissões Interinstitucionais de Educação Ambiental (Cieas) e da Associação Nacional de Municípios e Meio Ambiente (Anamma).

MEC discute educação com dirigentes municipais

Entre os dias 24 e 27 de maio, o Ministério da Educação (MEC) participa do 11º Fórum Nacional Extraordinário dos Dirigentes Municipais de Educação. Promovido pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), o evento ocorre no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília (DF). O ministro da Educação, Leonardo Barchini, participou da abertura do evento no domingo (24). Ao longo da programação, o MEC terá representantes em palestras e salas temáticas, além de um estande para atendimento.

Com o tema “Undime 40 anos: trajetória, desafios e perspectivas para a educação municipal”, o fórum reúne mais de 1.500 participantes, entre gestores, técnicos, prefeitos, vereadores, especialistas, convidados e representantes de instituições parceiras de todo o país, para discutir os principais desafios e as perspectivas sobre a educação pública municipal brasileira. O intuito é promover a troca de experiências e a construção coletiva de políticas públicas educacionais. O evento conta com a participação de cerca de 700 municípios de 26 estados.

Em seu discurso, Barchini refletiu sobre a história, avanços, desafios e perspectivas da educação brasileira nos últimos 40 anos, com foco na importância de políticas públicas, investimentos e articulação federativa para universalizar e melhorar a qualidade da educação. O ministro destacou a importância da Undime nesse processo e a necessidade de continuidade nas ações para garantir educação pública, gratuita e de qualidade para todos.

“Esses 40 anos da Undime, os 40 anos do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), foram fundamentais para que a gente pudesse articular a União, os estados e os municípios, cada um com suas funções, para um objetivo comum, que é o objetivo de dar educação pública, gratuita e de qualidade para todos os brasileiros”, afirmou. Barchini completou pedindo o apoio da Undime na implementação do Sistema Nacional de Educação e para atingir os objetivos do Plano Nacional de Educação (PNE) 2024-2034.

Os debates do fórum abrangerão assuntos centrais para as redes municipais de ensino, como educação especial inclusiva, educação infantil, educação integral, análise e uso de dados educacionais, neurociência da leitura, inteligência artificial, plano municipal de educação, gestão e liderança e primeira infância.

Programação – Na programação principal, a secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão do MEC, Zara Figueiredo, abordará o tema “Desafios e perspectivas para a implementação da Política Nacional de Educação Especial Inclusiva (Pneei) e da Rede Nacional de Educação Especial Inclusiva” no dia 25 de maio, às 8h30.

O Fórum também traz salas temáticas durante toda a terça-feira, 26 de maio. Organizadas em quatro turnos — das 8h30 às 10h, das 10h30 às 12h, das 14h às 15h30 e das 16h às 17h30 —, as atividades proporcionarão aos participantes uma experiência mais aprofundada e interativa acerca de temas estratégicos para a educação pública municipal.

Ao todo, são 40 salas temáticas, distribuídas ao longo do dia, com debates conduzidos por especialistas, representantes de instituições parceiras e profissionais com atuação direta nas temáticas abordadas. A proposta é oferecer espaços menores e mais direcionados, favorecendo o diálogo, a troca de experiências, o esclarecimento de dúvidas e o aprofundamento técnico das temáticas escolhidas pelos participantes.

Diferentes diretores da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão do MEC (Secadi) participam de salas. O diretor de Políticas de Educação Especial na Perspectiva Inclusiva, Francisco Alexandre Dourado Mapurunga, participará de uma sala temática sobre a Pneei.

Para discutir sobre educação ambiental escolar, Novo Pronacampo e Bacia do Rio Doce, estarão presentes a diretora de Políticas de Educação do Campo e Educação Ambiental da Secadi, Socorro Silva, e o assessor de gabinete da Secadi, Erin Fernandes Bueno.

Os referenciais de implementação da educação de jovens e adultos (EJA) e temas como busca ativa, Cadastro da EJA (CadEJA) e diversificação da oferta serão apresentados pela diretora de Políticas de Alfabetização e Educação de Jovens e Adultos do MEC, Ana Lúcia Sanches.

A equipe da Secadi estará ainda na sala temática sobre estratégias de equidade racial no VAAR, com a diretora de Políticas de Educação Étnico-Racial e Educação Escolar Quilombola, Clélia Mara dos Santos.

A equipe da Secretaria-Executiva do MEC participará da sala sobre a Carteira Nacional Docente do Brasil (CNDB). Já a Secretaria de Gestão da Informação, Inovação e Avaliação de Políticas Educacionais (Segape) será representada pelo diretor de Governança e Integração de Dados, Daniel Castro, que debaterá o tema “Governança da Infraestrutura Nacional de Dados da Educação (EducaDados)”; e pela diretora de Monitoramento e Avaliação de Políticas Educacionais, Camila Fasolo, que apresentará a EducaDados, plataforma que reunirá dados e painéis sobre os temas, programas e políticas do MEC, para apoiar as redes de ensino.

A Secretaria de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino (Sase) será representada pela diretora de Articulação com os Sistemas de Ensino, Maria Selma Rocha, e equipe, que participarão da sala temática sobre o Sistema Nacional de Educação e sua relação com os planos decenais, além do monitoramento do Plano Nacional de Educação (PNE). A secretaria também estará representada pelo diretor de Articulação Intersetorial, Antonio Claret, e equipe, na sala dedicada ao debate sobre a intersetorialidade nos planos decenais de educação.

Já a Secretaria de Educação Básica (SEB) apresentará o tema Valor Anual Aluno Resultado (VAAR), complementação financeira da União ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) e educação em tempo integral: financiamento, critérios de acesso, resultados, equidade e implementação.

A SEB estará à frente também da sala temática sobre consolidação do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNAC) nos territórios. A diretora de Apoio à Gestão Educacional, Anita Stefani, estará com a sua equipe liderando a mesa “Gestão educacional, incluindo Novo PAR, Gestão Presente e fortalecimento do planejamento e da governança”. A SEB também discutirá transições, trajetórias e aprendizagem nos anos finais do ensino fundamental.

As salas temáticas reforçam o caráter formativo e colaborativo do fórum, ampliando as possibilidades de qualificação dos gestores e equipes técnicas municipais diante dos desafios contemporâneos da educação pública brasileira.

Estandes – Os participantes poderão ainda visitar espaços de exposição que contam com iniciativas de parceiros institucionais, soluções educacionais, tecnologias e experiências voltadas ao fortalecimento das políticas públicas municipais.

O MEC terá no evento estandes para apresentação de programas e políticas educacionais. Entre as políticas apresentadas estarão aquelas em que estados e municípios ainda podem aderir, como o Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) Equidade, a Escola Nacional de Hip-Hop H2E e a Pneei.

MEC lança 10 mil novas vagas em curso gratuito sobre Inteligência Artificial na prática docente

O Ministério da Educação (MEC) anunciou a abertura de 10 mil novas vagas para o curso gratuito “IA na prática docente: uso ético, criativo e pedagógico – Ensino Médio”. A formação é voltada a professores, coordenadores pedagógicos, estudantes de licenciatura e demais profissionais da educação interessados em aplicar a Inteligência Artificial de forma responsável no ambiente escolar.

Disponibilizado na plataforma AVAMEC, o curso integra a estratégia do MEC para ampliar a formação digital de educadores brasileiros diante das transformações provocadas pela inteligência artificial no ensino e no mercado de trabalho.

Com carga horária de 80 horas e emissão de certificado gratuito, a capacitação aborda desde os fundamentos técnicos da IA até aplicações pedagógicas práticas alinhadas à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e aos referenciais internacionais da UNESCO.

Curso do MEC busca preparar professores para uso pedagógico da IA

A proposta do curso é capacitar docentes do Ensino Médio para compreender, analisar criticamente e integrar ferramentas de Inteligência Artificial às práticas educacionais de maneira ética, contextualizada e alinhada às diretrizes curriculares nacionais.

Segundo o MEC, a formação foi construída considerando os desafios contemporâneos da sociedade digital e os impactos da IA no cotidiano escolar, no mundo do trabalho e na produção do conhecimento.

O curso é totalmente online, autodirigido e sem mediação de tutores, permitindo que os participantes estudem no próprio ritmo.

O tempo mínimo para conclusão é de 20 dias.

Formação aborda IA generativa, algoritmos e impactos sociais

A capacitação está organizada em cinco módulos principais, reunindo conteúdos técnicos, pedagógicos e éticos relacionados ao uso da Inteligência Artificial na educação.

Entre os temas abordados estão:

  • Evolução histórica da Inteligência Artificial
  • Aprendizado de máquina e redes neurais
  • Letramento em dados e algoritmos
  • Ética, governança e políticas públicas
  • IA generativa aplicada à educação
  • Produção de textos, imagens, podcasts e avaliações com IA
  • Impactos da IA no mercado de trabalho
  • Sustentabilidade e desigualdades tecnológicas
  • Planejamento pedagógico com apoio de IA
  • Referencial curricular para adoção da IA no Ensino Médio

O curso também explora o uso de chatbots, criação de materiais didáticos automatizados e análise crítica de conteúdos produzidos por inteligência artificial.

Formação está alinhada à BNCC e às diretrizes da UNESCO

De acordo com o MEC, a estrutura do curso segue referências nacionais e internacionais relacionadas à educação digital e ao letramento em IA.

A proposta considera:

  • Competências previstas na BNCC
  • Saberes Digitais Docentes
  • Referenciais de competências em IA da UNESCO
  • Discussões globais sobre alfabetização em Inteligência Artificial

O objetivo é incentivar práticas pedagógicas inovadoras sem deixar de lado questões éticas, sociais e ambientais relacionadas ao avanço das tecnologias inteligentes.

Público-alvo inclui professores e estudantes de licenciatura

O curso é destinado principalmente a:

  • Professores do Ensino Médio
  • Educadores da educação básica
  • Coordenadores pedagógicos
  • Estudantes de pedagogia
  • Alunos de licenciaturas
  • Profissionais interessados em tecnologia educacional

A expectativa é ampliar a preparação dos educadores para trabalhar competências digitais e pensamento crítico em sala de aula.

Curso oferece certificado gratuito pelo AVAMEC

Os participantes aprovados nas atividades do curso receberão certificado gratuito emitido pela plataforma AVAMEC.

As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas online pelo portal oficial do MEC.

Inteligência Artificial ganha espaço na formação de professores

A ampliação de cursos voltados à Inteligência Artificial mostra que o tema passou a ocupar posição estratégica nas políticas de formação continuada do país. Com o avanço das ferramentas digitais e da IA generativa, cresce a demanda por capacitação de professores capazes de utilizar essas tecnologias de forma crítica, segura e pedagogicamente eficiente.

Ao abrir 10 mil novas vagas gratuitas, o MEC reforça a tendência de integrar a Inteligência Artificial ao cotidiano escolar e preparar educadores para os desafios da educação na era digital.

MEC lança curso de IA para professores

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MEC lança aplicativo gratuito para aprender inglês e espanhol

São cerca de 800 aulas organizadas em 6 níveis  -  (crédito: Repodução/Freepik)

São cerca de 800 aulas organizadas em 6 níveis – (crédito: Repodução/Freepik)

O Ministério da Educação (MEC) lançou a plataforma MEC Idiomas, um portal e aplicativo gratuito de aprendizagem bilíngue que oferece formação do nível básico ao avançado. Até o momento, os idiomas disponíveis são inglês e espanhol. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas pelo portal oficial do MEC Idiomas ou pelo aplicativo da plataforma. O acesso está disponível em todo o Brasil de forma on-line.

São cerca de 800 aulas organizadas em 6 níveis (A1 a C2); 4 a 6 módulos por nível, cada um deles com 10 a 15 aulas. A formação oferece teste de proficiência; trilha de aprendizagem (aula e reforço); teste ao fim dos módulos; fale e pratique; agente de Inteligência Artificial para dar apoio e tirar dúvidas e praticar conversação e comunidades de aprendizado.

O PNE e o impacto da infraestrutura escolar na aprendizagem

 Ivan Pereira especialista em educação e CEO da Mind Lab

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A sanção do Plano Nacional de Educação (PNE) chega em um momento em que o Brasil precisa, mais do que nunca, enfrentar com coragem e objetividade um dos seus maiores gargalos: a precariedade da infraestrutura escolar. Segundo o Censo Escolar, cerca de 50% das escolas públicas do país não têm saneamento básico, climatização, bibliotecas ou salas de leitura, laboratórios, quadras de esporte e nem acesso à internet para uso dos alunos. Ainda de acordo com o estudo, apenas 2,7% das escolas públicas brasileiras possuem a infraestrutura ideal para uma educação de qualidade em padrões internacionais.

Esses números escancaram um desafio estrutural que, ao longo das décadas, limita as possibilidades de aprendizagem e aprofunda as desigualdades educacionais. O PNE que entra em vigor agora reconhece essa urgência e propõe avanços relevantes ao vincular a melhoria da infraestrutura à qualidade do ensino, introduzindo mecanismos de monitoramento e parcerias mais eficientes.

Uma das inovações mais significativas é a instituição do Programa Nacional de Infraestrutura Escolar. Essa medida busca financiar não somente a construção e reforma de escolas, mas também promover um padrão mínimo de qualidade estrutural que assegure condições adequadas de aprendizagem, o que é fundamental para a formação das gerações futuras do país.

O texto do PNE também abre espaço para o debate sobre o uso de alternativas relevantes de parcerias, o que é muito positivo, uma vez que se abrem caminhos de diversificação de modelos de investimento na educação.

Mais do que nunca, acredito que investir em infraestrutura é investir na qualidade da educação e, para isso, será necessário atualizar as métricas de avaliação educacional para que possamos constituir uma relação clara entre o impacto finalístico da infraestrutura escolar de qualidade no acompanhamento da evolução de indicadores, como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Isso significa que a infraestrutura deixa de ser vista como um fim em si, sendo tratada como meio para a melhoria da aprendizagem.

Por isso, é preciso compreender que infraestrutura e aprendizagem não são dimensões separadas. As condições físicas da escola afetam diretamente o comportamento, a motivação e o desempenho dos estudantes. Uma escola com espaços bem iluminados, ventilados, limpos e seguros é também um ambiente mais propício ao desenvolvimento humano, à convivência pacífica e ao engajamento dos alunos com o conhecimento.

Nesse sentido, o PNE também acerta ao incluir a promoção das habilidades socioemocionais como eixo fundamental da aprendizagem. Ambientes acolhedores e relações saudáveis são fundamentais para os estudantes reconstruírem vínculos com a escola após anos de descontinuidade e desigualdade no ensino.

Portanto, não se trata somente de investir em cal e pedra, mas em escolas vivas, que favoreçam a formação integral. Isso exige políticas de manutenção contínua, investimentos regionais proporcionais às carências locais e o uso inteligente das parcerias privadas, com uma governança pública rigorosa. Quando orientadas por métricas claras e auditáveis, todas as alternativas de investimento na educação podem se tornar aliadas no combate aos deficits estruturais, especialmente em municípios com baixa capacidade técnica ou fiscal.

O desafio agora é garantir que o PNE não se limite a uma carta de intenções, mas se transforme em um instrumento de execução coordenada. A vinculação entre infraestrutura, aprendizagem e indicadores de qualidade representa um passo decisivo nessa direção. Contudo, é imprescindível que seja mantido o foco na efetividade, evitando dispersar recursos em ações que não impactem diretamente o cotidiano escolar.

Em um país de desigualdades profundas, melhorar a infraestrutura escolar é investir em equidade e justiça social. É garantir que cada estudante, independentemente do CEP, possa aprender em um espaço digno, estimulante e conectado às demandas do século 21.

O novo PNE, sendo aliado a políticas de infraestrutura, é um pacto de aceleração da equidade na educação do nosso país. Portanto, tem tudo para ser um marco de reconciliação entre infraestrutura escolar básica e aprendizagem, se tornando um plano que reconhece que a qualidade da educação começa, literalmente, pelo chão da escola.

Governo amplia estrutura do Núcleo Arte Educação com entrega de novos espaços para atividades artísticas no Ceprama

O Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), inaugurou, nessa quinta-feira (21), as novas instalações do Núcleo Arte Educação (NAE), no Centro de Comercialização de Produtos Artesanais do Maranhão (Ceprama), em São Luís. O novo espaço passa a abrigar as turmas de música e dança do projeto, oferecendo estrutura moderna e adequada para o desenvolvimento das atividades artísticas e pedagógicas.A secretária de Estado da Educação, Jandira Dias, destacou a importância da entrega para o fortalecimento da educação integral dos estudantes da rede pública estadual.

“O Núcleo Arte Educação é um projeto que transforma vidas por meio da arte, da cultura e do acolhimento. A inauguração desse novo espaço representa o compromisso do Governo do Maranhão com uma educação que também valoriza a sensibilidade, a criatividade e o desenvolvimento humano dos nossos estudantes”, afirmou.

As novas instalações contam com três salas equipadas, sendo uma sala de dança popular maranhense, uma sala de música e uma sala destinada às danças clássicas. O espaço foi reformado e adaptado para atender às necessidades do projeto, com melhorias estruturais em salas, banheiros e área administrativa, além de intervenções em iluminação, acessibilidade, pintura e reorganização dos ambientes.

Uma das salas recebeu adaptações específicas para as aulas de dança, incluindo instalação de espelhos, barras fixas para exercícios, adequação do piso e demais estruturas necessárias para o desenvolvimento das atividades.

Durante a inauguração, alunos do NAE realizaram apresentações de balé clássico, canto coral, violão e piano. A programação também contou com manifestações culturais maranhenses, como apresentações de bumba-meu-boi e o som das caixeiras do tambor de mina, destacando a conexão do projeto com a identidade cultural do estado.

O secretário adjunto de Gestão de Ensino e Aprendizagem da Seduc, Assis Filho, ressaltou que a nova sede representa um marco na história do projeto, que completa 20 anos em 2026.

“É a primeira vez que o Núcleo Arte Educação recebe um espaço físico estruturado de forma concreta para os nossos estudantes. Agora temos salas de música, balé, jazz e instrumentos novos em um único lugar. Aqui, no berço da cultura ludovicense, fortalecemos a arte como instrumento de inclusão social e de formação para os maranhenses”, destacou.

NAE

Criado em 2005, o Núcleo Arte Educação (NAE) promove a formação integral de estudantes da rede pública estadual por meio da arte e da cultura. Atualmente, o projeto oferece cursos nas áreas de música, dança e teatro. As turmas de teatro, tanto iniciantes quanto intermediárias, seguem funcionando no Teatro João do Vale, parceiro do projeto.

Para o diretor do Ceprama, Silvério Júnior, a chegada do NAE fortalece ainda mais o papel cultural e educativo do espaço.

“O Ceprama já é um ambiente voltado à valorização da cultura maranhense e do artesanato. Com a chegada do Núcleo Arte Educação, ampliamos esse papel, transformando o espaço também em um centro de formação e inclusão por meio da arte e da educação”, afirmou.

A estudante Havila Marin, de 14 anos, participa do projeto desde 2023 e relata as mudanças que vivenciou a partir das atividades oferecidas pelo NAE.

“Antes eu era muito tímida, tinha dificuldade de me expressar. O NAE me ajudou a me abrir, me sentir acolhida e ganhar confiança. Agora, com esse novo espaço, tudo ficou ainda mais bonito e inspirador. Os novos instrumentos e as salas ficaram incríveis”, contou.

O Ceprama, onde está instalado o NAE, fica situado na Rua São Pantaleão, nº 1.322, barro Lira/Madre Deus, Centro Histórico de São Luís (MA).

Os benefícios dos jogos de tabuleiro para a saúde mental

Os jogos de tabuleiro são muito mais do que diversão: são ferramentas poderosas para a saúde mental. Projetados para interação social, oferecem uma variedade de desafios e objetivos, desde acumular pontos até sobreviver.

Os benefícios são diversos e incluem:

1) Redução do estresse e da ansiedade: a socialização com amigos e familiares cria um ambiente de descontração e bem-estar social. Essa interação não só proporciona momentos de lazer e alegria, mas também reduz a tensão e o estresse acumulado.

2) Melhora das funções cognitivas: os jogos de tabuleiro podem estimular o cérebro.

Eles ajudam a aprimorar a memória e o raciocínio lógico. De acordo com o Dr. Daniel Martins de Barros,  psiquiatra e professor do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP, “muitos jogos exigem que os jogadores planejem com antecedência, pensem de forma estratégica e tomem decisões críticas, habilidades que são fundamentais para a cognição”.

Jogos como xadrez e Go são exemplos de planejamento antecipado, enquanto “Memory” e “Dominó” incentivam a lembrança de padrões. “A prática regular desses jogos pode melhorar as funções cognitivas de maneira geral, contribuindo para um cérebro mais saudável e ativo”, defende Dr. Daniel.

3) Redução do risco de demência: os benefícios para as funções cognitivas contribuem para novas habilidades, mas também atuam preservando a saúde do cérebro no envelhecimento.

“Estudos mostram que atividades lúdicas, como os jogos de tabuleiro, estão associadas a uma diminuição do risco de demência em idosos”, explica Dr. Daniel.

4) Sensação de bem-estar: o aumento de neurotransmissores pode ser fundamental para promover prazer e motivação. “O prazer e a diversão proporcionados pelos jogos de tabuleiro podem aumentar os níveis de dopamina no cérebro, promovendo uma sensação de bem-estar”, destaca  o psiquiatra.

5) Desenvolvimento de resiliência: os jogos de tabuleiro ajudam a lidar com a derrota de forma lúdica. Embora enfrentar o fracasso nem sempre seja fácil, essa experiência pode ser superada de maneira saudável, tanto no jogo quanto na vida cotidiana.

6) Estímulo à criatividade: há jogos de tabuleiro que demandam criatividade e imaginação, seja para contar uma história ou elaborar uma estratégia. Esses jogos ajudam a impulsionar e aprimorar a criatividade.

Qual é a história dos jogos de tabuleiro? 

A história dos jogos de tabuleiro remonta há milhares de anos. “Há registros de jogos de tabuleiro de mais de 2.000 anos antes de Cristo, com o jogo senet no Egito Antigo ou o jogo real de Ur, da Mesopotâmia. As Mancalas na África são provavelmente ainda mais antigas”, ressalta o profissional.

Há também o jogo dos 58 buracos (58 holes), que descobertas recentes revelam ser ainda mais antigo do que se pensava, datando do final do terceiro milênio e do início do segundo milênio a.C. no Azerbaijão. O estudo foi publicado no European Journal of Archaeology.

Na era moderna, jogos de estratégia e construção de mundo, como “Risk” e “Monopoly”, ganharam destaque. Além disso, a explosão dos jogos de tabuleiro modernos, ou “board games”, tem atraído e encantado um público global.

Board Games, Saúde e Educação: aprenda com os melhores

O HCX, centro de aprendizagem do Hospital das Clínicas da USP, convida você para uma jornada educativa e inspiradora pelo universo dos jogos de tabuleiro.

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