O fenômeno da desertificação no Brasil parece ser ainda mais grave do que os dados oficiais indicam. Um estudo de doutorado realizado no Instituto de Geociências da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) revelou que a combinação de mudanças climáticas e o uso intensivo do solo estão ampliando as áreas de risco no Nordeste do país.

Conduzido pela pesquisadora Mariana de Oliveira, o estudo faz parte de um projeto que investiga como as variações climáticas e a ação humana afetam solos, vegetação e recursos hídricos. Uma metodologia específica foi desenvolvida para estimar o risco de desertificação nas condições brasileiras.

Para a criação desse modelo, Oliveira utilizou o método de regressão logística, combinando informações empíricas, mapas temáticos e imagens de satélite. A análise considerou cinco variáveis críticas no avanço da desertificação: temperatura da superfície terrestre, manejo do solo, cobertura vegetal, média de precipitação e densidade populacional.

Com o cruzamento destas informações, o estudo identificou a probabilidade de ocorrência do fenômeno em diferentes regiões do Brasil.

Uma pesquisa anterior já havia apontado que, até 2100, quase 57% do Nordeste pode se tornar árido, enquanto 42,4% seria semiárido, totalizando 99% da região sob risco de desertificação (Crédito: Edilaine Barros/Shutterstock)

Desertificação avança no Nordeste

Entre os principais achados, o estudo identificou uma nova mancha de desertificação em uma área que ainda não havia sido oficialmente mapeada no Ceará, além de outras zonas no estado que apresentam alto risco de degradação ambiental.

Os resultados da pesquisa indicam que o fenômeno tende a se expandir para além das áreas que historicamente foram afetadas, influenciado tanto por mudanças climáticas quanto por práticas inadequadas de uso do solo.

Flávio Rodrigues do Nascimento, coordenador do Departamento de Combate à Desertificação do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, considera que a nova metodologia é um avanço significativo. Ele afirma que o modelo facilita o monitoramento de áreas degradadas e possibilita um diagnóstico mais preciso das regiões mais vulneráveis, o que contribuirá para políticas públicas de prevenção e mitigação.

A desertificação também é um problema global. O Olhar Digital já reportou que esse fenômeno ocorre em várias partes do mundo, com a ONU relatando que 75% das terras em todo o mundo se tornaram mais secas nas últimas décadas. Para mais informações, saiba mais aqui.

Para assegurar a continuidade e qualidade no fornecimento de energia durante o Carnaval, a Equatorial Maranhão está pondo em prática um Plano Operacional que será intensificado até o dia 18 de fevereiro. Esta estratégia foi elaborada para oferecer suporte às festividades, serviços essenciais e à rotina da população durante um dos feriados mais aguardados do ano.

A operação envolverá cerca de 1.500 profissionais, entre engenheiros, técnicos, eletricistas e operadores, que estarão em regime de plantão, prontos para responder a eventuais ocorrências com agilidade, eficiência e segurança. Assim, o atendimento à população será rápido e de qualidade.

Além de reforçar as equipes técnicas, a distribuidora contará com uma estrutura operacional ampliada. Isso inclui uma subestação móvel e caminhões de Linha Viva, permitindo a realização de manutenções sem a necessidade de interromper o fornecimento de energia. Os sistemas integrados facilitarão a comunicação entre as equipes em campo e o Centro de Operações Integradas (COI), otimizando a resposta às demandas da população.

Medidas de prevenção e monitoramento técnico

Antes do Carnaval, a empresa já intensificou ações de manutenção em locais estratégicos, especialmente nas áreas com maior aglomeração de eventos. As medidas adotadas incluem inspeções na rede elétrica, limpeza de equipamentos, substituição de componentes e poda preventiva de árvores que estejam próximas às linhas de energia.

As equipes estarão distribuídas nos circuitos principais da folia, definidos em conjunto com as prefeituras e órgãos estaduais, para acompanhar em tempo real o desempenho do sistema elétrico.

Conforme explica Ivan Bazzan, gerente de Operações da Equatorial Maranhão, essa iniciativa tem como objetivo proporcionar tranquilidade à população. “Estamos empenhados em garantir que a energia não se torne uma preocupação durante os festejos”.

Nos últimos dias, o blog tem recebido uma série de reclamações de estudantes do 3º ano de diversas escolas de Viana. Eles relatam que os gestores estão cadastrando novos alunos do 1º ano, enquanto os tablets destinados aos estudantes de 2025 estão sendo distribuídos de forma inadequada. É fundamental que esses dispositivos sejam entregues àqueles que realmente precisam, e não a alunos que apenas começarão sua jornada escolar em 2026.

Diante dessa situação, surgem perguntas pertinentes: de onde partiu essa decisão? Quem deu a autorização para essa ação? O governo considerará repor os tablets para os alunos que se formaram em 2025?

É importante que todos reflitam sobre a quem realmente interessa essa manobra.

Os estudantes de 2025, independentemente de estarem no 1º, 2º ou 3º ano, merecem receber os tablets que estavam previstos para eles. Essa é a decisão mais sensata!

O que você pensa sobre essa situação? Quais são suas opiniões?

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URE VIANA

NOTA DE ESCLARECIMENTO

A URE Viana, esclarece que todos os estudantes do ano de 2025 irão receber seus tablets, independente de já terem concluído o ensino médio na rede estadual do Maranhão. Todos os alunos de 2025 foram cadastrados e identificados no sistema. Então, não procede a informação divulgada nas redes sociais e neste veículo de imprensa. Todos os estudantes devem aguardar o calendário de entregas que serão divulgados assim que forem autorizados. Seguimos contribuindo com a educação tecnológica implantada em nosso estado.

Assessoria URE Viana

Reunião com o senador Weverton Rocha
A direção do Sinproesemma recebeu na manhã do dia 3 de fevereiro, o senador Weverton Rocha (PDT-MA) na sede do Sindicato.

Na ocasião, o presidente do Sinproesemma, Raimundo Oliveira, deu as boas-vindas ao senador e apresentou pautas relevantes no âmbito da educação, como a Campanha Salarial 2026 dos trabalhadores em educação do Maranhão. Ele também falou sobre a importância da aprovação do PL 2531/21, que aborda o Piso Salarial Nacional dos Funcionários de Escola, além de outros tópicos nacionais que são cruciais em um ano decisivo para o futuro do Brasil.

Pautas da educaçãoDurante a reunião, a direção do Sinproesemma destacou a necessidade de valorizar os trabalhadores da educação. Isso inclui garantir o reajuste da Portaria, compensar as perdas salariais passadas, ajustar a tabela salarial que foi achatada em 2020, reenquadrar funcionários de escolas que atualmente recebem abaixo do salário mínimo, e estabelecer um aumento claro no auxílio-alimentação, entre os 17 pontos abordados na pauta deste ano.

Os diretores do Sinproesemma reforçaram a importância do apoio político e institucional do senador para a defesa dessas pautas tanto no Maranhão quanto no Senado Federal.

O senador Weverton se colocou à disposição para apoiar os educadores maranhenses e comentou sobre o trâmite do PL 2531/21, que deve ser discutido no Senado Federal após o Carnaval.

“O PL 2531 valoriza todos os profissionais da educação, incluindo vigias, administrativos e merendeiras. Prevê que o pagamento seja feito de acordo com 75% do piso salarial do magistério. Essa aprovação trará dignidade e valorização a esses trabalhadores. O projeto já foi aprovado na Câmara dos Deputados e estamos apenas finalizando alguns trâmites burocráticos. Assim que o Carnaval terminar, ele chegará ao Senado e a responsabilidade será nossa. Vamos à luta”, afirmou o senador.

Importância da valorizaçãoO presidente do Sinproesemma, Raimundo Oliveira, considerou o encontro altamente produtivo, sublinhando a importância do diálogo entre o sindicato e os representantes do Maranhão no Senado Federal.

“Acreditamos que esse espaço de diálogo com o senador Weverton Rocha é fundamental. Levamos nossas preocupações e reivindicações, especialmente no que se refere à campanha salarial 2026 e aos projetos em tramitação no Congresso que podem impactar diretamente a vida dos trabalhadores em educação. Continuaremos firmes na luta pelos direitos da nossa categoria e esperamos contar com o comprometimento do senador nessa jornada”, finalizou Raimundo Oliveira.

Um Projeto de Lei que visa a diminuição da jornada de trabalho para um máximo de 30 horas semanais está atualmente sob análise na Câmara dos Deputados. Essa proposta abrange todas as etapas e modalidades da educação básica, incluindo profissionais que trabalham de forma temporária ou terceirizada.

A deputada Professora Luciene Cavalcante (Psol-SP) é a responsável pela iniciativa, que propõe alterações na Lei do Piso Salarial, que atualmente define uma carga horária máxima de 40 horas por semana. O texto assegura que essa redução não acarretará em perda de remuneração ou em direitos já garantidos por regulamentação. A nova carga horária se aplicará a professores e também a aqueles que atuam em funções de suporte pedagógico, como direção, administração, planejamento e supervisão educacional.

Saúde e valorização do professor
A autora do projeto defende que a carga horária elevada é um dos principais fatores que afetam a saúde física e mental dos docentes, destacando o aumento de transtornos relacionados ao excesso de trabalho.

Ela enfatiza que “a proposta tem como objetivo valorizar a função docente, tornando a carreira mais atrativa e, acima de tudo, promovendo melhorias na qualidade do ensino público proporcionado no Brasil”.

Desafios da profissão
O projeto também revela dados preocupantes sobre a condição dos educadores no Brasil. De acordo com a professora Luciene, as taxas de desistência em cursos de licenciatura podem chegar a 58%. Além disso, pesquisas apontam que, se essa tendência se mantiver, o Brasil poderá enfrentar uma falta de 235 mil professores até o ano de 2040.

A proposta agora seguirá para análise nas comissões adequadas da Câmara. Para que se torne uma lei, precisará receber a aprovação tanto da Câmara dos Deputados quanto do Senado.

Local reúne patrimônio reconhecido pela UNESCO, história singular no Brasil e uma identidade cultural marcada por azulejos, reggae e tradição popular

São Luís, no Maranhão, foi fundada por franceses em 1612 e abriga o maior conjunto de azulejos portugueses da América Latina
(Foto: Prefeitura Municipal de São Luís)

Situada na ilha de Upaon-Açu, no litoral do Maranhão, a cidade é conhecida como “Ilha do Amor” e também recebe o apelido de “Atenas Brasileira”, nomes que evidenciam sua importância histórica e cultural.

São Luís, a capital do Maranhão, destaca-se como uma das mais renomadas cidades do Brasil em relação ao patrimônio histórico e à diversidade cultural.

O município abriga o maior acervo de azulejos portugueses da América Latina, um elemento que se tornou um verdadeiro ícone de sua paisagem urbana e que reforça sua significativa relevância cultural.

A cidade foi oficialmente fundada em 1612, liderada por franceses sob comando de Daniel de La Touche, o que a torna a única capital brasileira estabelecida por franceses.

Após a ocupação do território, os portugueses moldaram a cidade, estabelecendo uma arquitetura colonial que até hoje caracteriza seu Centro Histórico e garantiu à cidade o reconhecimento pela UNESCO.

Patrimônio histórico reconhecido mundialmente

O título de Patrimônio Cultural da Humanidade está intrinsecamente relacionado ao conjunto arquitetônico preservado da capital maranhense.

Pelas ruas do Centro Histórico, é possível apreciar mais de 3.500 casarões tombados, muitos revestidos por azulejos portugueses em tonalidades de azul, branco e amarelo.

Além do seu valor estético, esses azulejos possuem uma função prática, contribuindo para o isolamento térmico em uma região caracterizada por altas temperaturas e umidade constante.

Assim, a herança europeia funde-se com as influências africanas e indígenas, criando uma identidade cultural que é única no Brasil.

A preservação desse patrimônio transforma São Luís em uma referência internacional quando o tema é memória urbana e arquitetura colonial.

Cultura, reggae e qualidade de vida

Outro aspecto marcante de São Luís é sua música. Reconhecida como a capital brasileira do reggae, este ritmo faz parte do cotidiano da cidade, sendo ouvido em radiolas, clubes de dança e em festividades populares. A dança agarradinha é uma tradição que continua sendo transmitida de geração em geração como uma expressão cultural local.

De acordo com o Censo de 2022, a cidade abriga cerca de 1 milhão de habitantes, tornando-se a mais populosa do Maranhão e uma das maiores do Nordeste.

A economia local destaca-se pelo Porto do Itaqui, um dos mais profundos do mundo, além da forte presença da indústria de alumínio e do setor de serviços. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que o município tem um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,768.

Além disso, o turismo exerce um papel fundamental na cidade. São Luís oferece experiências que integram história, cultura e natureza.

Museus, festas tradicionais como o Bumba Meu Boi, belas praias urbanas e uma gastronomia distinta, com pratos típicos como o arroz de cuxá e o guaraná Jesus, são algumas das atrações que encantam os visitantes.

Por fim, o clima tropical equatorial proporciona temperaturas elevadas durante o ano todo, alternando entre períodos chuvosos e secos, sempre acompanhados de ventos constantes.

Com isso, a combinação de seu passado histórico, cultura vibrante e identidade singular faz de São Luís um dos destinos mais autênticos e representativos do Brasil.

Por Valter Mattos da Costa

Abordar o Piso Nacional do Magistério no Brasil requer um compromisso inegociável com a honestidade política e conceitual. É fundamental entender que o piso não é um favor do Estado ou uma concessão benéfica. Trata-se do salário base dos professores, a linha de partida, e não a soma de benefícios adicionais.

Em 21 de janeiro, uma quarta-feira, o governo Lula anunciou um reajuste de 5,4% no piso salarial nacional do magistério da educação básica pública, elevando-o para R$ 5.130,63 por mês. Como a medida é provisória, o novo valor entra em vigor imediatamente, assegurando um ganho real acima da inflação para os educadores.

Ao instaurar e reajustar o Piso Nacional do Magistério, o governo federal assume um papel crucial. Ele reconhece, ao menos de forma oficial, que o trabalho dos docentes requer uma valorização mínima que deve ser garantida por lei.

No entanto, a realidade nos estados e municípios apresenta uma situação bastante distinta. Muitos deles não cumprem a obrigação de pagar o piso como salário base, e outros criam artifícios administrativos para simular o cumprimento da legislação.

Em diversas regiões do Brasil, os professores entram na carreira com salários base inferiores ao piso nacional. Com o tempo, gratificações e adicionais podem elevar a remuneração total ao valor do piso, e isso é frequentemente comunicado como um cumprimento legal.

Essa situação é enganosa. O piso não deve ser considerado um teto ou uma soma de benefícios; é, na verdade, o valor mínimo do salário base inicial para os educadores. Os demais valores que recebem são direitos adquiridos ao longo do tempo e não deveriam ser usados como disclaimer para o descumprimento da lei.

Essa manobra confunde a opinião pública, distorce a percepção social e enfraquece a luta da categoria por seus direitos. Quando se diz que “o piso é pago”, governos estaduais e municipais criam a falsa impressão de que a valorização dos professores é uma realidade concreta.

Entretanto, ao conversar com professores da rede pública, fica evidente o abismo que separa o discurso da prática. Jornadas extenuantes, múltiplas matrículas, problemas de saúde mental e salários iniciais indignos ainda são extremamente comuns.

O Piso Nacional do Magistério foi concebido como uma ferramenta de indução federativa, onde a União estabelece um patamar mínimo civilizatório que os outros níveis de governo devem seguir. Quando isso não ocorre, é cometida uma violação direta da lei.

Nesse contexto, a crítica também precisa ser direcionada ao governo federal. Não basta apenas reajustar o piso acima da inflação se não houver mecanismos efetivos para cobrança, fiscalização e apoio financeiro que garantam o pagamento real.

A União não deve limitar-se a um papel simbólico; precisa assumir uma responsabilidade política clara e garantir a execução do piso. Um piso sem garantia de cumprimento acaba virando apenas propaganda, em vez de ser uma política pública efetiva.

É comum que estados e municípios aleguem falta de recursos, mas essa justificativa não se sustenta por completo. O financiamento da educação básica no Brasil é garantido por mecanismos como o Fundeb, complementações federais e vinculações constitucionais obrigatórias, que disponibilizam recursos suficientes para pagar o piso.

De fato, existem problemas de gestão, prioridades políticas distorcidas e decisões deliberadas que afetam a implementação do piso. Quando renúncias fiscais, obras com fins eleitorais ou parcerias suspeitas são priorizadas, o pagamento dos professores torna-se uma questão secundária.

A lógica que predomina é prejudicial; o professor é encarado como um custo, e não como um investimento. Essa mentalidade explica o porquê dos salários base continuarem baixos, mesmo após a implementação do piso nacional.

Outro ponto que precisa ser esclarecido é que o piso é válido para uma carga horária de até 40 horas semanais. No entanto, muitos governos fragmentam a carga horária para minimizar os impactos financeiros, precarizando vínculos e promovendo múltiplos contratos.

Essa fragmentação prejudica não apenas a carreira, mas também a formação continuada e a relação pedagógica com os alunos. O piso, quando aplicado corretamente, deveria fortalecer as carreiras ao invés de servir como um teto informal.

Defender o piso é, na verdade, defender a escola pública. É afirmar que não existe educação de qualidade sem condições materiais dignas para quem ensina. Nenhum discurso meritocrático pode substituir um salário justo.

É urgente dizer, com clareza: governos que não pagam o piso como salário base estão violando a lei. Isso não é apenas uma opinião; é um fato político e jurídico.

É necessário deixar claro à sociedade que a valorização dos docentes não é um privilégio corporativo, mas uma política essencial para o desenvolvimento social. Nenhum país consegue melhorar seus indicadores educacionais sem valorizar seus professores.

A estratégia de inflar remunerações finais com gratificações variáveis, que são instáveis e precárias, é não apenas ilegal, mas injusta. Essa prática retira previsibilidade, enfraquece aposentadorias e deixa os professores à mercê de políticas de ocasião.

O Piso Nacional do Magistério deve ser encarado como a base da carreira, conectado a planos de cargos claros, progressões transparentes e um financiamento adequado. Fora disso, se transforma em um enfeite dentro de discursos oficiais.

Enquanto esse quadro não mudar, os reajustes frequentemente anunciados não chegarão aos professores em atividade. Além disso, a desvalorização da profissão continuará a afastar futuros educadores da educação básica.

Valorização do piso é enfrentar interesses locais, romper com práticas administrativas arcaicas e comprometer-se de verdade com a educação pública. Não há solução fácil, mas é um percurso absolutamente necessário.

A verdade sobre o piso precisa ser abordada com firmeza. É fundamental esclarecer conceitos, denunciar fraudes semânticas e exigir coerência entre a legislação, o orçamento e a prática.

Na ausência dessas ações, o Piso Nacional do Magistério continuará a existir apenas no papel, enquanto os professores continuam sobrevivendo em um ambiente de improviso. Nenhuma política educacional resiste quando aqueles que educam não conseguem viver com dignidade.

Recentemente, um vazamento de mensagens de um grupo interno do PT do Maranhão intensificou a crise dentro do partido, revelando a disputas pelo controle do Palácio dos Leões.

As críticas feitas pelo vice-governador Felipe Camarão a Frederich Marx, presidente do diretório municipal do PT em Viana, acentuam as divisões entre os grupos que apoiam o ministro Flávio Dino e o governador Carlos Brandão. Neste cenário, o presidente Lula tenta atuar como mediador, buscando uma solução que evite que essas tensões fragilizem o partido no Maranhão.

As mensagens vazadas mostram Camarão xingando Marx de “safado”, “moleque” e “vagabundo”, em um desabafo após o dirigente criticar a estratégia do PT de lançar uma candidatura própria ao governo estadual.

Após o tumulto, Camarão argumentou que estava apenas esclarecendo a situação atual do partido em um debate realizado no WhatsApp.

Enquanto isso, o governador Brandão trabalha para que seu sobrinho, Orleans Brandão, seja o seu sucessor, enquanto os apoiadores de Dino tentam consolidar a candidatura de Camarão nas eleições.

Embora o diretório estadual do PT tenha afirmado que a decisão sobre a candidatura será de Lula, há um desejo manifestado por membros da sigla em encontrar uma solução que una os grupos divididos. Durante reuniões, Brandão indicou a intenção de concorrer ao Senado, o que exigiria que ele deixasse o cargo em abril, mas não está disposto a dar atenção a Camarão, buscando fortalecer a campanha de Orleans.

Camarão tem trabalhado para viabilizar sua própria candidatura, tentando unir os grupos de esquerda e centro em seu apoio. Nesse contexto, prevalece um clima de incerteza sobre o futuro do diretório estadual do PT.

A situação do partido se complica ainda mais. A sigla enfrenta a escolha de apoiar a candidatura indicada por Brandão, endossar Camarão ou buscar uma aproximação entre os dois grupos, uma opção vista com ceticismo.

Tensões adicionais surgiram após gravações de conversas entre aliados de Dino que cobravam o cumprimento de acordos feitos nas eleições de 2024, o que também foi alvo de críticas de Lula. O presidente, em uma entrevista, pediu pela responsabilidade dos dois lados e alertou sobre os perigos de um conflito que poderia abrir caminho para adversários.

Outra possibilidade para o PT é apoiar o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, caso uma aliança nacional com o PSD pela reeleição de Lula se concretize. Contudo, esta candidatura é considerada improvável devido aos planos de Brandão.

O PT continua buscando unir os dois grupos enquanto tenta garantir sua influência na administração de Brandão. Apesar da resistência, Camarão busca manter um diálogo aberto com a presidência nacional do PT e outros partidos, afirmando que a união entre os grupos é possível, desde que Brandão mantenha o que foi acordado.

“Reiterei ao governador na semana passada o que havia sido combinado. A proposta dele era sair ao Senado e eu assumir o governo. Contudo, quando trazemos isso à mesa, Brandão afirma que a candidatura do sobrinho é irreversível”, declarou Camarão.

Para ele, o plano envolvia renunciar ao cargo de vice quando Brandão se lançasse como candidato ao Senado, permitindo que Camarão disputasse uma vaga na Câmara.

Mais uma vez, o governo de Carlos Brandão se vê no centro das atenções nacionais, destacando práticas que não refletem positivamente para o povo maranhense. Na última sexta-feira (30), a Justiça Eleitoral decidiu que dois secretários do governo do Maranhão, que estão se preparando para candidaturas ao governo estadual e à Câmara dos Deputados, devem retirar seus nomes de campanhas publicitárias relacionadas ao pré-carnaval do Estado.

Os secretários envolvidos são Orleans Brandão, que ocupa a Secretaria de Assuntos Municipalistas e conta com o apoio do tio, o governador Carlos Brandão (PSB), como seu sucessor, e Vinícius Ferro, secretário de Planejamento, casado com uma sobrinha do governador. A situação parece estar intimamente ligada à família.

Segundo informações do Estadão, o evento em questão é o Camarote Ilha, que recentemente divulgou em suas redes sociais os nomes de “Orleans Brandão” e “Vinícius Ferro”, com a frase “marcas que elevam a experiência do Camarote Ilha”.

Além de figurarem nas redes sociais, os nomes dos secretários foram exibidos em bandeiras e outdoor, enquanto a festa também anunciou shows de artistas renomados, incluindo Ivete Sangalo.

Em sua decisão, a desembargadora Maria Francisca Gualberto de Galiza, do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão, afirmou: “No mesmo camarote, como fachada principal, encontra-se instalado um extenso painel luminoso reservado à divulgação dos patrocinadores do empreendimento, dentre os quais figuram os dois secretários do governo do Estado, cuja participação no pleito vindouro é, até o momento presente, dada como certa.”

O Ministério da Educação (MEC) anunciou o novo valor do Piso Nacional do Magistério para o ano de 2026. Esta ação está alinhada com a Lei nº 11.738/2008, que prevê a atualização anual do salário-base dos profissionais da educação básica. O objetivo do reajuste é valorizar a categoria e assegurar um padrão mínimo de remuneração em todo o Brasil, devendo ser implementado por estados e municípios a partir de janeiro.

MEC oficializa Reajuste do Piso Salarial dos Professores para R$ 5,1 mil

O documento oficial estabelece que o novo piso salarial será de R$ 5.130,63. Este valor representa o vencimento inicial para os docentes da educação básica pública. O cálculo para o reajuste é baseado no crescimento do Valor Aluno Ano do Ensino Fundamental Urbano (VAAF) dentro do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Essa atualização é automática e obrigatória para todos os entes federativos.

Requisitos e Remuneração

O valor de R$ 5.130,63 se refere a uma carga horária de 40 horas semanais. Para aqueles que desempenham atividades em jornadas menores, o pagamento será proporcional ao tempo trabalhado.

Para serem elegíveis para o piso, os profissionais devem atender aos seguintes critérios:

  • Atuar na rede pública de ensino (municipal, estadual ou federal);
  • Desempenhar funções de docência ou apoiar a docência (direção, administração, planejamento, inspeção, supervisão, orientação e coordenação);
  • Possuir formação em nível médio (modalidade Normal) ou superior.

Público-Alvo e Aplicação

A atualização salarial destina-se exclusivamente aos profissionais do magistério público da educação básica que estão em efetivo exercício. Inclui tanto professores estatutários quanto temporários contratados pela administração pública direta. Embora o reajuste não seja obrigatório para a rede privada de ensino, ele poderá servir como uma referência para negociações coletivas na categoria no setor privado.

Vigência e Consulta Oficial

O novo piso salarial passará a vigorar a partir de 1º de janeiro de 2026. A responsabilidade de adequar as folhas de pagamento e os planos de carreira cabe aos gestores públicos locais (Prefeituras e Governos Estaduais). Diferente de concursos públicos, não há prazo para a inscrição com relação a esse reajuste, pois trata-se de um direito já garantido à categoria.

Para consultar a portaria na íntegra e obter mais detalhes técnicos, acesse o documento oficial no portal do governo: 👉 Acesse a Portaria Oficial do MEC

A implementação do Piso Nacional do Magistério não requer processo seletivo ou classificação. A “seleção” dos beneficiários é feita automaticamente com base na relação de emprego ativa na rede pública. Sindicatos e órgãos de controle, como os Tribunais de Contas, atuam na fiscalização para garantir que o valor de R$ 5.130,63 seja realmente pago como vencimento básico, de acordo com a interpretação do Supremo Tribunal Federal (STF).

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