Moraes, Mendonça, PF e PGR: por que todos precisam dar explicações

BRASÍLIA – O Supremo Tribunal Federal (STF) terminou a primeira semana de setembro diante de uma situação incomum: Alexandre de Moraes e André Mendonça passaram a questionar formalmente a atuação um do outro, a Polícia Federal (PF) foi chamada a explicar como produziu um relatório que atingiu integrantes da Corte e a Procuradoria-Geral da República (PGR) abriu uma apuração sobre possível interferência nesse trabalho.

No centro de todos esses movimentos está o presidente do STF, Edson Fachin, a quem caberá organizar os diferentes procedimentos e decidir quais deles podem avançar – se leva o caso ao plenário e faz com que todos os ministros julguem os próprios colegas.

Mas a crise que agora envolve algumas das principais autoridades do sistema de Justiça começou longe dali, em uma investigação sobre suspeitas de fraudes financeiras.

Para que você se oriente melhor sobre o que aconteceu nos últimos dias no Supremo, O TEMPO traz algumas perguntas e respostas do que veio e do que deve vir pela frente.

Como uma investigação sobre um banco chegou ao STF?

A origem está na Operação Compliance Zero, que investiga irregularidades envolvendo o extinto Banco Master. Durante a apuração, a PF apreendeu o celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso por provocar a maior fraude bancária da história do sistema financeiro brasileiro.

Mensagens, documentos e outros arquivos encontrados no aparelho revelaram contatos de Vorcaro com autoridades e passaram a levantar questões sobre essas relações.

A crise explodiu na terça-feira (1º/9), quando André Mendonça, relator do caso no STF, retirou o sigilo de relatórios que havia determinado à PF produzir.

Por que Moraes passou a dar explicações?

Entre os principais achados estão mensagens e registros que apontam contatos entre Vorcaro e Alexandre de Moraes.

A PF reuniu informações sobre encontros e conversas dos dois, inclusive referências a operações policiais. Também encontrou arquivos relacionados a contratos milionários firmados pelo Banco Master com o escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro, e registros de edição de documentos atribuídos a usuário identificado como “Ministro Alexandre de Moraes”.

Mendonça considerou que os elementos deveriam ser avaliados institucionalmente e defendeu levar a questão ao plenário. Alexandre de Moraes nega irregularidades e o escritório de sua mulher sustenta que os contratos e serviços prestados foram dentro da lei.

Como Mendonça também entrou no centro do problema?

A reação de Moraes mudou a direção da crise. Em vez de responder aos fatos revelados pelos relatórios, o ministro passou a questionar a maneira como Mendonça conduziu investigações relacionadas aos casos Master e INSS.

Sem dar nenhuma explicação até a publicação desta reportagem, Moraes levou a Fachin informações da PF e pediu providências contra André Mendonça.

O movimento criou uma situação excepcional dentro do Supremo: enquanto Mendonça levou à Corte elementos que podem atingir Moraes, Moraes passou a apontar possíveis irregularidades na atuação do próprio relator que determinou a produção desses documentos.

Mendonça também precisou esclarecer um encontro que manteve com Vorcaro, em março de 2025. Segundo o ministro, ele apenas ouviu o banqueiro durante a reunião.

Por que a PF agora precisa explicar o próprio relatório?

A disputa ganhou uma nova camada. Já não se discute somente o que a PF encontrou, mas também como o material foi produzido.

A PGR informou a Fachin no final da noite de sexta-feira (4/9) que abriu um Procedimento de Controle Externo da Atividade Policial para apurar as circunstâncias da elaboração do relatório. Entre os pontos que deverão ser esclarecidos está a eventual existência de ordem ou interferência externa capaz de comprometer seu conteúdo.

A Procuradoria também afirma que não foi previamente comunicada sobre a determinação de Mendonça para a realização das diligências e sustenta que ficou impedida de exercer o controle externo da atividade policial.

E por que a própria PGR está sob questionamento?

Porque Paulo Gonet não aparece na história apenas como procurador-geral responsável por analisar os procedimentos. Seu nome também foi mencionado em mensagens encontradas no celular de Vorcaro.

Em uma delas, atribuída ao ex-banqueiro, aparece a afirmação de que ele precisava da “proteção de Andrei e de Paulo”, referências que a investigação associa a Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, e Gonet.

As citações não comprovam que ambos tenham atendido a qualquer pedido de Vorcaro, mas fizeram com que as revelações alcançassem também as cúpulas da PGR e da Polícia Federal.

Por que Fachin assumiu o controle?

Porque os questionamentos passaram a se cruzar. Há elementos envolvendo Moraes, contestações sobre a atuação de Mendonça, dúvidas sobre a elaboração do relatório da PF e referências ao próprio procurador-geral da República. Fachin passou, então, a centralizar a resposta institucional do Supremo.

O presidente da Corte pediu esclarecimentos aos envolvidos e retirou do inquérito das fake news, relatado por Moraes, o pedido apresentado pelo ministro contra Mendonça. A questão passou a tramitar separadamente, antes de uma decisão sobre seu prosseguimento.

Fachin afirmou que não haverá “precipitação” nem “omissão” na análise dos fatos e aproveitou a crise para reforçar três propostas de sua gestão: a criação de um código de ética para ministros, o encerramento do inquérito das fake news e a modernização do sistema de Justiça.

O que está em jogo agora?

Nenhum dos procedimentos abertos significa, por si só, que tenha sido comprovada irregularidade de Moraes, Mendonça, Gonet ou Andrei Rodrigues.

A questão imediata é definir quais fatos merecem investigação, quem terá competência para conduzi-la e quais informações podem ser consideradas válidas.

É justamente aí que está a dimensão incomum do episódio. Uma investigação iniciada para esclarecer suspeitas financeiras envolvendo um banco terminou colocando sob questionamento, ao mesmo tempo, autoridades das instituições responsáveis por investigar, acusar e julgar.

Fachin terá agora de definir o caminho institucional para que essas dúvidas sejam examinadas sem que ministros envolvidos nos próprios questionamentos assumam o controle sobre o destino deles.

A dupla da ingratidão: Luís Fernando e Tiago Fernandes sabotam Orleans Brandão enquanto tentam ressuscitar um projeto político fracassado para 2028.



Principalmente nas redes sociais de Luís Fernando, onde a ausência da imagem de Carlos Brandão, Orleans Brandão e das ações do Governo do Estado em Ribamar é gritante. Nos palanques, a distância também chama atenção.



Neste domingo, Orleans fez uma mega carreata em São José de Ribamar, encerrada em Panaquatira, justamente onde Luís Fernando possui uma grande mansão à beira mar. E os dois? Não apareceram. Segundo informações de bastidores, estavam em reuniões fechadas.



A impressão entre aliados é de que Luís Fernando e Tiago já abandonaram o foco de 2026 para mirar 2028, tentando usar a estrutura política do Governo do Estado como escada para um projeto próprio.



E para piorar ainda mais a situação, ambos se alinharam descaradamente dando palanque ao cabo eleitoral placebo do adversário político do Palácio dos Leões e candidato a governo Eduardo Braide em Ribamar que é o vice Natércio Santos, figura descredibilizada e apagada da política local.



Só existe um problema: o projeto não decola.

Tiago, cria política de Luís Fernando, não consegue virar na opinião pública nem apresentar força suficiente nas pesquisas. Luís Fernando, por sua vez, tenta ressuscitar uma liderança que já não possui a mesma força eleitoral.

E agora querem que os grupos que se uniram em torno de Orleans carreguem essa conta?



Grupos que antes eram adversários hoje estão juntos pelo mesmo projeto. Ninguém deveria ser obrigado a carregar nas costas, politicastros pusilânimes fisiológicos, enquanto os próprios interessados parecem mais preocupados com 2028 do que com o projeto de 2026.

No fim, fica a pergunta que circula baixinho nos bastidores:

Júlio Mendonça lança candidatura à reeleição com grande ato em Viana

Uma grande mobilização marcou o lançamento da candidatura à reeleição do deputado estadual Júlio Mendonça, em Viana. A Prime Deluxe ficou lotada por apoiadores do município e de várias cidades da Baixada Maranhense, em uma demonstração da força política e da presença regional construída pelo parlamentar.

Vianense, nascido no povoado Progresso, Júlio tem raízes profundas no município, onde vivem seus pais e onde mantém forte ligação familiar e política. Ao longo do mandato, essa relação também se traduziu em ações concretas para Viana e para a Baixada.

Entre as principais bandeiras estão a luta constante pela MA-014, a defesa da estrada que liga Viana a Pedro do Rosário, os investimentos na saúde, com destinação de emendas para equipamentos do Hospital Regional de Viana, o apoio à realização de cirurgias eletivas, a luta pela hemodiálise no município e por melhorias no abastecimento e tratamento de água.

O ato contou ainda com a presença do prefeito Carrinho Cidreira, amigo e aliado político de Júlio Mendonça. Também participaram o candidato a deputado federal Aldir e o candidato ao Senado Fufuca, que, ao lado de Júlio, integram o grupo político liderado pelo prefeito em Viana.

A grande presença popular mostrou que o trabalho realizado ao longo do mandato encontrou reconhecimento justamente onde a trajetória de Júlio começou. Mais do que um lançamento de candidatura, o encontro se tornou uma demonstração de apoio a um filho da terra que fez da defesa de Viana e da Baixada uma das marcas de sua atuação parlamentar.

Casa cheia e muita emoção: “Amigos de Zé Antônio” reúnem multidão no Moropoia em apoio aos candidatos Júlio Filho e Cleber Verde.

A noite de 4 de setembro entrou para a história política de São José de Ribamar como um verdadeiro espetáculo de união e esperança. No bairro do Moropoia, o espaço Q’Uintal de Casa Eventos ficou pequeno diante do grande mar de pessoas que fez questão de marcar presença. 



Organizado pelo grupo Amigos de Zé Antônio, o encontro transbordou energia positiva, carinho e um entusiasmo contagiante do começo ao fim.


​O calor humano que tomou conta do ambiente podia ser sentido a cada abraço, a cada gesto de apoio e, sobretudo, no brilho de emoção estampado no olhar de cada morador presente. Era visível o sentimento de confiança e a certeza de que a cidade vive um momento decisivo.



O ato reuniu uma representatividade marcante de todas as regiões do município: lideranças comunitárias de Panaquatira, representantes ativos da área da Piçarreira, lideranças de referência da Sede, do Turiúba, das Vilas e de diversos outros bairros e povoados, todos unidos por um só propósito.



Um dos momentos mais marcantes da noite foi o acolhimento a Júlio Filho (22122), candidato a Deputado Estadual. Como filho da terra e genuinamente ribamarense, Júlio Filho sentiu de perto o carinho e o orgulho do seu povo. 



A comunidade fez questão de demonstrar o claro entendimento de que ele representa a voz autêntica da cidade, um nome preparado, com visão, sensibilidade e total capacidade para assumir uma cadeira na Assembleia Legislativa do Maranhão e defender com garra os direitos e o futuro de sua gente.



A força desse projeto se consolida ainda mais com a parceria decisiva do Deputado e candidato a Federal Cleber Verde (1510). No evento, foi amplamente reconhecido e ovacionado pelo trabalho transformador e a parceria do parlamentar pela cidade, com destaque para a viabilização de emendas fundamentais que garantiram obras de grande porte a nível de Governo do Estado, como a pavimentação e estruturação da Estrada de Nossa Senhora da Vitória e da Estrada da Ponta Verde, intervenções históricas que mudaram a mobilidade urbana e a qualidade de vida da população ribamarense.



​Ao som do lema“Juntos por nossa cidade, juntos pela vitória!”, o encontro encerrou-se em clima de festa, esperança e união, consolidando-se como um marco de mobilização popular e demonstrando a força imbatível do povo ribamarense.

Obra de reconstrução da ponte do Estreito dos Mosquitos terá início no dia 10

Ponte do Estreito dos Mosquitos, na BR-135.
Ponte do Estreito dos Mosquitos, na BR-135.
(Foto: Reprodução/@drone_views_slz)

SÃO LUÍS – O Ministério dos Transportes e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) iniciam, na próxima quinta-feira (10), a reconstrução do lado esquerdo da Ponte do Estreito dos Mosquitos, na BR-135, principal acesso rodoviário entre São Luís e o continente. A intervenção ocorre após inspeções identificarem problemas estruturais na ponte.

O contrato para a obra tem valor de R$ 176,7 milhões. A ordem de serviço foi emitida na terça-feira (1º) e publicada no Diário Oficial da União (DOU). A previsão é que os trabalhos sejam concluídos em 2027, ainda sem uma data definida para a entrega.

Inspeções realizadas na Ponte do Estreito dos Mosquitos identificaram deslocamento de blocos de concreto, corrosão de componentes metálicos, fissuras, exposição e oxidação das armaduras, além da perda de rigidez da estrutura.

Segundo o DNIT, os problemas encontrados exigem a demolição da estrutura antiga e a construção de uma nova ponte. O trabalho será feito de forma gradual e controlada ao longo dos próximos meses para não afetar o lado da travessia que continua em funcionamento.

O lado direito da ponte permanece aberto ao tráfego. De acordo com o órgão, foram realizados serviços de recuperação das juntas de dilatação e outras melhorias para garantir as condições de circulação.

O DNIT informou ainda que a estrutura atualmente em operação não apresenta anormalidades e é monitorada 24 horas por dia. Não está prevista a implantação do sistema de Pare e Siga durante a execução das obras.

Ponte do Estreito dos Mosquitos terá restrição para caminhões

Durante o feriado da Independência do Brasil, haverá restrições à circulação de veículos pesados na travessia.

O DNIT informou que publicará, nesta quinta-feira (3), uma portaria com as regras para caminhões de grande porte. A medida será testada durante o feriado de 7 de setembro e poderá ser mantida posteriormente, dependendo dos resultados. A fiscalização terá apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

A restrição atingirá veículos ou combinações de veículos que apresentem pelo menos uma das seguintes características:

  • largura superior a 2,60 metros;
  • altura acima de 4,40 metros;
  • comprimento superior a 19,80 metros;
  • Peso Bruto Total Combinado (PBTC) acima de 58,5 toneladas.

A regra também será aplicada aos veículos que possuem Autorização Especial de Trânsito (AET).

Como será a nova Ponte do Estreito dos Mosquitos

O projeto e a execução da nova Ponte do Estreito dos Mosquitos ficarão sob responsabilidade do Consórcio Ponte Estreito Maranhão, formado pelas empresas Construtora A. Gaspar S/A e Arteleste Construções Ltda.

A contratação foi realizada de forma integrada pelo Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC). O contrato inclui estudos, elaboração dos projetos, demolição da estrutura antiga e construção da nova ponte.

A Ponte Marcelino Machado, sobre o Estreito dos Mosquitos, é formada por duas estruturas paralelas na BR-135. A ponte no sentido de entrada de São Luís tem 459 metros de extensão, enquanto a estrutura usada para a saída da capital possui 465 metros.

A estrutura que será demolida é a utilizada no sentido de entrada de São Luís, construída em 1960. A ponte no sentido de saída da capital foi erguida posteriormente, durante a ampliação do acesso rodoviário à ilha.

A ponte original foi projetada para suportar veículos de até 24 toneladas, conforme os padrões adotados na época de sua construção. Atualmente, as normas para novas pontes consideram veículos de até 45 toneladas.

Segundo o DNIT, a diferença mostra que a estrutura passou por décadas de operação diante do aumento do peso dos veículos utilizados atualmente no transporte rodoviário.

A região dos estreitos dos Mosquitos e dos Coqueiros é estratégica para São Luís. A BR-135 é o principal acesso rodoviário à capital e também conecta a ilha ao complexo portuário.

Receba também as principais notícias do Maranhão, do Brasil e do mundo diretamente no seu e-mail.
Cadastre-se gratuitamente no Imirante.com e ative a opção “Receber conteúdos por
e-mail” para acompanhar a Newsletter do Imirante.

A MANOBRA DOS LEÕES: GOVERNO REAJE, SANGRA TIAGO FERNANDES E REFORÇA J. PINTO EM RIBAMAR!

O isolamento político de Tiago Fernandes e do seu padrinho, Luís Fernando, em São José de Ribamar atingiu o ponto de não retorno. O Palácio dos Leões puxou o freio de mão, e a resposta do Governo do Estado veio de forma cirúrgica: sangrou a pré-candidatura do ex-secretário para ensinar uma lição elementar sobre lealdade.

​A saída estratégica da ex-vereadora Luciana Lauande foi o estopim da crise. Luciana não apenas rompeu por orientação da base governista, mas deixou explícito o seu descontentamento com a postura dúbia da dupla. 

Ela se recusou a dividir o mesmo palanque com o vice-prefeito de Ribamar, aliado de primeira hora de Eduardo Braide e seu desafeto histórico. Ver um pré-candidato do governo abraçado com a oposição de Braide foi a gota d’água.

​O Palácio dos Leões não assistiu à cena de braços cruzados: remanejou as peças e redirecionou o apoio de Luciana Lauande diretamente para J. Pinto, ex-secretário de Estado, aliado leal do governador Carlos Brandão e nome de peso com densidade eleitoral real na cidade. 

O recado foi dado nas urnas e no grupo.

Com o grupo agora reduzido, sem musculatura e sendo atropelado até por Maedja nas pesquisas internas em Ribamar, comendo poeira de nomes como J. Pinto, Carlos Lula e Detinha, a candidatura de Tiago a deputado estadual virou um natimorto. 
Mas, em vez de calçar as sandálias da humildade, Tiago resolveu reagir da pior forma: dobrando a aposta contra quem lhe deu espaço.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Tiago tenta disfarçar o rombo apelando para um discurso que beira o cinismo. Ao confirmar o fim da parceria com Luciana Lauande, ele faz questão de dizer que “manterá sua posição ativa” e continuará peitando a orientação do grupo governista, tentando implodir o palanque de Orleans Brandão na cidade.

​A atitude escancara o diagnóstico: Tiago Fernandes e Luís Fernando ligaram o modo kamikaze. Vendo a pré-candidatura a estadual derreter diante da onda esmagadora contrária, a dupla aloprada decidiu rifar o processo de 2026 para antecipar o delírio de disputar a Prefeitura de Ribamar em 2028.

A conta no entanto parece até piada. 

Como alguém que vem tendo dificuldades de articular uma candidatura sólida a deputado, o termômetro básico da política, sonha em comandar o município daqui a dois anos?

​A postura insolente expõe a fragilidade de quem perdeu bases estaduais, abrigou a oposição no próprio palanque e agora tenta transformar desespero, ingratidão e insolência em discurso de coragem. 

Do Centro Histórico de São Luís para o mundo: jogo maranhense vence prêmio internacional na Alemanha

Uma história que começou em São Luís atravessou o Atlântico e chegou a uma das maiores vitrines mundiais da indústria de games. Nesta semana, o Maranhão ganhou projeção internacional na Gamescom, em Colônia, na Alemanha, com a conquista do primeiro lugar no Prêmio Brasil Tá Pra Game pelo Lunar Axe, jogo desenvolvido pela OPS Game Studio, de São Luís.

Jovens empreendedores maranhenses se destacam em evento de games na Alemanha e mostram força do ecossistema estadual. (Divulgação)

Inédito para o estúdio maranhense, que tem o Sebrae entre os parceiro de sua trajetória, o resultado representa mais do que uma premiação – é a confirmação de que, por trás de um mercado ainda em construção, existe no estado uma comunidade de desenvolvedores, estúdios e profissionais criativos capazes de produzir jogos com identidade própria, qualidade técnica e potencial para alcançar públicos dentro e fora do Brasil.

Realizado pela Embratur em parceria com a Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Games (Abragames), o Brasil Tá Pra Game reconhece jogos que utilizam elementos da cultura, da história e dos destinos brasileiros para promover o país internacionalmente. O Lunar Axe levou para a competição uma aventura ambientada no centro histórico de São Luís, transformando paisagens e referências da capital maranhense em elementos da narrativa do jogo. O jogo da OPS conquistou o primeiro lugar entre os projetos selecionados e recebeu R$ 70 mil em premiação.

Para Kassio Sousa, um dos fundadores da OPS e presidente da Associação Maranhense de Desenvolvedores de Jogos (AMAGAMES), estar em Colônia tem um significado que vai além da trajetória do próprio estúdio. “É a primeira vez que um estúdio do Maranhão está presente na Gamescom e essa participação tem um simbolismo especial se pensarmos que, em 2018 quando surgiu a OPS Studio, em que o ecossistema de games estadual começava a ganhar força e destaque”, analisa ele.

A participação também abriu espaço para rodadas de negócios e para a apresentação da produção maranhense diante de um mercado internacional bastante promissor. O Lunar Axe foi exibido no estande brasileiro durante o evento, colocando São Luís no mapa de uma indústria que movimenta oportunidades para desenvolvedores, artistas, programadores, designers, roteiristas e uma série de outros profissionais.

Ecossistema ganha corpo e se fortalece 

A trajetória da OPS ajuda a entender como esse movimento começou a ganhar corpo no Maranhão. Fundado em março de 2018 por Artur Pinheiro, José Nunes, o Nuninho, e Kassio Sousa, o estúdio nasceu com a proposta de desenvolver jogos para empresas e, ao mesmo tempo, criar projetos autorais conectados à cultura e às raízes locais. Naquele momento, uma pergunta começava a circular entre os próprios desenvolvedores: havia, de fato, um ecossistema de games no Maranhão?

Kássio Sousa recebe o “Prêmio Brasil Tá Pra Game” durante a Gamescon Colônia, na Alemanha. (Divulgação)

Hoje, os números ajudam a responder que sim. Um mapeamento do ecossistema de desenvolvimento de jogos do Maranhão realizado pela AMAGAMES em 2024 identificou 14 estúdios e 12 desenvolvedores individuais no estado. O levantamento também registra 20 lançamentos de jogos no ano, 55 contratos realizados, participação em eventos e festivais, além de indicações e premiações conquistadas por profissionais e empresas maranhenses e o melhor faturamento e reconhecimento crescentes.
O levantamento ainda revela uma cadeia criativa que vem se organizando e criando oportunidades. Parte dos desenvolvedores já trabalhava, em 2024, em novos projetos para os anos seguintes, enquanto os estúdios ampliavam sua participação em eventos, editais, festivais e iniciativas de mercado.

Para Kassio, o próximo passo é fazer com que esse ambiente continue crescendo e seja capaz de incorporar novos talentos. “Vejo que o maior desafio no momento é ter mais oportunidades para os jovens e estúdios iniciantes desenvolverem seus projetos. Por isso, julgo o apoio de instituições como o Sebrae importantíssimo”, afirma.

Oportunidades para jovens talentos

Estima-se que o mercado brasileiro de jogos eletrônicos movimenta mais de US$138 milhões por ano no mercado externo, o que corresponde a 55% do faturamento da indústria nacional.

Caracterizada como uma cadeia de negócios diversificada, a indústria de games é formada por muito mais do que programadores. Um jogo reúne profissionais de tecnologia, arte, design, animação, áudio, roteiro, produção, marketing e negócios. Isso faz do setor uma frente estratégica para a economia criativa e, especialmente, para jovens que encontram nos jogos uma possibilidade de transformar conhecimento e criatividade em profissão.

É nesse ambiente que a atuação da AMAGAMES tem contribuído para aproximar pessoas, estimular a formação e dar visibilidade à produção local. Criada em 2013, a associação promove eventos, palestras, oficinas, game jams, encontros de desenvolvedores e ações de fortalecimento da comunidade maranhense.

O mapeamento de 2024 mostra ainda uma comunidade marcada pela diversidade e pela participação de diferentes perfis entre sócios e colaboradores. A OPS é um exemplo de como esse ambiente pode transformar uma ideia em negócio. Ao longo de sua trajetória, o estúdio desenvolveu jogos autorais, advergames, jogos educacionais e projetos de gamificação e experiências imersivas. Entre seus trabalhos estão Lunar Axe, Final Forge e Vem Guarnicê.

Sebrae como parceiro dessa trajetória – A construção dessa história também passa pelo apoio ao desenvolvimento de negócios e à profissionalização do setor.

Segundo Kassio Sousa, a aproximação com o Sebrae começou ainda no período de consolidação das ações voltadas à Economia Criativa e se estendeu por diferentes iniciativas ao longo dos anos, como os programas Startup Nordeste e Inova Biomas, além de ações de capacitação, especialização em áreas como gestão financeira e negócios e de missões técnicas apoiadas pela instituição.

O apoio também chegou diretamente aos projetos. Desert Mirage, novo jogo da OPS, teve desenvolvimento impulsionado por edital de Economia Criativa do Sebrae, operacionalizado com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Maranhão – Fapema.

Axe Lunar atrai a atenção de jovens e visitantes da Gamescom, no estande da Embratur (Divulgação)

O projeto agora começa uma nova etapa. Durante a Gamescom, a OPS apresentou a página do jogo na Steam e levou o novo título para uma vitrine internacional. O game é uma aventura de mistério em terceira pessoa, com narrativa baseada em escolhas, ambientada em um universo de dunas e lagoas.

A história mostra, na prática, como uma política de estímulo à economia criativa pode atuar em diferentes momentos da jornada de uma empresa: da capacitação e estruturação do negócio ao desenvolvimento de produtos e à busca por novos mercados.

“Temos tido um crescimento consistente do ecossistema maranhense de games, do qual o Sebrae se orgulha de ser parceiro. O mais importante nesse processo, além da abertura de oportunidades, é a inserção desse ecossistema no mercado nacional e essa abertura de portas fora do Brasil. Quanto mais esse crescimento se consolidar, maiores serão as oportunidades geradas. O desafio neste momento é criar condições para a consolidação desse ecossistema, diversificação e a promoção das alternativas de investimentos”, analisa Danielle Abreu, gestora de projetos de Economia Criativa do Sebrae no Maranhão.

Talento e criatividade nascidos no Maranhão

O feito da OPS na Alemanha também ajuda a mudar uma velha lógica: a de que grandes oportunidades para a indústria criativa precisam necessariamente nascer nos grandes centros.

A distância dos principais polos, porém, ainda aparece entre os desafios apontados pelo setor. Para Kassio, o acesso a investimentos é hoje um dos principais obstáculos para que estúdios maranhenses possam acelerar seu crescimento.

Jogo criado pela OPS Studio traz aventura ambientada no Centro Histórico de São Luís. (Divulgação)

“Já temos projetos de qualidade e muita expertise, mas ainda temos pouco acesso a recursos por conta da distância dos grandes centros e locais de acesso a recursos”, avalia.

A resposta, portanto, passa pela criação de pontes entre desenvolvedores e investidores, entre empresas e instituições, entre formação e mercado, entre o talento que existe no estado e as oportunidades que estão fora dele.

Foi justamente uma dessas pontes que levou a OPS até a Alemanha. Em Colônia, o nome do Maranhão apareceu associado a uma produção que transforma a própria cidade em narrativa, cenário e experiência. O Lunar Axe mostra que a identidade local não é uma barreira para alcançar o mercado global. Ao contrário: pode ser justamente o diferencial.

Da pergunta feita em 2018 sobre se “há um ecossistema de games no Maranhão?”, a resposta chegou agora da Alemanha. Sim! “Ele existe, cresce de forma consistente e já começa a jogar em escala mundial”, conclui Kássio Sousa.

DE ALIADO A TRAIDOR: TIAGO FERNANDES VIRA AS COSTAS PARA BRANDÃO, ABANDONA A BASE GOVERNISTA E SE ENTREGA À OPOSIÇÃO DE BRAIDE EM RIBAMAR.

Se você se perguntava qual o motivo de tanta sede, desespero e ingratidão, a conta finalmente fechou. Não é apenas fraqueza política ou falta de caráter; é a pura e simples loucura do desespero antecipado.

Tiago Fernandes não passa de um boneco ventríloquo manipulado por Luís Fernando. Sem voz própria, sem expressão e amargando um humilhante 8º lugar nas pesquisas internas em São José de Ribamar, ficando para trás de nomes como J. Pinto, Carlos Lula, Neto Evangelista e Detinha, Tiago percebeu que sua pré-candidatura a deputado estadual é um natimorto. Um político totalmente apagado, incapaz de atrair votos, lideranças ou apoios reais. A “força” do ex-secretário se resume a meia dúzia de gatos pingados em reuniões fechadas, controladas e recheadas de gente pendurada em cargos do Governo que ele tanto desrespeita, falas sensacionalistas e cortes patéticos para as redes sociais.






Júlio Filho vem nadando de braçada, consolidado como a verdadeira e esmagadora força eleitoral de Ribamar ao lado do projeto de Orleans Brandão e do governador Carlos Brandão. 

Vendo a onda de Júlio Filho atropelar sua insignificância, Tiago tenta desesperadamente polarizar a disputa para ver se ganha 15 minutos de holofote.



Mas a ganância dessa dupla de famigerados vai ainda mais longe.



É isso mesmo. Luís Fernando, aquele que em um passado não tão distante, abandonou por duas vezes São José de Ribamar, e sonhando em recuperar a prefeitura pelas mãos de seu fantoche, decidiu rifar a lealdade ao governador, cuspir no prato que comeu e rifar o projeto do Estado em nome de uma obsessão doentia pelo poder local daqui a 2 anos. É a política da pequenez, feita por gente desequilibrada e aloprada que prefere incendiar a própria casa a aceitar que acabou.

Nova regra do Pix começa a valer nesta terça-feira (01/09)

Uma nova regra de segurança do Pix começa a valer nesta terça-feira (1º). O Banco Central (BC) amplia de 30 para até 80 dias o prazo para contestação em casos de alegação de acionamento indevido ou improcedente do Mecanismo Especial de Devolução (MED).

A mudança busca aumentar a proteção de estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços contra fraudes envolvendo o sistema de pagamentos instantâneos.

Com a nova regra, comerciantes e prestadores de serviço terão mais tempo para apresentar documentos que comprovem a realização da transação, como notas fiscais, comprovantes de entrega e outros registros.

Mudança busca combater fraudes no Pix

O MED é uma ferramenta utilizada para facilitar a devolução de valores em situações de fraude, golpe ou falha operacional. A atualização do prazo permite que o recebedor conteste uma solicitação considerada indevida.

A medida não significa que o pagamento será cancelado automaticamente. Cada caso continua sujeito à análise das instituições financeiras envolvidas, conforme os procedimentos estabelecidos pelo Banco Central.

Outras mudanças têm datas diferentes

Além da ampliação do prazo de contestação, outras medidas relacionadas à segurança e ao funcionamento do Pix têm previsão de entrada em vigor nos próximos meses.

  • Rastreabilidade de recursos: a exigência de mecanismos para acompanhar o fluxo de valores que passam por diferentes instituições financeiras entra em vigor em 26 de outubro. A medida busca dificultar estratégias utilizadas por fraudadores para distribuir recursos entre várias contas.
  • Pix por aproximação: a partir de 1º de outubro, será retirado o limite fixo de R$ 500 por operação nessa modalidade. Com a mudança, as transações por aproximação passam a seguir os limites diários aplicáveis ao Pix tradicional.
  • Trava cautelar noturna: o modelo de retenção temporária de valores considerados de alto risco durante o período das 20h às 6h permanece sujeito às diretrizes do Banco Central.

Limites para celulares não cadastrados continuam

Também seguem em vigor as restrições para transações realizadas por dispositivos não cadastrados. Nesses casos, o limite permanece em R$ 200 por operação e R$ 1 mil por dia.

As medidas fazem parte das iniciativas do Banco Central para ampliar a segurança do Pix e dificultar a atuação de fraudadores no sistema de pagamentos instantâneos.

Governo inaugura unidade do IEMA no município de Vitória do Mearim, na Baixada Maranhense

A expansão do ensino técnico em tempo integral é um dos compromissos da gestão estadual e faz parte dos investimentos em educação

O Governo do Maranhão inaugura nesta segunda-feira (31), às 14h, uma nova unidade plena do Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA) que atenderá os estudantes do município de Vitória do Mearim. O IEMA é focado na educação profissional, científica e tecnológica garantindo condições e oportunidade para o desenvolvimento dos estudantes e considerando as necessidades locais.

A solenidade contará com a presença do governador Carlos Brandão e de parte do secretariado estadual. A expansão do ensino técnico em tempo integral é um dos compromissos da gestão estadual e faz parte dos investimentos em educação que tem possibilitado a revitalização de toda a rede estadual de ensino.

Durante a agenda em Vitória do Mearim também será inaugurada a Quadra Poliesportiva Raimundo Oliveira “Penteado”, assegurando a prática de atividade física para os estudantes.

SERVIÇO

O quê: Governo inaugura unidade do IEMA no município de Vitória do Mearim.

Compartilhe:

Curtir isso:

Curtir Carregando...

Não encontrou o que procura? Nós facilitamos para você. Digite o termo que deseja encontrar e clique na lupa. 🔍