Professores brasileiros doentes e ninguém quer curá-los

Dias atrás, num artigo que intitulei “Cuidado com escolas ‘spa emocional’ que não ensinam”, a Professora Mônica escreveu este desabafo nos comentários do Instagram: “Uma hora o professor é doutrinador, noutra deve restringir-se a ensinar as disciplinas, noutro momento deve acolher, noutra hora não pode frustrar os educandos. Escola virou o pior lugar do mundo. Todas as mazelas sociais desaguam nesse ambiente. Ali manda o juiz, o médico, a psicóloga, a secretária de educação, o governo, os institutos neoliberais, os donos de editoras. O robotizado professor cumpre metas e fica doente. Fim.”

Conheço bem a realidade da minha colega, pois já vivi exatamente o que ela relata.

O retrato do CAOS

Em 2023, mais de 150 mil professores da rede pública foram afastados das salas de aula por transtornos mentais, segundo levantamento da CNTE com base em dados do INSS.¹ 84% dos docentes relatam exaustão emocional, de acordo com pesquisa do Instituto Península realizada com 6.775 professores de escolas públicas de todo o país.² A Unifesp identificou síndrome de burnout em 1/3 dos professores da educação básica avaliados clinicamente.³


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