Piso dos professores pode ter reajuste acima de 6% em 2026; entenda fórmula discutida pelo MEC

O piso nacional dos professores da educação básica está em vias de um reajuste que pode ultrapassar os 6% em 2026, conforme as avaliações técnicas que estão sendo debatidas no Ministério da Educação.

O governo federal está previsto para anunciar oficialmente o novo percentual e a fórmula de cálculo até a próxima quinta-feira, dia 15 de janeiro. Esta sinalização surge em um contexto de negociações internas, pressão vinda do Congresso Nacional e demandas de organizações que representam os professores em todo o país.

O ministro da Educação já confirmou que o novo percentual será divulgado dentro do prazo estipulado. Porém, até o momento, o governo não revelou o percentual final nem detalhou a fórmula definitiva de cálculo. O Ministério da Educação, por sua vez, indicou que pretende alterar o modelo existente, pelo menos para o próximo ciclo, em resposta a críticas de que a regra atual pode levar a aumentos considerados baixos em comparação à inflação.

Compreendendo o Piso dos Professores

O piso nacional do magistério serve como referência obrigatória para estados e municípios em todo o Brasil. O valor determinado tem um impacto direto nos salários pagos nas redes públicas de ensino e influencia as negociações salariais, o planejamento orçamentário e as decisões administrativas ao longo do ano. Desta forma, qualquer modificação na fórmula resulta em forte repercussão entre gestores, sindicatos e profissionais da educação.

Em discussões internas, o Ministério da Educação está considerando a adoção de um critério híbrido para o reajuste. Esse modelo incorporaria a inflação anual junto com uma parte do crescimento real das receitas do Fundeb nos últimos anos. Especialistas e representantes de entidades acreditam que tal abordagem pode proporcionar maior estabilidade nos reajustes e evitar variações drásticas de um ano para o outro. Com base em projeções atuais, essa nova fórmula poderia significar um aumento superior a 6% em 2026, embora o governo ainda não tenha confirmado oficialmente esses números.

Esse debate ganhou força após mobilizações políticas no Congresso Nacional. Membros da Frente Parlamentar Mista de Educação solicitaram que o MEC implementasse providências para assegurar que o reajuste não ficasse abaixo da inflação. Parlamentares destacam que a valorização dos professores tem que ser uma prioridade nas políticas públicas e alertam que aumentos inadequados podem diminuir a atratividade da carreira docente e comprometer a permanência de profissionais qualificados nas salas de aula.

Debate e Negociações em Andamento

No decorrer das discussões, o Ministério da Educação ouviu representantes de trabalhadores da educação e gestores públicos de estados e municípios. As reuniões discutiram alternativas ao modelo atual, procurando equilibrar a valorização profissional com a responsabilidade fiscal. O governo federal reconhece que este assunto exige um balanço delicado, visto que o piso impacta diretamente os orçamentos estaduais e municipais, enquanto também representa um direito fundamental da categoria.

Entidades nacionais estão monitorando as negociações de perto. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação defende que o reajuste leve em consideração a inflação acumulada juntamente com uma parte do crescimento real das receitas do Fundeb. Para essa instituição, essa fórmula ajudaria a manter o poder de compra dos salários e garantir a valorização contínua dos professores. Adicionalmente, representantes do CPERS pedem uma fórmula que ofereça previsibilidade e respeito aos direitos da categoria, evitando depender unicamente de variações pontuais na arrecadação.

O Ministério da Educação acredita que as mudanças no cálculo podem corrigir distorções que se acumularam ao longo dos anos. A sinalização de uma revisão do modelo visa responder às críticas frequentes ao sistema atual, que, em determinadas circunstâncias econômicas, resulta em reajustes considerados insuficientes. O governo entende que garantir previsibilidade no piso pode contribuir para a redução de conflitos no início de cada ano e facilitar o planejamento das redes públicas de ensino.

Enquanto a divulgação oficial não acontece, estados e municípios mantêm um olhar atento sobre a discussão. O piso nacional serve como guia para as negociações locais e influencia diretamente na elaboração dos orçamentos. As secretarias de Educação esperam pela definição para ajustar suas previsões financeiras, avaliar os impactos na folha de pagamento e iniciar diálogos com os sindicatos regionais.


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Respostas de 5

  1. Muito bla,bla,bla, ele já deveria ter mudado essa realidade abusiva contra os professores e professores aposentados, ninguém faz nada. Porque a EDUCAÇÃO, não interessa p politiqueiro nenhum.

  2. Até agora só vi falsas promessas desse governo safado e bandido.
    O Mec usou uma falsa publicação para iludir os já sofredores docentes desse país!!!

  3. Nos últimos 5 anos, se considerar, 2021 a 2025,o FUNDEB Nacional, teve um crescimento bem acima da inflação.
    2021 cresceu 24%
    2022 cresceu 10,7%
    2023 cresceu 2,6% pouco
    2024 cresceu 13,3%
    2025 cresceu 7,5%
    Poderia somar os 5 anos de crescimento e dividir por 5, o valor achado poderia ser o reajuste do Piso de 2026, fiz a conta da 11,62% um valor justo.
    De 2021 até 2025, estados e municípios, receberam a cada ano um valor maior de FUNDEB, com o REPASSE do MEC.
    ERA 10% em 2020
    Passou para 13% em 2021
    Nesse 2025, repasse de 21%, em números da: 282.500.000.000,00 Bilhões +++ 21% ou 59.300.000.000,00 do MEC/Governo Federal.
    Não esqueçamos o FUNDEB e uma das verbas da educação para pagar professor e gastos escolares.
    Tem a Verba do MDE que e, de 25% da Receita Líquida de impostos a serem investidos na educação geral, salários, despesas escolares etc.
    Conclusao de tudo que informei,
    TEM MUITO DINHEIRO PARA A EDUCACAO, para estados e municípios valorizarem mais os Professores.

  4. É de suma importância para nós professores este artigo.
    Parabéns por interessar em publicar este artigo de suma importância, visando a não ter perdas salariais.

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