O isolamento político de Tiago Fernandes e do seu padrinho, Luís Fernando, em São José de Ribamar atingiu o ponto de não retorno. O Palácio dos Leões puxou o freio de mão, e a resposta do Governo do Estado veio de forma cirúrgica: sangrou a pré-candidatura do ex-secretário para ensinar uma lição elementar sobre lealdade.
A saída estratégica da ex-vereadora Luciana Lauande foi o estopim da crise. Luciana não apenas rompeu por orientação da base governista, mas deixou explícito o seu descontentamento com a postura dúbia da dupla.
O Palácio dos Leões não assistiu à cena de braços cruzados: remanejou as peças e redirecionou o apoio de Luciana Lauande diretamente para J. Pinto, ex-secretário de Estado, aliado leal do governador Carlos Brandão e nome de peso com densidade eleitoral real na cidade.
O recado foi dado nas urnas e no grupo.
Com o grupo agora reduzido, sem musculatura e sendo atropelado até por Maedja nas pesquisas internas em Ribamar, comendo poeira de nomes como J. Pinto, Carlos Lula e Detinha, a candidatura de Tiago a deputado estadual virou um natimorto.
Mas, em vez de calçar as sandálias da humildade, Tiago resolveu reagir da pior forma: dobrando a aposta contra quem lhe deu espaço.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Tiago tenta disfarçar o rombo apelando para um discurso que beira o cinismo. Ao confirmar o fim da parceria com Luciana Lauande, ele faz questão de dizer que “manterá sua posição ativa” e continuará peitando a orientação do grupo governista, tentando implodir o palanque de Orleans Brandão na cidade.
A atitude escancara o diagnóstico: Tiago Fernandes e Luís Fernando ligaram o modo kamikaze. Vendo a pré-candidatura a estadual derreter diante da onda esmagadora contrária, a dupla aloprada decidiu rifar o processo de 2026 para antecipar o delírio de disputar a Prefeitura de Ribamar em 2028.
A conta no entanto parece até piada.
Como alguém que vem tendo dificuldades de articular uma candidatura sólida a deputado, o termômetro básico da política, sonha em comandar o município daqui a dois anos?
A postura insolente expõe a fragilidade de quem perdeu bases estaduais, abrigou a oposição no próprio palanque e agora tenta transformar desespero, ingratidão e insolência em discurso de coragem.
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