Projeto propõe tornozeleira rosa para agressores de mulheres; entenda a proposta

Projeto propõe tornozeleira eletrônica rosa para agressores de mulheres em casos de alto riscoFoto: Imagem gerada por IA/ND Mais
Projeto propõe tornozeleira eletrônica rosa para agressores de mulheres em casos de alto riscoFoto: Imagem gerada por IA/ND Mais

A deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT) apresentou um projeto de lei que propõe o uso de tornozeleira rosa para agressores de mulheres, com identificação visual padronizada em dispositivos de monitoramento eletrônico. A medida foi protocolada na terça-feira (14) na Câmara dos Deputados.

O que muda com a proposta da tornozeleira rosa

O projeto altera a legislação recente sobre monitoramento eletrônico de agressores para incluir a possibilidade de identificação visual diferenciada nos dispositivos. Segundo o texto, a tornozeleira rosa para agressores de mulheres teria três objetivos principais:

  • Facilitar a fiscalização por autoridades;
  • Reforçar a proteção preventiva da vítima;
  • Inibir a reincidência de violência.

A padronização visual também deverá seguir critérios de proporcionalidade e não poderá gerar exposição vexatória ou degradante ao monitorado.

Imagem de coronel Fernanda
Projeto de lei sobre tornozeleira eletrônica rosa para agressores de mulheres foi apresentado pela deputada federal Coronel Fernada (PL-MT)Foto: Coronel Fernanda/coronelfernandamt/Instagram

Quem será afetado

A medida se aplica a agressores enquadrados em casos de violência doméstica e familiar contra a mulher que já estejam submetidos ao monitoramento eletrônico.

A proposta prevê que a tornozeleira com identificação visível seja utilizada principalmente em situações classificadas como de maior risco, conforme avaliação da Justiça.

O que ainda precisa acontecer

O texto ainda é um projeto de lei e precisa passar por análise e votação na Câmara e no Senado antes de virar lei.

Além disso, caberá ao Poder Executivo regulamentar pontos técnicos, como nível de visibilidade do dispositivo e critérios para eventual dispensa da identificação visual em casos específicos.

Por que a mudança foi proposta

Imagem de martelo de justiça
Texto inclui regras para evitar exposição vexatória de monitorados sobre tornozeleira eletrônica rosaFoto: Freepik/ND

Na justificativa, a autora afirma que a falta de padronização visual nas tornozeleiras reduz o efeito preventivo da medida e dificulta a atuação das autoridades.

A proposta, segundo o texto, não cria uma punição adicional, mas busca ampliar a eficácia de uma política já existente de proteção às vítimas de violência doméstica.

Outras iniciativas voltadas ao combate à violência contra a mulher também vêm sendo discutidas recentemente no Congresso, incluindo medidas de monitoramento e proteção mais rigorosas.


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