No Maranhão, uma situação preocupante está em curso com a decisão de dez promotores de Justiça, que recorda os tempos da força-tarefa de Deltan Dallagnol na Lava Jato. O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público do Estado do Maranhão investigava um rombo de R$ 56 milhões na prefeitura de Turilândia. Durante as investigações, foram encontrados R$ 5 milhões em uma residência, o que resultou na prisão de todos os 11 vereadores, do prefeito, da primeira-dama, da ex-vice-prefeita, um secretário municipal, empresários e servidores, todos implicados na apropriação desse dinheiro, que é oriundo dos impostos pagos pela sociedade – recursos que representam o esforço e o trabalho dos cidadãos.
Apesar das prisões, a Procuradoria-Geral de Justiça decidiu soltar os envolvidos. Neste cenário, o que fizeram os dez promotores de Justiça? Renunciaram ao Gaeco, uma decisão que expressa a frustração deles com o sistema, que parece não oferecer resultados. Esse desfecho é alarmante. Na Lava Jato, dificuldades semelhantes foram enfrentadas, e Dallagnol, mesmo sendo o deputado federal mais votado no Paraná, perdeu seu mandato. Este é o Brasil que conhecemos, onde o dinheiro dos pagadores de impostos parece ser usado de forma irresponsável por qualquer pessoa.
Hacker Walter Delgatti é transferido para o semiaberto
Vocês lembram do hacker Walter Delgatti? Ele é famoso pelo caso que resultou na condenação de Carla Zambelli a mais de 10 anos de prisão como autora mandante. Delgatti acessou o sistema digital do Conselho Nacional de Justiça e imprimiu uma ordem de prisão para Alexandre de Moraes. Recentemente, Moraes decidiu conceder a Delgatti o regime semiaberto, permitindo que ele saia durante o dia e retorne à prisão à noite. Ele foi condenado a oito anos e três meses, e o Ministério Público informou que já cumpriu 20% de sua pena, o que o tornava apto a essa mudança de regime.
Irã executa manifestantes como forma de repressão
Os manifestantes presos durante os grandes protestos no Irã estão prestes a ser executados nesta quarta-feira, conforme a lei islâmica. O objetivo desse enforcamento público é colocar medo nos possíveis manifestantes. O que se observa no Brasil após o 8 de janeiro tem semelhança, mas sem as penalidades tão drásticas. Inclusive, surgiram discussões sobre a possibilidade de enforcar um ministro do Supremo, mas não passou disso. O filho do deposto xá Reza Pahlavi buscava um encontro com Donald Trump, mas o presidente americano reagiu negativamente, preferindo que o povo decidisse seu futuro. O Irã, que possui a segunda maior reserva de petróleo do mundo, assim como a Venezuela, enfrenta sérios desafios. A China, que é compradora de petróleo de ambos, está cautelosa e relutante em aventurar-se em Taiwan sem garantir o fornecimento de petróleo, o que é fundamental.
Venezuela e Estados Unidos em busca de estabilização
A nova presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, realizará uma visita a Washington na próxima quinta-feira para se reunir com Trump; é provável que aconteça a reabertura das embaixadas em Washington e Caracas. Os EUA e a Venezuela estão passando por uma fase de acomodação – ou melhor, estabilização – após a queda de Nicolás Maduro. Os americanos estão aceitando a vice de Maduro, que, assim como ele, não foi aclamada nas urnas; no entanto, trata-se de uma posição pragmática: Delcy e seu irmão Jorge são vistos como capazes de manejar a política. Diosdado Cabello, que também é procurado pelos Estados Unidos, afirmou que a embaixada será reaberta e que estão libertando prisioneiros políticos. Daniel Ortega também sentiu essa movimentação e começou a liberar prisioneiros políticos.
Brasil se alinha ao que há de pior
Nesse contexto, o ministro de Relações Exteriores do Brasil se encontrou com o chanceler do Irã e criticou os Estados Unidos em relação à Venezuela, afirmando que eles não têm autoridade para interferir e que as relações Brasil-Irã devem ser estreitadas ainda mais. Essa postura não reflete um pragmatismo; parece que a política externa brasileira é movida apenas por questões ideológicas.
Além disso, não vi apoio das feministas brasileiras aos protestos, já que os aiatolás não garantem qualquer direito às mulheres. Elas são impedidas até de fumar e devem cobrir todo o corpo. Uma mudança no regime significaria a libertação das mulheres no Irã, permitindo que recuperassem os direitos que tinham durante a era do xá Pahlavi, que era herdeiro de Ciro, o Grande.
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