Um projeto desenvolvido a partir da escuta dos estudantes e da realidade local colocou o IEMA de Tutóia entre os finalistas de um dos principais prêmios de educação da América Latina. O professor Lute Rafael conquistou o primeiro lugar na etapa estadual do Prêmio Educador Transformador e agora representará o Maranhão na fase nacional, durante a Bett Brasil 2026, em São Paulo.
A ideia surgiu em sala de aula, apoiada pela metodologia Design Thinking aplicada pelo docente. Em uma imersão, os alunos mapearam, por meio de desenhos e entrevistas com professores, gestores, familiares e funcionários, os principais desafios do município. Foram mais de 250 registros analisados até que o grupo escolhesse trabalhar a biomassa de mangue acumulada nas praias — um fenômeno natural que, no entanto, prejudica a percepção turística do local.
“A partir dessa escuta, estruturamos uma pergunta norteadora: como transformar esses resíduos em uma solução que reduzisse impactos ambientais e ainda fortalecesse o desenvolvimento local? O projeto reaproveita essa biomassa, normalmente descartada, para a produção de biocombustível. Os testes mostraram eficiência, inclusive como acendedor de churrasqueira, e já foi possível precificar o material. Mais do que um produto, apresentamos uma metodologia baseada em problemas reais, que reúne ciência, sustentabilidade e inovação”, explica o professor.
Na fase de prototipagem, os estudantes participaram ativamente de todas as etapas: coleta, desidratação da biomassa, testes e ajustes. O trabalho destacou o protagonismo juvenil, a criatividade e a base científica das atividades. Segundo Lute Rafael, muitos experimentos ocorreram em horários de intervalo e almoço, mostrando o empenho dos alunos em levar o projeto adiante.
Para o professor, representar o IEMA na final nacional vai além do reconhecimento individual: é a confirmação de que a escola pública pode gerar soluções relevantes a partir de seus próprios desafios. “É uma mistura de responsabilidade, gratidão e propósito. Eu não represento apenas um projeto, mas uma instituição pública que acredita na educação como ferramenta de transformação social. Essa conquista é coletiva, dos alunos, dos colegas professores e da gestão”, afirma.
Cricielle Muniz, diretora-geral do IEMA, ressaltou que a premiação reforça o modelo pedagógico da rede. Quando a educação se conecta ao território e às demandas locais, gera inovação e impacto social, formando jovens críticos, criativos e capazes de transformar sua realidade.
A diretora também destacou que o reconhecimento nacional evidencia o fortalecimento da educação profissional, científica e tecnológica no Maranhão, resultado dos investimentos promovidos pelo Governo do Estado para consolidar o IEMA como referência em ensino público de qualidade.
Fonte: https://ovianensenoticias.com.br
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