Weverton Rocha, que ocupa o cargo de vice-líder do governo no Senado, está sendo investigado pela Polícia Federal (PF) por suspeitas de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Apesar das graves acusações, tudo aponta que ele deve manter sua posição, contando com o apoio do Palácio do Planalto. Segundo a PF, Rocha é descrito como membro da liderança de uma organização criminosa que se envolve em descontos ilegais em aposentadorias. O senador se declarou inocente e deixou claro que está disponível para esclarecer todas as dúvidas relacionadas à investigação.
Após ter sido alvo de uma operação da PF no âmbito das investigações, acredita-se que Weverton Rocha (PDT-MA) continuará no cargo ao longo deste ano. Pessoas próximas ao senador afirmam que não há sinais de que o Palácio do Planalto consideraria uma mudança em sua função. A persistência dele no cargo, conforme essas fontes, estaria alinhada com a vontade do presidente Lula.
Entramos em contato com a Secretaria de Comunicação do presidente, bem como com a Secretaria de Relações Institucionais (SRI), liderada por Gleisi Hoffmann, que cuida das articulações do Executivo com o Congresso. Entretanto, não houve resposta sobre o impacto político de manter um alvo da operação Sem Desconto na posição de vice-líder do governo. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.
Entenda
No dia 18 de dezembro, Weverton Rocha foi alvo de um mandado de busca e apreensão durante uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes em descontos de aposentadorias e pensões do INSS. A PF chegou a solicitar sua prisão preventiva, mas o pedido foi negado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Durante a operação, Rocha mencionou a indicação de Jorge Messias para o STF e também a necessidade de revisar a Lei do Impeachment. Em sua declaração, ele expressou surpresa com as buscas realizadas em sua casa, mas se colocou à disposição para esclarecê-las.
O relatório da PF descreve o senador como uma “liderança e sustentáculo” da organização criminosa liderada por Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. A PF afirma que Rocha atuou como “sócio oculto” de Antônio Carlos e ajudou em seu enriquecimento.
Confira a íntegra da declaração do senador, divulgada por sua assessoria:
“Confio plenamente nas instituições e no Estado Democrático de Direito, reafirmando meu respeito ao trabalho da Procuradoria-Geral da República e do Supremo Tribunal Federal. Ressalto que a decisão da Corte é clara ao reconhecer a ausência de provas que me vinculem a práticas ilícitas ou ao recebimento de recursos irregulares. Relações profissionais de terceiros não podem ser usadas para me imputar responsabilidade sem fatos concretos. Sigo exercendo meu mandato com serenidade e colaborando para o esclarecimento dos fatos, certo de que a verdade prevalecerá e minha inocência será plenamente reconhecida.”
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