Brasil tem 43 casos suspeitos de intoxicação por metanol, diz Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde, por meio do Centro Nacional de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS), registrou até a noite de quarta-feira, dia 1º, um total alarmante de 43 casos suspeitos de intoxicação por metanol em todo o Brasil. Desses, 39 casos estão concentrados no estado de São Paulo (sendo 10 confirmados) e quatro em Pernambuco, que ainda estão sob investigação.

Polícia Federal investiga a venda de bebidas adulteradas em bares; 43 casos suspeitos de intoxicação por metanol em todo o Brasil.
Polícia Federal investiga a venda de bebidas adulteradas em bares; 43 casos suspeitos de intoxicação por metanol em todo o Brasil.
Foto: Tiago Queiroz/Estadão / Estadão

Foi confirmado um óbito em São Paulo, enquanto outros sete casos estão em investigação (cinco em SP e dois em PE). Informações do Ministério da Saúde indicam que quatro dos casos reportados foram descartados.

O número de suspeitas de intoxicação por metanol é classificado como excepcional nas estatísticas do ministério. “Historicamente, o Brasil registrava cerca de 20 casos de intoxicação por metanol em um ano, o que faz o atual panorama ser considerado incomum”, afirmou a pasta.

Suspeita-se que a principal fonte dessas intoxicações seja o consumo de bebidas alcoólicas adulteradas. Em São Paulo, pacientes têm sido internados e algumas mortes foram relatadas após frequentarem bares e consumirem destilados em encontros sociais.

O governo paulista anunciou que, após uma fiscalização das secretarias da Saúde, Segurança Pública, Fazenda e Justiça, seis estabelecimentos foram interditados.

Esses locais incluem bares, distribuidoras e adegas, tanto na capital quanto nas cidades de Mogi das Cruzes e São Bernardo do Campo, na região metropolitana.

Em Barueri, um lote de 128 mil garrafas de vodca foi lacrado pela vigilância sanitária e só será liberado após a apresentação da documentação necessária. Em Americana, uma operação policial resultou na prisão de duas pessoas e na apreensão de cerca de 17,7 mil bebidas em um laboratório clandestino suspeito de fraudar as bebidas.

As autoridades estão investigando se esses locais têm alguma ligação com os casos de contaminação por metanol.

Por meio do Ministério da Justiça e Segurança Pública, o governo federal acredita que o crime organizado pode ter envolvimento nas adulterações e autorizou a Polícia Federal a conduzir as investigações. Em agosto, uma operação policial desmantelou um esquema do Primeiro Comando da Capital (PCC) que usava metanol na produção e venda de combustível adulterado.

“Estamos diante de uma situação anômala, diferente de tudo que temos em nossa série histórica sobre intoxicação por metanol no Brasil. A interação da Polícia Federal no caso deve-se à suspeita de envolvimento de uma organização criminosa nas adulterações de bebidas”, reforçou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

O Ministério da Saúde recomenda que bares, empresas e outros estabelecimentos aumentem a vigilância quanto à procedência dos produtos comercializados e orienta os consumidores a evitarem a compra e consumo de bebidas que não possuam rótulo, lacre de segurança ou selo fiscal.


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