
A Seção de Direito Público do Tribunal de Justiça do Maranhão ratificou, por unanimidade, nesta sexta-feira (23), a decisão de prorrogar a intervenção na Prefeitura de Turilândia por 180 dias. Essa medida, previamente imposta em liminar pelo desembargador Gervásio Protásio dos Santos, agora se torna executável com a concordância do colegiado.
A administração do município estava sob a responsabilidade do presidente da Câmara, vereador José Luis Araújo Diniz, apelidado de “Pelego”, que assumiu após a prisão preventiva do prefeito Paulo Curió e da vice-prefeita Tânia Mendonça. Ambos estão sob investigação na Operação Tântalo II.
Mesmo ocupando a posição de chefe do Executivo municipal, Pelego está sob prisão domiciliar e utiliza uma tornozeleira eletrônica, o que lhe permite o acesso às instalações da prefeitura.
Durante a sessão, o desembargador Tyrone Silva sugeriu que o prazo da intervenção fosse reduzido para 90 dias, mas retirou a proposta após a manifestação contrária dos outros membros do tribunal.
Agora, a responsabilidade de indicar um interventor para gerenciar Turilândia durante o intervalo determinado pelo TJMA recai sobre o governador Carlos Brandão.
Recentemente, o Ministério Público do Maranhão (MPMA) apresentou denúncia contra o prefeito Paulo Curió (União Brasil) e outras nove pessoas que estão sendo investigadas na Operação Tântalo II, relacionada a um esquema de desvio de R$ 56 milhões em recursos públicos do município.
Segundo informações da Procuradoria-Geral de Justiça, o prefeito e seus familiares teriam recebido até 90% dos pagamentos feitos pela administração a empresas suspeitas de envolvimento nas fraudes, que resultaram no desvio de R$ 56 milhões desde 2021.
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